Em comparação com outros segmentos que fazem parte do nosso efervescente ecossistema financeiro – como fintechs, bancos digitais e e-commerces –, pode-se dizer que o setor de seguros no Brasil ainda está alguns passos atrás, principalmente no que se refere a avanços tecnológicos, customer experience (CX) e desburocratização de processos. Mas a boa notícia é que isso deve mudar em breve! O motivo? A chegada do Open Insurance, que começou a ser implantado em 15 de dezembro de 2021. 

 

Com foco em inovação e na melhora da experiência do cliente e aproveitando o movimento do Open Finance, o Sistema de Seguros Aberto, na tradução em português, promete impulsionar o setor e movimentar o cenário de seguros no país.

Além de representar uma grande oportunidade de crescimento para as empresas do setor e para novos negócios que desejam ingressar nesse mercado, as mudanças são, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), fundamentais para que o acesso a produtos desse tipo seja ampliado para uma parcela maior da população.

Mas o que é Open Insurance e de que forma ocorrerá essa transformação tão relevante para o setor? Esse será o tema deste artigo produzido a partir do estudo preparado pela researcher Alícia Fortunato, da área de Research da Dock. Acompanhe!

 

O que é Open Insurance?

O Open Insurance é um sistema que possibilita e operacionaliza o compartilhamento de dados de consumidores e sociedades autorizadas pela Susep de forma ágil, precisa, conveniente, padronizada e segura.

Seguindo a mesma lógica do Open Banking, os usuários, nesse caso de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, podem compartilhar as suas informações com as diferentes organizações credenciadas do setor. Tudo isso com respeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e, evidentemente, necessidade de consentimento prévio do cliente, que deve se caracterizar como manifestação livre, informada, prévia e inequívoca de vontade por meio eletrônico.

Por outro lado, essas sociedades compartilham seus dados, produtos e serviços por meio da abertura e integração de sistemas, ampliando a interoperabilidade do mercado.

Ainda, além de ter inspiração no sistema do Open Banking, o Open Insurance está incluído no conceito mais amplo de Open Finance. Um dos objetivos da implementação do Sistema de Seguros Aberto brasileiros é, inclusive, ser 100% interoperável com o Sistema Financeiro Aberto que está sendo implantado e permitirá a consolidação da vida financeira do usuário como um todo.

Os participantes do sistema

O Open Insurance contará com a participação de diferentes atores, entre os quais estão as seguradoras, as entidades abertas de previdência complementar e as sociedades de capitalização.

Para participar, é necessário que essas instituições sejam, primeiramente, autorizadas pela Susep. Já para as sociedades seguradoras de maior porte, ou seja, aquelas incluídas nos segmentos S1 e S2 da Regulação Prudencial, a participação é obrigatória.

Ainda, vale mencionar que também poderão ser credenciadas para atuar exclusivamente no Open Insurance as Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS). Essas empresas poderão oferecer soluções diversas para os clientes, como serviços de agregação de dados, dashboards e execução de serviços.

Segundo a Resolução CNSP 429/2021, as SISS devem ter um patrimônio líquido superior a R$ 1.000.000,00 e também terão que seguir regras de governança, sigilo de dados e informações e segurança cibernética atreladas à LGPD.

 

Tipos de dados compartilhados no Open Insurance

Existem duas categorias principais de dados que poderão ser compartilhados no novo sistema:

  • Dados públicos: informações de pontos físicos e eletrônicos de atendimentos até dados de produtos comercializados pelas diferentes empresas do setor.
  • Dados pessoais: informações cadastrais dos clientes e de seus representantes e dados referentes a apólices, bilhetes, certificados, contratos ou títulos de capitalização e sua utilização.

 

Cronograma de implantação do Open Insurance no Brasil

A Susep deu os primeiros passos para a regulamentação do Open Insurance no Brasil em abril de 2021 e em julho do mesmo ano foram publicadas no Diário Oficial as diretrizes para a sua implementação – Resolução CNSP nº 415/2021Circular Susep nº 635/2021 –, que será gradual.

A largada da operação do Open Insurance no Brasil aconteceu no dia 15 de dezembro de 2021, com o início da Fase 1 do cronograma estabelecido pela Superintendência de Seguros Privados. Essa etapa inicial estende-se até 30 de junho de 2022 e está sendo realizada em sincronia com a entrada dos produtos do setor no funcionamento do Open Finance brasileiro.

Fase 1: Open Data (a partir de 15 de dezembro de 2021)

Prevê o começo do compartilhamento de dados públicos sobre canais de atendimento e produtos disponíveis no setor.

Fase 2: Compartilhamento de dados pessoais (a partir de setembro de 2022)

Deve se estender até junho de 2023 e prevê o começo do cadastro de clientes e participantes, das movimentações dos clientes relacionados a produtos e do registro de dispositivos eletrônicos.

Fase 3: Efetivação de serviços (a partir de dezembro de 2022)

Na última fase, teremos a liberação de acesso, modificações, resgate ou portabilidade, aviso de sinistro e outros pontos do sistema. A previsão é que o cronograma seja concluído até junho de 2023.

 

open insurance no brasil

 

Quais os benefícios do Open Insurance?

Até agora tratamos mais sobre o conceito, o funcionamento e a implementação do Open Insurance, mas de que forma o novo sistema vai impactar o setor de seguros, os consumidores e a sociedade em geral?

Empoderamento e melhora da experiência do consumidor

No novo contexto, o consumidor será o responsável por ditar as regras, seja de disponibilização de seus dados, seja de escolha de produtos e serviços.

Além disso, o usuário passa a ser colocado no centro da estratégia das empresas, o que resulta em uma melhora da sua experiência, tanto em termos tecnológicos, como de oferta. Com base nas informações disponibilizadas, devem surgir produtos cada vez mais customizados, eficientes e adequados às necessidades do cliente.

Leia também: Open X: o que vem depois do Open Finance?

Maior competitividade

Assim, entre as vantagens para as prestadoras de serviço estão o aumento da competitividade que o Open Insurance vai gerar no mercado e a possibilidade de melhorar produtos e serviços e reduzir custos com base nas informações disponibilizadas pelos consumidores e pela concorrência.

Agilidade e precisão

A eficiência e a conveniência devem ser premissas do novo sistema, o que traz benefícios para as instituições e os usuários. O sistema contará com painéis de informações e controle para o consumidor, além de possibilitar uma jornada mais simples e transparente.

Inovação e avanço tecnológico

Além de estimular o desenvolvimento de APIs que viabilizem as integrações necessárias, o Open Insurance também vai promover o uso de padrões avançados de tecnologia que permitem a disponibilização de soluções modernas via apps e a customização de ofertas e experiências. Tudo isso vai significar um grande avanço em termos de inovação para o setor, que não está tão avançado quanto outros segmentos do ecossistema financeiro.

Inclusão e cidadania financeira

Com a ampliação da oferta e, assim, o desenvolvimento de produtos com preços mais compatíveis, o Sistema de Seguros Aberto ajudará a impulsionar a inclusão financeira, pois permitirá o acesso de uma gama maior da população a esses produtos e serviços, que são importantes mecanismos de proteção em momentos de fragilidade econômica ou de eventos imprevistos.

 

A Dock quer ser participante ativa dessa transformação!

Acreditamos que existe um grande potencial para o mercado de seguros no Brasil e na América Latina, de forma a incluir as pessoas que mais precisam desse tipo de solução por meio de serviços acessíveis, simples e fáceis de contratar.

Por isso, queremos fazer parte da transformação do Open Insurance, provendo a tecnologia necessária para que mais players possam ingressar nesse mercado.

 

Assista ao nosso vídeo manifesto e saiba como decodificamos o universo financeiro:

 

Open Insurance: o que você viu neste artigo

  • O Open Insurance é um sistema que possibilita e operacionaliza o compartilhamento de dados de consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização e de sociedades autorizadas pela Susep.
  • O Sistema de Seguros Aberto está incluído no conceito mais amplo de Open Finance e será 100% interoperável.
  • Além de seguradoras, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização, também poderão participar do sistema as Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS).
  • Os dados compartilhados no Open Insurance são públicos ou pessoais.
  • A implementação do sistema será gradual e a 1ª fase teve início em 15 de dezembro de 2021. O calendário definido pela Susep prevê a sua operação total em junho de 2023.
  • O Open Insurance traz diferentes benefícios para as empresas do setor, os consumidores e a sociedade como um todo.

Artigos relacionados

Considerando que o bitcoin atingiu o maior valor da história recentemente e que as criptomoedas atraíram uma série de novos investidores em 2021, é indiscutível que o tema continuará no centro das atenções nos próximos anos. E indo além, temos o modelo de Crypto as a Service, que está acelerando a chegada de soluções financeiras com moedas digitais às carteiras de mais e mais pessoas.

Seguindo a tendência que já está presente em outros âmbitos do mercado de pagamentos e banking – Banking as a Service, Acquiring as a Service e Software as a Service, entre outros –, o modelo de Crypto as a Service permite que instituições financeiras, startups, varejistas e outras empresas ofereçam serviços relacionados aos criptoativos em suas plataformas, sejam elas contas digitais ou outras aplicações.

Sendo assim, o Crypto as a Service traz uma grande oportunidade para players que desejam entrar nesse mercado em ascensão e disponibilizar aos clientes soluções de compra, venda e guarda de moedas digitais. Quer saber mais? Confira neste artigo os principais detalhes sobre o tema!

 

O que é Crypto as a Service?

Baseado no conceito do Software as a Service, o modelo Crypto as a Service é focado no mercado de criptomoedas e oferece a tecnologia e a infraestrutura necessárias para que diferentes organizações se tornem fornecedores de serviços desse ecossistema.

Dessa forma, essas empresas podem disponibilizar ativos digitais em suas próprias plataformas, ampliando a sua atuação e as suas possibilidades de rendimento em um âmbito de negócios promissor, com despesas reduzidas.

Além disso, por meio do Crypto as a Service, os usuários terão acesso facilitado às criptomoedas e poderão usufruir de diferentes soluções nesse sentido: desde fazer investimentos e mantê-las em contas digitais até utilizá-las na troca por serviços ou produtos.

Tudo isso de forma segura – o que é extremamente importante, uma vez que, juntamente com a popularização dos criptoativos, também temos assistido a um aumento das tentativas de fraudes nesse mercado.

Como funciona o Crypto as a Service?

No Crypto as a Service, por meio de uma conexão API, os usuários podem incorporar recursos para comprar, vender e manter criptomoedas em suas plataformas ou aplicativos. Há, ainda, a possibilidade de empresas usarem a tecnologia como base para criar novos apps.

Via de regra, os recursos oferecidos nesse modelo são customizáveis e de fácil implantação. Assim, fornecem acesso praticamente instantâneo aos mercados de criptomoedas e podem ser adaptados às necessidades da empresa que contrata, que pode criar a experiência do usuário conforme desejar.

Para os players que querem oferecer soluções com criptomoedas, esse modelo é muito vantajoso financeiramente: além de isentar a empresa de ter que ir atrás de regulamentações, também dispensa a necessidade de desenvolvimento interno de tecnologias complexas. Além disso, as soluções também costumam contar já com sistemas de segurança e prevenção a fraudes incorporados.

Vantagens do Crypto as a Service

  • Agilidade no desenvolvimento de soluções financeiras com criptoativos
  • Possibilidade de engajar públicos em torno de serviços atrativos e em crescimento
  • Flexibilidade para plugar negociação de criptomoedas em plataformas já existentes

 

O mundo “as a service” e a API economy

Você certamente já percebeu: não apenas no setor financeiro, soluções de diferentes mercados estão se adaptando cada vez mais ao modelo “as a service”. Como vimos, o conceito se refere à oferta de soluções como serviço e não como produto inflexível e limitado.

É interessante notar que isso só é possível graças à API Economy, considerada o motor para a transformação digital e para a rentabilidade na Nova Economia. A “economia das APIs” permite a criação de diversas features na velocidade de uma integração e possibilita o diálogo entre sistemas diferentes de maneira rápida e contínua.

No mercado financeiro, esse formato está cada vez mais presente e vem se consolidando nos últimos anos, tendo se tornado essencial para o desenvolvimento desse ecossistema. Muitos players que estão se destacando atualmente são usuários de plataformas de Banking as a Service, Fintech as a Service ou Acquiring as a Service.

O mesmo deve ocorrer em breve com o Crypto as a Service, que, além de ser baseado nesse modelo inovador e com diversas vantagens, traz a oportunidade de ingressar em um mercado que está em forte expansão, como o das criptomoedas.

 

universo financeiro as a service

 

Na Dock, estamos acompanhando todas as oportunidades para decodificar o universo financeiro

Nós fazemos parte dessa transformação, que torna a tecnologia em pagamentos e banking cada vez mais acessível e “as a service” para que novas soluções sejam desenvolvidas e possam tornar finanças mais orgânicas e inclusivas.

Por isso, estamos de olho no modelo de Crypto as a Service e todas as suas oportunidades. Inclusive, nossa área de crypto já está nascendo e em breve teremos novidades para contar!

 

Crypto as a Service: o que você viu neste artigo

  • Em 2021, o bitcoin teve a maior alta da história e as criptomoedas atraíram uma série de novos investidores.
  • O Crypto as a Service permitirá que instituições financeiras, startups, varejistas e outras empresas ofereçam serviços relacionados aos criptoativos em suas plataformas.
  • Com a solução, organizações contam com a tecnologia e regulamentação necessárias para possibilitar que os seus clientes comprem, vendam e mantenham criptomoedas de forma fácil e segura.
  • Assim como as outras plataformas “as a service”, o Crypto as a Service funciona por meio da conexão com APIs e oferece recursos customizáveis e de fácil implementação.
  • O Crypto as a Service é uma grande oportunidade para players que desejam ingressar no mercado das criptomoedas em 2022.

Quer saber mais?

Totalmente reformulada, a marca Dock passa a representar todo o business, cujo portfólio atende a toda a cadeia de meios de pagamento; as marcas Conductor e Muxi deixam de existir

 

agora somos dock

 

A Conductor está unificando suas 3 marcas (Conductor, Dock e Muxi) em uma nova e totalmente reformulada identidade para a marca Dock. A evolução no branding coroa a construção de uma das primeiras empresas no mercado a contar com um portfólio completo de soluções tecnológicas para os setores de meios de pagamento e digital banking.

A ideia da reformulação é oferecer mais clareza sobre a sinergia e complementaridade entre os seus quatro pilares de atuação – digital banking, emissão e processamento de cartões, soluções para adquirência e riscos & compliance – como parte da estratégia para a construção de uma marca global.

A operação continua sendo liderada por Antonio Soares, CEO; Diogo Frenkel, CFO; Fred Amaral, CPTO (Chief Product & Technology Officer); e Marcelo Jacques, CSO (Chief Strategy Officer). “Com este reposicionamento estratégico, nós queremos ser um parceiro ainda mais valioso para nossos clientes, tornando cada vez mais fácil e eficiente o desenvolvimento de produtos inovadores e a evolução de seus negócios”, explica Antonio Soares, CEO da Dock.

Além de ser curto e sonoro, a escolha do nome Dock para a nova marca se deu também pelo fato de ser o único pilar de negócios que foi totalmente  concebido dentro de casa. “Temos um carinho especial pelo nome Dock não só por ter sido uma marca, mas um business que desenvolvemos 100% do zero. Com a marca unificada e a nova identidade visual, vamos refletir plenamente o que somos, como pensamos e o que vislumbramos para o mercado”, afirma Antonio.

A “nova” Dock conecta todas as etapas da movimentação de dinheiro do pagador ao recebedor através de suas plataformas. “Buscamos desenvolver as melhores soluções para o mercado de meios de pagamento, que tem evoluído de maneira cada vez mais acelerada. Por meio da tecnologia, queremos ser capazes de nos antecipar a todas as mudanças e tendências para liberar e alavancar todo o potencial de negócios dos nossos clientes”, ressalta Fred Amaral, CPTO da Dock.

 

Sobre a Dock

A Dock é uma das líderes em tecnologia para meios de pagamento e banking as a service na América Latina. A companhia agrega valor, inovação e escalabilidade aos negócios de seus clientes ao reunir emissão de cartões, digital banking e adquirência em uma plataforma única e abrangente.

As soluções modulares da Dock potencializam processos essenciais que aceleram a capacidade de empresas criarem serviços de meios de pagamento e banco digital. O resultado é um leque mais amplo de produtos inovadores, maior acesso de consumidores a serviços financeiros e uma melhor jornada do cliente.

A plataforma em nuvem da companhia reduz o fardo operacional e regulatório de seus clientes, ao mesmo tempo em que oferece ferramentas valiosas ao negócio por meio de seu ecossistema de parceiros. A empresa trabalha muito próxima de seus clientes para selecionar e integrar serviços que reduzam o time-to-market e maximizem o impacto positivo no negócio.

Atualmente, a Dock viabiliza mais de 160 milhões de contas e processa mais de US$ 50 bilhões em pagamentos na América Latina anualmente. Para mais informações, visite dock.tech

Utilizar a impressão digital ou o reconhecimento facial para desbloquear a tela do celular é uma ação completamente integrada à nossa rotina. No entanto, hoje já podemos afirmar que a presença da biometria no nosso dia a dia vai muito além – tanto em termos de uso quanto em relação aos avanços tecnológicos relacionados a esse tipo de recurso. A biometria nos meios de pagamento, por exemplo, já é uma realidade.

Nos últimos anos, impactada por uma série de fatores, a biometria se desenvolveu aceleradamente e se consolidou como um dos métodos mais seguros de identificação de pessoas, garantindo a proteção de dados. Por isso, atualmente, já é aplicada em diferentes contextos, como caixas eletrônicos, sistemas de computação e de ponto dos funcionários, controle de acesso de prédios, aeroportos e outros locais, etc.

Além disso, em função sobretudo da segurança e da conveniência que representa, o uso da biometria em meios de pagamento vem apresentando um crescimento muito significativo. Segundo estudo da Juniper Reasearch, esse tipo de tecnologia protegerá mais de US$ 3 trilhões em pagamentos móveis até 2025.

Neste artigo, iremos explorar a biometria em meios de pagamento e as vantagens para emissores e usuários. Confira!

 

Evolução do uso de biometria em meios de pagamento

Embora pareça uma inovação recente e tenha evoluído de forma intensa nas últimas décadas, o uso do corpo como ferramenta para reconhecimento pessoal surgiu no século XIX. É isso mesmo! Em 1892, o cientista Sir Francis Galton criou o primeiro sistema de classificação de impressão digital, que foi adotado posteriormente por diversas instituições.

Como sabemos, ao longo do tempo, o método já vem sendo utilizado em diferentes funções também fora do âmbito criminal. Contudo, mais recentemente, vem se destacando o seu importante efeito nos serviços financeiros.

A evolução e a atual ascensão da utilização da biometria em meios de pagamento deve-se a diferentes fatores, como:

  • Desenvolvimento tecnológico;
  • Ampliação do acesso da população à tecnologia (smartphones, computadores etc);
  • Redução do uso do dinheiro em papel e crescimento das transações digitais;
  • Necessidade de oferecer maior comodidade e uma melhor experiência aos clientes;
  • Consolidação do comércio eletrônico;
  • Aumento e sofisticação das tentativas de fraudes em meios de pagamento;
  • Pandemia, distanciamento social e os seus efeitos no comportamento do consumidor.

Dada a sua já conhecida relevância, vale fazer um comentário acerca do último item: a pandemia de Covid-19 levou a um aumento considerável do interesse dos clientes no uso da biometria em meios de pagamento. Uma pesquisa da Mastercard sobre pagamentos digitais mostrou que 53% das pessoas acreditam que esse é o método mais seguro para realizar transações.

Nessa mesma linha, um levantamento da ISVWorld mostrou, inclusive, que 59% dos consumidores estariam dispostos a pagar taxas extras por serviços de pagamento biométrico para evitar o contato físico.

 

Por que a biometria nos meios de pagamento está em evidência e se tornou essencial no setor?

Definitivamente, não é difícil compreender os motivos pelos quais o uso da biometria em meios de pagamento vem se consolidando como uma grande aliada do setor financeiro e dos consumidores. Vamos explorar cada um deles?

Conveniência

Não há dúvidas de que os recursos biométricos trazem conveniência para os usuários. Isso tanto porque podem substituir as senhas, dispensando a necessidade de criar e memorizar uma combinação numérica ou alfabética, quanto por permitir vendas sem contato e autenticações à distância. Tudo isso significa uma maior comodidade para os consumidores, que valorizam e buscam cada vez mais por praticidade e simplificação no seu dia a dia.

Agilidade

Vivemos em um modo acelerado e precisamos que as coisas se concretizem nesse mesmo ritmo para que façam sentido e atendam às nossas necessidades. Ao permitir, por exemplo, um processo contínuo e quase instantâneo de autorização de pagamento, a biometria em meios de pagamento se encaixa perfeitamente nesse requisito, oferecendo agilidade tanto para os clientes quanto para as organizações.

Segurança

Frente a um número cada vez maior de tentativas de fraudes e à sofisticação crescente dos fraudadores, investir em recursos que garantam a realização de transações mais seguras se torna cada dia mais crucial. O uso da biometria em meios de pagamento vem ao encontro dessa exigência, pois oferece maior segurança aos clientes e às instituições, sendo, por isso, também ferramenta fundamental nos sistemas mais robustos de prevenção a fraudes no setor.

Redução de custos administrativos

Os métodos tradicionais de identificação, além de menos seguros, cômodos e ágeis, envolvem custos administrativos muito mais elevados. O uso da biometria em meios de pagamento reduz o valor por transação e outras despesas relacionadas, como de gerenciamento de senhas. Além disso, diminuindo a burocracia e trazendo maior rapidez às transações, ele otimiza os processos internos, o que pode representar uma economia considerável para as instituições e empresas.

 

Pagamento por biometria já é realidade

Existem, atualmente, 4 fontes principais de biometria:

  • Impressões digitais;
  • Voz;
  • Face;
  • Íris.

Sendo assim, temos diferentes tipos de funções, como identificação por digital, reconhecimento facial, de voz ou scanner de íris.

Essa variedade de possibilidades permite a utilização da biometria em meios de pagamento em diferentes contextos, principalmente como forma de autenticação das operações. Assim, as empresas já vêm oferecendo a funcionalidade conforme as características e necessidades do seu negócio.

É o caso do Super Muffato, um grupo paranaense de supermercados, que passou a aceitar a biometria facial como forma de pagamento. A tecnologia permite que o cliente vá ao mercado sem levar absolutamente nada, pois não precisa nem de cartão nem de dinheiro para pagar as suas compras.

A empresa implantou o sistema a fim de oferecer maior segurança para clientes e funcionários em tempos de pandemia. Para utilizar a solução, o consumidor baixa um aplicativo no smartphone, cadastra o seu cartão e apresenta o CPF somente na primeira compra em um dos caixas do estabelecimento.

A partir disso, pode realizar todos os pagamentos no local por reconhecimento facial: ou seja, apenas parando em frente ao terminal para que a máquina faça a sua identificação e pronto.

 

Soluções Dock utilizam biometria em meios de pagamento

Como é possível oferecer serviços como esse para os seus clientes? A biometria está presente nas soluções Dock como o Capana, para Onboarding Digital, e Totem de Autoatendimento Moai. A seguir explicamos mais detalhes!

Capana

O Capana é uma interface completa e omnichannel para orquestração de onboarding digital, podendo ser utilizada por qualquer indústria e atendendo os objetivos específicos de cada etapa do processo de captação, análise e decisão.

A solução tem a possibilidade de customização de workflows e integração direta com plataformas de parceiros para consulta de bureaus de crédito, recursos de inteligência artificial e motores de prevenção à fraude.

Como utiliza as mais avançadas tecnologias de verificação, o Capana conta com autenticação de documentos e biometria facial integrada com as principais bases do mercado.

Moai

O totem de autoatendimento Moai é uma solução completa de hardware, software e serviços para autoatendimento ou self-checkout no varejo. A interface totalmente plug&play possibilita a gestão completa da operação e oferece uma série de serviços. Entre eles, autenticação por biometria facial, consulta de saldo, transações, pagamento e parcelamento de fatura, solicitação de crédito, recebimento de pagamento e outros.

A solução é oferecida por meio de um modelo de negócio flexível – compra, aluguel ou serviço – e permite a melhora da experiência do cliente, reduz filas nas lojas, além de reduzir os custos com equipe e gerar dados para a tomada de decisão.

 

Biometria em meios de pagamento: o que você viu neste artigo?

  • O crescimento do uso de biometria nos meios de pagamento se deve a diversos fatores e a pandemia está desempenhando um papel fundamental nesse cenário;
  • Pesquisas mostram que os consumidores são cada vez mais atraídos pelo recurso e que o uso da biometria em meios de pagamento deve aumentar de forma significativa nos próximos anos;
  • A biometria em meios de pagamento garante conveniência, agilidade, redução de custos e segurança;
  • O Capana e o Moai são soluções Dock que contam com a tecnologia de biometria de reconhecimento facial, garantindo os benefícios da ferramenta aos seus clientes.

Artigos relacionados

Você sabe o que é um cartão private label? E sua diferença para um cartão white label? Essas são soluções financeiras que evoluíram de forma significativa nos últimos anos. E continuam em expansão!

Explicaremos neste artigo os principais pontos sobre esses meios de pagamento!

Qual é a diferença entre o Cartão Bandeirado White Label e o Private Label?

Visando atender as necessidades de diversos negócios, as empresas disponibilizam dois tipos de cartões aos seus clientes: o Private Label e o Bandeirado White Label. Mas qual é a diferença entre eles?

De forma geral cartões Private Label são linhas de crédito oferecidas por uma empresa (um supermercado, por exemplo), que podem ser utilizadas clientes apenas na própria loja e sua rede de parceiros, por meio dos chamados marketplaces digitais

O cartão é emitido sem bandeira, com a identidade visual da marca. É um velho conhecido do mercado varejista, também chamado de “cartão de loja” ou “cartão marca-própria”. Através dele, os consumidores têm a única opção de utilizá-lo na rede do estabelecimento que o emitiu. Um deles é a personalização da forma de pagamento, visto que a empresa emissora pode facilitar os meios de quitação. Há também um maior reconhecimento da marca – que começa a fazer parte da rotina do cliente, seja ao realizar uma compra, ir até a loja realizar o pagamento ou ter acesso a promoções e benefícios exclusivos. 

Por outro lado, o cartão White Label, também conhecido como cartão híbrido ou co-branded, é emitido com a marca do negócio possuindo uma bandeira de cartão como por exemplo: Visa, Mastercard e Elo. Como esse modelo possui vínculo com uma bandeira, os consumidores podem utilizá-lo também em outros estabelecimentos.

Por fim, há a possibilidade de proporcionar uma boa experiência de compra para o cliente. Talvez permitindo a acumulação de pontos que geram descontos ou premiações. O resultado disso é uma maior credibilidade para o negócio, além de favorecer a fidelização de consumidores.

 

Como uma plataforma de serviços financeiros pode otimizar serviços de pagamento?

Existem empresas que disponibilizam a emissão de Cartões Bandeirados White Label por meio de plataformas Banking as a Service (BaaS). Uma delas é a Dock, que é uma das pioneiras em oferecer esse tipo de serviço.

Como o modelo da plataforma é White Label, a empresa pode customizar recursos, funcionalidades e serviços para os clientes, exibindo o logotipo da marca na aplicação. Entre as possibilidades que o BaaS da Dock oferece, estão:

  • conta de pagamento;
  • transferência financeiras;
  • pagamento de contas;
  • investimentos;
  • abertura de conta digital;
  • emissão de cartões de débito e pré-pago na modalidade crédito.

 

Qual opção é melhor para a minha empresa?

A resposta definitiva é: “depende do seu modelo de negócio e da sua estratégia comercial”. O ideal é pontuar os objetivos da empresa e como as propostas de ação para cada modelo poderá efetivamente ajudar a alcançá-los. 

Esperamos que esse artigo tenha sido útil na jornada de compreender e agir sobre os próximos passos que você vai dar em direção ao futuro da sua empresa.

Quer saber mais detalhes sobre como um cartão white-label pode funcionar para sua empresa? Conheça mais sobre a solução de Digital Banking da Dock. 

Consumidores do nordeste foram os que mais aumentaram o consumo no cartão de crédito na semana da data

Na semana do Dia das mães, o valor gasto em compras parceladas pelo consumidor brasileiro teve um crescimento de 27% em comparação a uma semana comum, e um aumento de 10% do ticket médio de cada compra pelo brasileiro no cartão de crédito. Em média, os nordestinos foram os que investiram mais alto no feriado.

O brasileiro desembolsou em torno de R$117 e os destaques ficaram para os consumidores do nordeste que gastaram mais, por volta de R$122; e os da região sudeste, que desembolsaram menos no país, em torno de R$111. Já o consumidor do norte gastou R$117 nas compras para a data, enquanto os consumidores do sul e Centro-Oeste R$118.

A Conductor processou na semana do dia das mães (6 a 12 de maio), mais de 8 milhões de compras, que geraram um valor de quase R$2 bilhões. E tem mais: batemos o recorde de processamentos realizados em um unico dia no sábado (11/05), no qual os consumidores mais foram às compras.

As compras parceladas representaram 29% das transações realizadas no período analisado, com destaque para os consumidores do norte, que parcelaram 37% das compras no período, quase 50% a mais do que no sudeste.

As informações também apontam que o segmento de moda teve o maior salto na semana do Dia das Mães, crescendo 25% em comparação a uma semana comum, seguido pelo segmento de restaurantes, com 16%.

Devido ao Dia das Mães, maio sempre fica entre os três meses com maior requisição de novos cartões de crédito – tanto private label quanto bandeirados. É o que comenta o CEO da Conductor, Antonio Soares.

Para ele, o crescimento das transações parceladas e a requisição de novos cartões de crédito no Dia das Mães ocorre devido a praticidade do consumidor em não precisar comprometer sua renda imediata, enquanto ainda aproveita os descontos que esta data pode gerar, bem como outros benefícios agregados ao cartão de crédito, tanto bandeirado como private label.

“Dar crédito aos consumidores no Dia das Mães significa aproximá-los do presente ideal, transformando o aspiracional em tangível. Por esse motivo, mais cartões de crédito são criados nesta época, para que o consumidor tenha ampla flexibilidade, praticidade e maior poder de compra, o que também resulta no aumento do valor médio gasto no período” afirma Antonio.

“Crédito ou débito?”

Os consumidores brasileiros estão habituados a responder a esta pergunta toda vez que chegam no caixa de um estabelecimento comercial. Muitos optam pelo crédito, pois desejam se beneficiar de facilidades como a compra parcelada ou o pagamento somente no dia de fechamento da fatura do cartão.

Porém, como nem todos têm acesso ao crédito por meio de instituições financeiras, muitos ficam impedidos de utilizar esta modalidade de pagamento em suas compras. É aí que entra o Private Label.

O Private Label, ou cartão de loja, é uma linha de crédito própria oferecida pelo varejista para facilitar a compra em suas lojas, contribuindo assim com sua estratégia de atração e fidelização de clientes.

O Private Label representa, principalmente, uma oportunidade para a entrada de novos consumidores no mercado, em sua maioria provenientes das classes C e D (clientes desbancarizados ou que buscam pagamento à prazo). Com o Private Label, eles conquistam um poder de compra maior e passam a ter acesso a produtos mais caros, como eletrodomésticos, com mais facilidade.

 

O mercado de cartões Private Label 

De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o varejo que trabalha com Private Label já conquistou seu espaço na carteira dos consumidores: 40% dos brasileiros utilizam essa modalidade de crédito em suas compras. Isso significa que o cartão de loja fica atrás apenas dos cartões de crédito, que são utilizados por 60% dos brasileiros.

No que se refere à participação de mercado, a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) estima que os cartões de loja respondam por 12% do faturamento total dos cartões de crédito no Brasil. A entidade também acredita que o mercado de cartões Private Label fechará o ano de 2018 com crescimento aproximado de 30%.

Em relação à soma movimentada, segundo informações do Banco Central, em 2017, os cartões Private Label atingiram a marca dos R$ 60 bilhões.

 

Principais vantagens dos cartões Private Label

Quem trabalha com o varejo já deve ter flertado algumas vezes com a ideia de fazer o próprio cartão, não é? Se você faz parte desse time, esperamos que este post ajude a esclarecer suas dúvidas sobre esta modalidade de crédito.

A seguir, listaremos as principais vantagens dos cartões Private Label:

Aumento das vendas

Ao oferecer um cartão da sua loja ao público, você estimula a compra recorrente em seus estabelecimentos. Para os consumidores, os atrativos são muitos:

  • O cartão é emitido com rapidez e sem complicações. Muitas vezes, o cliente já sai da loja com o crédito pré-aprovado e o plástico em mãos;
  • As condições de pagamento são diferenciadas. A possibilidade de parcelamento sem juros das compras é um grande atrativo, uma vez que é possível chegar a um valor mensal que cabe no bolso do consumidor;
  • Vantagens exclusivas para portadores do cartão, como ofertas e descontos.

Aumento do ticket médio por compra

As facilidades de pagamento fazem com que os clientes gastem mais em suas lojas, pois sabem que poderão fracionar o valor total da compra ao longo dos meses subsequentes. Ter o cartão da sua marca pode também gerar mais compras por impulso, onde o comprador acaba levando mais itens do que pretendia inicialmente, convencido pelas condições especiais de pagamento.

E quando esse movimento passar a se repetir com uma certa frequência em suas lojas, seu faturamento certamente irá crescer, o que resulta também no aumento da lucratividade da sua rede de varejo.

Fidelização

Os fatores que mencionamos acima também irão contribuir com a sua estratégia de fidelização de clientes, que passarão a retornar à sua loja seduzidos pelas facilidades que a sua linha de crédito própria oferece.

Para garantir uma frequência de compras ainda maior (e também a indicação para familiares em amigos), sugerimos potencializar as vantagens oferecidas aos clientes. Por exemplo: descontos exclusivos, programas de pontos que serão revertidos em prêmios, ofertas especiais, venda de seguros, etc.

Ganhos financeiros

Além do ganho financeiro evidente, gerado pelo aumento das vendas e do ticket médio por compra – existem casos no comércio varejista de alimentos onde o cartão da loja tem participação superior a 30% do faturamento, enquanto no ramo mole (moda e calçados), pode ultrapassar 50% – o Private Label ainda incrementa o faturamento do varejo em outras frentes.

Primeiro, temos a taxa do cartão de crédito, que passa a ser um custo a menos para a empresa: ao possuir seu próprio meio de pagamento, não há mais necessidade de pagar uma porcentagem às bandeiras de cartão.

Também é possível lucrar através das tarifas (que não são fixas e podem ser definidas por cada varejista), dos juros das compras parceladas ou pagamentos em atraso, dos produtos financeiros contratados pelos clientes, etc.

Private Label ajuda a conhecer mais os seus clientes

Os sistemas dos cartões Private Label, além de suportarem todas as transações financeiras, também oferecem um benefício adicional muito valioso para os varejistas: informações sobre os seus clientes.

Através da análise dos hábitos de compra e consumo – o que o cliente comprou ao longo do ano, valor médio por compra, período do mês ou ano que efetuou mais compras, produtos com mais saída, etc – é possível traçar um perfil detalhado dos clientes.

A partir destes dados, a tomada de decisão estratégica é facilitada, bem como o desenvolvimento de campanhas de Marketing e Vendas, que passam a ser mais direcionadas e assertivas, com maior chance de atração e fidelização dentro do perfil do público-alvo identificado.

Ou seja, o Private Label é, também, uma excelente ferramenta de Inteligência de Mercado.

Aumento do fluxo nas lojas

A combinação de todos os fatores citados acima também gera o aumento do fluxo de clientes nas lojas, não só atraídos pelas condições especiais de pagamento e pelas campanhas de marketing segmentadas, mas também quando passam pelo estabelecimento para pagar a fatura do cartão ou mesmo contratar um serviço adicional.

Para o varejo, adotar o Private Label é vantajoso pois estimula o consumo em sua rede e favorece a fidelização de clientes. Além disso, as vantagens ultrapassam os ganhos financeiros: por ser um benefício extra oferecido aos clientes, é uma forma de promoção da imagem e consolidação da sua marca no mercado.

Ficou com alguma dúvida ou deseja saber como implementar o cartão Private Label em seu varejo? Deixe um comentário ou entre em contato!

 

Artigos relacionados

Muitos sistemas e sites, com o objetivo de aumentar a segurança de seus sistemas, utilizam o SMS como um fator adicional de segurança. Porém, o que muitas vezes não fica claro é que esta prática pode trazer alguns riscos à organização, visto que a responsabilidade de parte da segurança de sua aplicação para uma empresa de telefonia, que não tem objetivo de garantir tal proteção.

Desta forma, gostaria de elucidar os principais riscos que a empresa passa a ter com este compartilhamento de segurança com uma empresa de telecomunicações. Vamos lá!

O SMS foi projetado como parte do GSM e hoje se trafega sobre o 3G que, opcionalmente, pode utilizar criptografia de fluxo do tipo (A5/1 ou A5/2), modelos fracos e vulneráveis com autenticação unilateral (também vulnerável). Os dados trafegam sobre estação móveis (MS) e estação base (BTS) – Wikipédia.

Com base nas informações apresentadas acima fica claro que, caso ocorra uma interceptação dos dados no meio do caminho, a leitura e até mesmo manipulação da informação contida no SMS pode ser feita facilmente.

Ataque antena fake

Este ataque tem por objetivo capturar os dados das vítimas através da utilização de uma antena fake, funcionando como um rogue access point. As vítimas se conectam à esta antena devido à proximidade e menor latência, calculadas pelo roteamento, fazendo com que seus dados sejam capturados pelo atacante.

Ataque utilizando meios internos dentro da operadora

Outra possibilidade é o atacante trabalhar em conjunto com um funcionário da empresa de telefonia, comumente um funcionário de callcenter, onde o mesmo altera o número da vítima para um outro SIM card, de posse do atacante, fazendo com que os dados sejam enviados para o atacante ao invés do cliente. Após o recebimento dos dados, o atacante avisaria seu cúmplice para que voltasse o número da vítima para o anterior, como se nada tivesse acontecido.

Esta técnica é um pouco mais elaborada, pois necessita de apoio interno, mas nada que engenharia social e um pequeno incentivo financeiro não possam persuadir um atendente de callcenter, devido ao seu baixo salário.

Interceptação por meio de Malware

Esta técnica de alteração do destino apresentada acima, que podemos chamar de Man-in-the-Middle (MitM), pode ser executada através de infecção do dispositivo da vítima.

Com a simples ação de um clique, seja em um e-mail, SMS de origem não conhecida ou qualquer outro método de interação com a vítima, o equipamento será infectado por um malware, permitindo ao atacante capturar os dados recebidos pela vítima.

Com base nos pontos apresentados acima, é importante esclarecer que o esforço de implementação do SMS como segundo fator de autenticação, como um meio para recuperar a senha ou outros serviços comumente utilizados é válido, porém, deve ficar claro que mesmo com este adicional de segurança ainda existirão riscos para seu ambiente.

As empresas devem estar cientes de que, quando aplicada esta proteção adicional de uso do SMS, ainda existem riscos e estes riscos não são de responsabilidade das operadoras de telefonia em caso de ataques, sejam estes através dos métodos apresentados neste artigo ou outros métodos existentes.

Espero que este artigo tenha apresentando um overview dos principais riscos existentes com a utilização do SMS como uma peça de segurança.

Artigos relacionados

Quer ficar por dentro das últimas novidades no mercado de pagamentos e digital banking?

Inscreva-se na nossa newsletter mensal: