Depois de implementar o sistema de pagamentos instantâneos com adoção mais rápida do mundo e incorporar funcionalidades como o Pix Saque e o Pix Troco, o Banco Central do Brasil tem no seu roadmap o lançamento do Pix Internacional. O que já se sabe sobre o tema?

A solução permitirá a realização de transferência internacional em tempo real e promete trazer muitos benefícios para os usuários e para os players dos mercados de pagamentos e de câmbio do país. No entanto, o feito também envolve alguns importantes desafios para o Banco Central do Brasil (BCB) e, sendo assim, a data de lançamento ainda não foi confirmada – sabemos apenas que deve acontecer já em 2022 ou 2023.

Entretanto, mesmo sem uma definição sobre a disponibilização do Pix Internacional, já estamos acompanhando de perto essa pauta e explorando as vantagens que poderá trazer. Neste artigo, vamos compartilhar alguns desses dados e insights, fruto do monitoramento realizado pelo time de Research da Dock. Acompanhe!

 

O que é Pix Internacional?

Como o próprio nome indica, o Pix Internacional é uma funcionalidade prevista para ser incorporada na plataforma do sistema de pagamentos instantâneos do Bacen que permitirá a realização de transferência internacional em tempo real.

A demanda por esse tipo de solução digital não surge de forma isolada, mas faz parte de um contexto de transformação do setor de pagamentos e banking e das transações entre diferentes países, que inclui fatores como:

  • Avanço da digitalização de remessas de pagamentos internacionais;
  • Difusão de pagamentos peer-to-peer e instantâneos (como o próprio Pix);
  • Incentivo à redução do uso de dinheiro em espécie.

Diante dessas circunstâncias, ampliar esse tipo de solução em um cenário internacional surge como um próximo passo natural na evolução dos serviços oferecidos aos brasileiros. Inclusive, é interessante observar como os próprios usuários naturalmente já traziam às instituições das quais são clientes dúvidas como “Pix faz transferência internacional?”.  Pois, em breve, a resposta será sim!

 

Como está avançando a implementação do Pix Internacional?

Apesar de não haver uma previsão exata do lançamento do Pix Internacional, há algum tempo o Banco Central vem se movimentando em relação à pauta. De forma geral e alinhado com iniciativas internacionais, o objetivo é tornar as transações mais rápidas, baratas, transparentes e acessíveis.

Depois de abrir uma consulta pública sobre o aperfeiçoamento da regulamentação cambial ainda em 2020, em abril de 2021 a instituição divulgou uma proposta de mudanças das normas cambiais visando a modernização do sistema de câmbio e a introdução de novas tecnologias no mercado.

Especificamente em relação ao Pix Internacional, de acordo com o que tem sido apresentado nas reuniões das plenárias do Fórum Pix, realizadas de forma trimestral pelo BCB, a funcionalidade está prevista para a “agenda futura”.

Isso significa que não é certo que o tema está entre as pautas que devem sair do papel em 2022, como o Pix Cobrança ou o Débito Automático no Pix. Por outro lado, na mesma categoria da “agenda futura”, estão pontos como QR Pagador, Pix Garantido, API de pagamentos, tecnologias de iniciação de pagamentos e também depósito e troco digital.

Embora não haja previsão, o que se sabe é que ele está em fase de estudos e, pelo que já foi divulgado, o BCB estaria conversando com outros países para permitir transferências internacionais instantâneas a partir da ferramenta.

 

Confira o que diz o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre o futuro do Pix:

Pix Internacional deve trazer benefícios para usuários, players e mercado

O Pix Internacional visa permitir a transferência de recursos financeiros entre o Brasil e outros países, utilizando-se da principal vantagem do sistema de pagamentos instantâneos do BCB: a agilidade de pagamentos e transferências em tempo real, 24h por dia, sete dias por semana. Atualmente, esse tipo de operação pode levar entre dois e três dias úteis e tem um custo bastante elevado.

A solução do Pix Internacional poderá ser utilizada por turistas estrangeiros no Brasil, turistas brasileiros fazendo compras no exterior e brasileiros que estiverem fora do país e precisarem fazer remessas para o Brasil.

Além de pessoas físicas, evidentemente, as empresas também serão beneficiadas pela nova funcionalidade, que trará muito mais agilidade, menos burocracia e custos reduzidos em transações internacionais. Somado a isso, também poderá aumentar a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros.

No entanto, além de ser vantajoso para os usuários, o Pix Internacional também traz benefícios para o mercado brasileiro de câmbio e de pagamentos internacionais, que se torna mais competitivo, moderno e eficaz, acompanhando as tendências globais. A inovação também propicia a entrada de novos competidores e modelos de negócio no mercado cambial.

Leia trambém: Pix no varejo: como o Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC impacta o setor

 

Os desafios da viabilização do Pix Internacional

Diferentemente de outras funcionalidades relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que já foram lançadas, como sabemos, o Pix Internacional é uma pauta um pouco mais complexa e que envolve diferentes desafios.

Isso certamente explica o fato de o BCB ainda não ter divulgado uma data para o seu lançamento. Para viabilizar a transferência internacional pelo Pix, o órgão precisa agir em pelo menos três frentes:

  • Regulamentação do Pix: é preciso garantir os ajustes necessários na regulamentação do Pix para ampliar o seu alcance, com alinhamento de mercados internacionais, garantindo a uniformização de liquidações e a eficiência de pagamentos.
  • Infraestrutura internacional: a quebra de barreiras concorrenciais e a inclusão de novos players também devem receber atenção, assim como o desenvolvimento de uma plataforma internacional ágil e precisa, similar ao que temos hoje no Pix nacional.
  • Regulamentação cambial: como mencionamos anteriormente, a quebra de barreiras regulatórias e a necessidade de maior transparência nesse sentido também são desafios da implementação do Pix Internacional. Para isso, o Bacen busca estabelecer um arcabouço moderno, compacto e seguro para o mercado cambial, com o objetivo de simplificar a legislação cambial.

Leia também: Pagamentos instantâneos pelo mundo: como outros 5 países adotaram modelos como o Pix

 

Como participamos dessa evolução do Pix e do mercado de pagamentos do Brasil?

Desde os primeiros passos do Pix, as transações por este meio já fazem parte da nossa solução de Digital Banking, permitindo que nossos clientes atraiam mais usuários e aumentem o número de contas ativas e o volume de transações – ao mesmo tempo em que contribuem para essa grande evolução na forma como pessoas e empresas fazem pagamentos ou transferem valores.

Com nossa solução modular e por meio das nossas APIs abertas, vamos continuar disponibilizando no menor tempo possível a tecnologia necessária para que os negócios possam seguir participando de toda essa transformação!

 

Quer saber mais sobre o que nos move? Assista ao nosso vídeo manifesto:

 

Pix Internacional: o que você viu neste artigo

  • O Pix Internacional é uma funcionalidade prevista para ser incorporada na plataforma do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil que permitirá a realização de transferências internacionais em tempo real.
  • O Pix Internacional ainda não tem data para ser lançado e está na “agenda futura” do Banco Central.
  • Diferentemente de outras funcionalidades já incorporadas no sistema de pagamentos instantâneos, o Pix Internacional é uma pauta mais complexa que envolve desafios em diferentes âmbitos: regulamentação do Pix, infraestrutura internacional e regulamentação cambial.
  • Com o Pix Internacional, os usuários poderão realizar transferências internacionais de forma mais ágil, descomplicada e barata, o mercado se tornará mais moderno e competitivo e novos players poderão ingressar no ecossistema financeiro.

 

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De um passado um tanto obscuro, passando pela admiração de investidores, até a promessa de serem o “dinheiro do futuro”, as criptomoedas têm conquistado cada vez mais espaço e apresentado perspectivas muito positivas para o mercado de pagamentos e banking. Mas, com a chegada crescente de novos usuários, a preocupação quanto à segurança em criptomoedas é tema prioritário para o setor.

 

Infelizmente, como em qualquer outro serviço do setor financeiro, as tentativas de fraude acompanham o sucesso das soluções quanto a volume de usuários e transações. É assim com o Pix, com transações contactless e também com as moedas digitais.

Para se ter uma ideia, entre outubro de 2020 e março de 2021, cerca de 7 mil pessoas nos Estados Unidos denunciaram fraudes e golpes com criptomoedas ao FTC, chegando a 80 milhões de dólares em perdas. Comparado com o mesmo período de 2019-2020, o aumento foi de 1.000%.

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Diante desse cenário em que ao mesmo tempo temos um modelo promissor para a sociedade e aumento de riscos para usuários e emissores, convidamos Fabricio Ikeda, Head of Fraud Protection and Compliance for Global Partners & Alliances da FICO para um papo sobre segurança em criptomoedas. Confira as respostas dele às nossas perguntas!

 

Quais são as principais ameaças em relação a criptomoedas e os desafios para segurança dos usuários?

Todo mundo está vendo mais notícias de gente que enriqueceu investindo em bitcoin e outras moedas em questão de meses. De uns tempos para cá, isso realmente explodiu, o que acaba despertando maior interesse pelo assunto. Nesse contexto, os fraudadores acabam aproveitando essa nova onda de popularidade para aplicar golpes.

Alguns relatórios mostram que golpes relacionados a criptomoedas muito têm a ver com a engenharia social, ou seja, utilização de artimanhas para enganar ou confundir os usuários. Por ser um tema novo, a falta de conhecimento facilita os golpes, que podem inclusive ser desde simples e-mails de phishing até golpes avançados e de crime organizado.

Em novembro de 2021, por exemplo, houve um caso curioso de uma criptomoeda que se chamava Squid Token, “inspirada” na série da Netflix Squid Game, ou Round Six no Brasil.

Foi um golpe grande: a estimativa é de que conseguiram roubar 3 milhões de dólares de milhares de pessoas justamente pela falta de conhecimento, de investigar um pouquinho mais a fundo o que está por trás do ativo. Se existisse regulação forte, talvez não houvesse a possibilidade de se criar essa moeda fictícia e enganar milhares de pessoas. Mas infelizmente somente regulação não resolve o problema.

E com isso começam a surgir muitas variações de golpes. Se você procurar no Google hoje quantas criptomoedas existem, verá que são centenas. Se amanhã pesquisar de novo, haverá outras centenas, porque cada um pode fazer o seu ICO (initial coin offering – oferta inicial de uma criptomoeda) e criar criptomoedas. Isso tudo ocorre sem uma regulação rígida e sem lastro, pois uma pessoa que não possui total conhecimento sobre o que está investindo, não terá total conhecimento dos riscos envolvidos.

Isso não quer dizer que criptomoedas é inseguro. Na verdade, quando usada corretamente, há mais camadas de proteção do que alguns meios de pagamentos. Por exemplo: quando a gente utiliza criptomoedas (como o Bitcoin), todas as transações são rastreadas, ou seja, saem de uma conta e entram na outra, ficando gravadas em blockchain, cujo conceito é justamente este: todas entidades envolvidas validam aquela transação, deixando um registro. E apesar de permitir em alguns casos saber quanto uma carteira pode ter de saldo,  mas não sei a quem ela pertence, assim a criptomoeda também permite o anonimato.

 

O blockchain e o anonimato tornam as criptomoedas mais seguras?

Sim e não. Torna mais seguro porque permite até determinado nível de anonimato e também registrar as ações de compra/venda ou transferências permite a rastreabilidade dessas transações. Capacidades como rastreabilidade e consenso fazem com que empresas comecem a adotar o blockchain, por exemplo, para gerenciar questões contratuais.

Quando usado corretamente, isso torna as transações seguras, mas ao mesmo tempo permite o anonimato de algumas coisas e também existem esquemas não regulados ou não legais que também são explorados indevidamente. Por exemplo, o Bitcoin é muito utilizado num determinado mercado ilícito também, neste há muitas maneiras de ocultamento para burlar a devida rastreabilidade. Exemplo disso ocorre quando se faz uma transferência para  n carteiras múltiplas vezes, o dinheiro que vai passando de carteira em carteira é diluído, gerando uma rede complexa de ocultamento de transações.

 

O discurso dos ganhos rápidos com os períodos de valorização das criptomoedas também acentua a vulnerabilidade das pessoas?

Hoje em dia rimos quando recordamos que anos atrás havia o clássico golpe do príncipe da Nigéria. Mas o golpe apenas mudou de assunto e passa a falar de criptomoedas, de remédios milagrosos, promoções mirabolantes. Ou seja, ganhos rápidos despertam sempre o interesse de qualquer pessoa.

E no mundo digital e ágil que em vivemos, isso aumenta a vulnerabilidade das pessoas sim. Afinal, a liquidez ou monetização da fraude são praticamente instantâneas também.

No Brasil a gente já está muito acostumado com transações que acontecem muito rapidamente, como transferências via Pix. E o mesmo se aplica ao caso da criptomoeda com suas transações sendo liquidadas em questões de segundos ou minutos e também de maneira irreversível. Ou seja, existe todo um ecossistema de agilidade que facilita os golpes e as comoções que levam pessoas mal-intencionadas a obter dinheiro por meio de fraude.

Portanto, os golpes vão evoluindo de diversas maneiras, seja por engenharia social, comoção, ataques dirigidos em que o golpista sabe quem deve atacar e tentar invadir o celular ou computador da pessoa para tomar o controle.

 

Quais cuidados relacionados à segurança em criptomoedas a pessoa física que investe nelas deve ter?

Com a maior difusão da criptomoeda e do blockchain, as pessoas vão adquirindo mais conhecimento. Isso já ajuda bastante. Conheça e se informe também sobre a procedência dos brokers ou mercados em que faz as transações. Se você procurar no Google, encontrará casos recentes em que hackers invadiram alguns mercados e roubaram bilhões em criptomoedas.

Veja bem: não só é necessário conhecer a reputação, mas também o mercado e como ele protege o capital investido. Fazendo uma analogia: se tenho aplicados x reais na poupança daquele banco, estou investindo nele porque sei que vai proteger o dinheiro. Com a criptomoeda é similar: estou investindo em criptomoedas de um broker, por isso preciso confiar que realmente vai ter a segurança necessária.

E como se faz isso?

Geralmente você faz esses investimentos pelo laptop ou por um aplicativo, por isso tem que proteger esses canais. Você não vai acessar o aplicativo ou a página web para fazer esse investimento de um computador público em uma biblioteca. Do mesmo jeito que você não faz isso, proteger o dispositivo é importante, e essa regra aplica a qualquer coisa – não cair em ataques de phishing, não abrir anexos de e-mails desconhecidos, não clicar em qualquer link rercebido no WhatsApp, ou seja, proteger o canal de acesso e as credenciais.

Há também outras maneiras mais avançadas de proteger o capital investido através de hardware wallets ou até mesmo paper wallets. Porém não necessariamente implicam em ser mais seguras se não usadas de maneira correta. Há muita literatura a respeito disso mostrando vantagens e desvantagens de utilizar um broker, Exchange, hardware wallet, etc.

 

Você mencionou o caso da Squid Token. Como diferenciar uma boa oportunidade de nova moeda digital de um golpe?

É difícil saber. Por um lado, existem episódios de moedas que do nada explodem e de um dia para o outro valorizam três, dez, mil vezes o valor.

Por outro lado, há golpes como esses que mencionei, como a cripto do Squid Game, que acabou roubando milhões de dólares de pessoas.

Nesse momento, como estão surgindo moedas novas todos os dias, o risco é alto, assim como em qualquer outro investimento, mas também a rentabilidade pode ser muito alta. Então a decisão final será em quanto você está disposto a arriscar.

Se a pessoa que tem um apetite de risco alto quer investir, não precisa daquele dinheiro e quer apostar, acho que é um investimento válido, assim como qualquer outro de alto risco.

 

Falando de segurança em criptomoedas para empresas, quais são os cuidados?

Um dos pontos que a FICO está trabalhando na cripto é voltado para lavagem de dinheiro e compliance. Estamos focados em importar dados ou metadados, informações reais da transação – para quem está indo, para onde está indo e qual é a real finalidade para evitar a lavagem de dinheiro. Já no caso de DeFi (Decentralized Finance), uma preocupação importante para as entidades envolvidas é o conhecimento dos participantes e sua idoneidade, envolvendo processos de KYC (Know Your Customer) ou KYBP (Know Your Business Partner).

Além desse exemplo, as preocupações das empresas são a aceitação, liquidez, o lastro e a regulação. Em alguns países, como nos Estados Unidos, onde já há alguma regulação, a aceitação começa a ser um pouco maior, mas também sempre vai existir o desafio da rastreabilidade do ativo. Por exemplo: Se um estabelecimento comercial aceitar bitcoins ou qualquer outra criptomoeda, a primeira pergunta está relacionada com a verdadeira procedência dessa moeda. Já no caso de liquidez ou volatidade, empresas tem a preocupação contábil devida alta flutuação das criptomoedas.

O Elon Musk anunciou há alguns meses que a Tesla iria aceitar bitcoins e isso fez com que essa criptomoeda tivesse uma valorização absurda naqueles dias. Isso mostra outra preocupação das empresas, que é a volatilidade. Por isso não se veem contratos públicos milionários em criptomoeda, é muito volátil. Esse é um dos empecilhos pelos quais as empresas acabam não adotando como um meio de pagamento contratual sem que tenha toda uma proteção legal. São muitos desafios.

 

Para o futuro, o que você vê de discussão em relação à segurança em criptomoedas? A popularização ainda maior delas pode trazer mais riscos?

criptomoedas

 

Depende para quem você pergunta. Eu sou otimista com relação a isso, mas existem pessoas totalmente pessimistas ou mais céticas, que falam que não tem futuro, que vai morrer porque é uma coisa não regulada e ninguém que colocar o dinheiro nisso… Existem os dois lados da moeda.

Como a pergunta é para mim, vou colocar meu ponto de vista: sim, existem muitos benefícios nas criptomoedas, tanto que a gente está falando sobre o interesse das pessoas em conhecer mais e utilizá-las, seja como instrumento de investimento, seja no dia a dia. Agora vem o tema do CBDC (central bank digital currency), uma aposta dos bancos centrais no blockchain e na moeda digital. O futuro será muito interessante. E, de novo: não é só investimento, é também a tecnologia das criptomoedas que está por trás disso que vai permitir inúmeros casos de uso.

Seja como meio de pagamento, investimento, moeda digital ou até como forma de validação contratual, existem muitos aspectos a serem discutidos. Quando a gente fala no mundo futurístico, se todas as transações fossem monitoradas e rastreadas, dificilmente haveria fraude ou lavagem de dinheiro, porque é sabida toda a procedência dos valores, de quem que está fazendo e para quem está fazendo.

 

Se o futuro das criptomoedas é promissor, queremos fazer parte dessa construção!

Aqui na Dock estamos de olho no mercado e criptoativos e formando um time para mergulhar nesse universo! Assim como já fazemos com outras soluções, queremos decodificar a tecnologia em criptomoedas para possibilitar que nossos clientes possam explorar ao máximo as oportunidades e impulsionar seus negócios.

Em breve contamos mais por aqui!

 

Quer saber como tornamos o universo financeiro mais simples, acessível e sem amarras? Veja nosso manifesto:

 

Resumo: segurança em criptomoedas pede a mesma cautela seguida com outros investimentos de alto risco

  • A maioria dos golpes levam o usuário a entregar informações ou o acesso a elas por meio de comportamentos inseguros na internet, como abrir links desconhecidos.
  • Quanto à vulnerabilidade, os investimentos em cripto podem ser encarados como qualquer outro com alto risco envolvido.
  • O blockchain resgistra todas as operações com criptmoedas, mas pode facilitar o anonimato, por exemplo, quando a moeda passa de carteira em carteira.
  • Empresas que queiram lidar com criptomoedas precisam estar especialmente atentas às políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e compliance.
  • O futuro das criptomoedas é promissor, justamente pelo aumento da popularidade delas, com iniciativas como os CBDCs – as moedas digitais emitidas por bancos centrais.

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Nos últimos anos, a Black Friday se consolidou como uma das datas comerciais mais importantes no Brasil e na América Latina. Além de ser um momento no qual os consumidores planejam fazer compras para aproveitar as promoções, a imensa maioria pretende pretende não pagar à vista ou no débito – ou seja, a BF também movimenta as soluções de crédito no varejo físico e eletrônico.

Foi isso que revelou uma pesquisa realizada pela Trigg com 7.449 brasileiros cerca de um mês antes da Black Friday de 2021 – que está prestes a começar. Segundo o levantamento, 88% dos entrevistados pretendem comprar algo específico na data e mais de 70% já vão garantir os presentes de Natal.

Entre os que estão decididos a desfrutar das ofertas, 97% vai dar preferência para o cartão de crédito como forma de pagamento. O fato está completamente alinhado com o atual contexto, no qual a maioria das pessoas deseja comprar o que necessita e pagar no futuro.

A preferência por essa modalidade de pagamento nos faz refletir sobre como a BF pode ser uma grande oportunidade para as soluções de crédito pessoal. Ou seja, mais do que oferecer promoções atraentes e condições para pagamento parcelado no cartão, é preciso também oferecer condições de pagamento adequadas à intenção dos clientes de comprar agora e pagar depois.

 

Black Friday: a data que entrou no calendário comercial para ficar

Um dos dias mais aguardados do ano por lojistas e consumidores da América Latina, a Black Friday surgiu nos Estados Unidos e hoje é adotada em vários países do mundo. Se até pouco tempo atrás o termo nem fazia parte do nosso vocabulário, nos últimos anos tudo mudou.

A data, após o feriado de Ação de Graças, era conhecida como uma sexta-feira ruim para o comércio norte-americano, que sofria uma grande queda nas vendas – por isso o nome. Para atrair os consumidores e tentar inverter essa lógica de maus resultados, os lojistas decidiram criar promoções. A estratégia deu certo e a data se tornou o maior dia de compras do ano nos EUA desde 2001.

No Brasil, por exemplo, a BF chegou pela primeira vez em 2010 e, atualmente, faz parte do calendário comercial fixo do país. Já no México, a data ganhou um novo nome – “El Buen Fin” – e é associada ao aniversário da revolução de 1910 no país, que costuma acontecer próximo ou junto do Dia de Ação de Graças.

 

Soluções de crédito prometem aumentar as vendas nesta data

Uma vez que o cartão de crédito é um dos meios de pagamento mais difundidos no Brasil, não é uma surpresa que ele seja citado como preferido de grande parte dos consumidores brasileiros para ser utilizado na Black Friday.

De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o cartão de crédito foi o meio de pagamento que apresentou maior valor transacionado no 2º trimestre de 2021, registrando R$ 371,3 bilhões, o que significa um crescimento de 53%.

Sabemos ainda que, atualmente, o uso dessa forma de pagamento pode ser incentivada de diversos modos, sobretudo com foco na melhoria da experiência do usuário com a disponibilização de features e ferramentas tecnológicas. Entre essas possibilidades, estão o contactless, a autogestão do crédito, o parcelamento da compra, o cartão virtual, entre outras.

 

Além do cartão de crédito: BNPL é aposta de gigantes do varejo para a BF

No entanto, o cartão não é a única forma de satisfazer o cliente na Black Friday e, como falamos, essa importante data do varejo deve ser explorada com outras soluções financeiras que permitam aos consumidores comprar itens de maior valor ou em maior quantidade. Neste sentido, uma solução de crédito pessoal que já está bastante difundida nos mercados dos Estados Unidos e da Europa e está chegando com força na América Latina é o BNPL – sigla para Buy Now, Pay Later.

Como o nome sugere, o modelo Buy Now, Pay Later – “compre agora, pague depois” – refere-se a uma categoria de serviços de pagamento que permite aos usuários comprar algo no presente e pagar no futuro. Na maior parte das vezes, estamos falando de compras online que podem ser pagas em uma única parcela ou em prestações, sem juros para financiamentos de curto prazo.

Porém, a grande vantagem do BNPL em comparação ao crédito ou parcelamento tradicionais é que os varejistas recebem o valor integral e adiantado, somente com o desconto da taxa cobrada pelo provedor do meio de pagamento. Sendo assim, trata-se de uma ótima alternativa tanto para o consumidor que deseja comprar no crédito quanto para quem vende, que não espera para receber.

De acordo com uma pesquisa da PYMNTS sobre a temporada de compras do final de ano nos EUA, o uso do BNPL deve dobrar em relação ao mesmo período de 2020. Por lá, gigantes do varejo como Walmart e Amazon já oferecem esse tipo de solução de crédito pessoal, que promete ser destaque nas compras da BF deste ano.

 

“Quem acompanha as tendências do mercado de pagamentos e banking já sabe que, em sintonia com a evolução da digitalização e o aumento da bancarização na América Latina, esse modelo está prestes a estourar por aqui também. Certamente, quem sair na frente sai ganhando!”

Pedro Almeida, Líder da área de Research da Dock

 

Black Friday como oportunidade para aperfeiçoar soluções de crédito pessoal

Sem dúvidas, a Black Friday se consolidou como um momento chave para as vendas de empresas do varejo da América Latina. Mas, como vimos nesse artigo, é também um período com grandes oportunidades para dar um passo além no relacionamento com os clientes, oferecendo soluções financeiras voltadas para crédito pessoal.

A data, inclusive, pode ser um ótimo momento para testar, aperfeiçoar e gerar insights com o público em relação a esses produtos – dos já consolidados carnê e empréstimo pessoal ao BNPL.

Black Friday e soluções de crédito pessoal: resumo

  • A Black Friday surgiu nos Estados Unidos e se consolidou também nos países latino-americanos como uma das datas comerciais mais importantes do ano.
  • O BNPL é uma das soluções de crédito que podem ser oferecidas aos clientes para aumentar as vendas.
  • A grande vantagem do BNPL em comparação ao crédito ou parcelamento tradicionais é que os varejistas recebem o valor integral e adiantado.
  • A preferência dos consumidores por comprar na Black Friday usando meios de pagamento que permitem o pagamento posterior à compra revelam que a data pode ser uma grande oportunidade para vender mais oferecendo diferentes soluções de crédito pessoal.

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Neste mês de novembro, a pauta da Consciência Negra esteve presente nas nossas reuniões internas, canais de comunicação com o time e redes sociais com depoimentos de alguns dos nossos dockers que convidam a refletir sobre a importância do combate ao racismo e das ações com foco em promover a diversidade e a inclusão no ambiente corporativo. 

Vem ver neste artigo as indicações e as histórias que eles compartilharam!

 

 

Suelen Rocha, Designer de UX/UI

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“Meu nome é Suelen Rocha, tenho 35 anos e sou formada em Ciência da Computação, com especialidade em UX Design pela ESPM. Estou na Dock há um mês e neste pouco tempo já percebi o quanto a empresa cresce ao mesmo tempo em que inspira crescimento. #DockLover.

Em breve, o Brasil passará por novas eleições e estarão ainda mais em pauta discussões a respeito de minorias, incluindo a de mulheres negras. Por isso, quero falar de mulheres negras no universo empresarial.

Neste mês em que comemoramos o Dia da Consciência Negra, ser e representar a comunidade feminina de mulheres negras na Dock nesta ação e em qualquer outro lugar é uma honra! Fazer parte de uma empresa, estudar e se profissionalizar para uma posição de liderança é lembrar que existe um propósito maior a ser construído e firmado. Ser mulher negra é deixar um legado para as crianças e adolescentes que estão vindo e se espelhando em você. Fazemos isso por todas as mulheres, de todas as idades, que podemos representar.

Segundo a ONU Brasil, o país tem 55,6 milhões de mulheres negras e elas recebem, em média, 40% do salário de um homem de pele branca. Elas representam 27% da população, mas ocupam menos de 1% dos cargos de alta liderança nas empresas. 

Já tive a oportunidade de liderar um grupo de 3,5 mil vozes e ouvi de tudo um pouco, de elogios a críticas, por conta do meu cabelo, tom de pele, tom de voz, experiência etc…. mas não desanimei. Estudei, persisti e continuei na caminhada, pois o meu maior legado foi deixar amor, empatia e conhecimento.

Mulher negra, deixe seu legado, deixe sua experiência no coração de alguém. Não tenha vergonha, siga em frente, seja você, abra a boca e fale, não desanime quando ouvir críticas , faça delas alças para chegar lá em cima. Não tenha medo de dizer que é negra, de assumir seu cabelo, de buscar cargos altíssimos, de querer ser mais… Estamos neste mundo para agregar um ao outro, sendo verdadeiros e patenteando a cor maravilhosa e a alegria que só nós temos.”

 

 

Marcos Ubiratan, Analista de Projetos

marcos ubiratan

“Meu nome é Marcos Ubiratan e vim falar um pouco sobre a Importância da diversidade e inclusão da população negra nas empresas.

É perceptível que a palavra “inovação” tem sido muito utilizada no ambiente corporativo. Não só há uma demanda social e empresarial por sermos inovadores como também exemplos de que o obsoleto perde espaço no mercado. Contudo, a inovação não está somente conectada à criatividade ou a descobertas, mas sim à exploração de novas ideias. E, num mundo plural, os times envolvidos nas atividades precisam ser diversos ou as ideias desenvolvidas não conversarão com diferentes realidades, resultando em soluções sempre parciais.

Segundo o IBGE, 54% da população brasileira é negra, composta de pessoas pretas e pardas. Entretanto, quando olhamos para os ambientes corporativos, dificilmente conseguimos enxergar essa proporção, especialmente nas altas hierarquias. Curioso, não? Mais do que curioso, isso é reflexo do racismo estrutural que tem suas raízes muito bem fundadas na história do Brasil.

Os dados estatísticos (IBGE, PNAD, entre outros) são claros e evidenciam a construção da desigualdade socioeconômica e, sobretudo, de oportunidades quando olhamos a posição da população negra em comparação à população branca – menos ocupação em trabalhos formais, menores salários, menor formação acadêmica em número gerais, menos oportunidades, mais pobreza, mais marginalização, mais mortalidade. Há uma dívida com a população negra. Há necessidade de reparação histórica e isso é de responsabilidade de todos nós.

Quando digo que a diversidade impacta diretamente na parcialidade das soluções desenvolvidas, podemos fazer uma conexão com as empresas de tecnologia. A programação atualmente é o carro-chefe destas empresas e por trás dos códigos, algoritmos e robôs há pessoas. Dentro de um contexto de racismo estrutural, se esse grupo não for cada vez mais diverso, isso poderá refletir cada vez mais também em nosso mundo virtual e tecnológico, criando um ambiente racista e discriminatório. Indico a leitura dessa matéria, que fala sobre o tema.

Não somente a esfera pública, mas também a privada precisa apoiar a  inclusão da população negra. E quando falamos de inclusão estamos falando de oportunidades, formação, busca ativa.

É necessário entender-se genuinamente como parte do problema para se importar e se ver como parte da solução.  E isso é urgente.”

 

 

Taiana Emanoela, Analista de Negócios

taiana

“Olá, meu nome é Taiana Emanoela, e a maioria das pessoas me chamam de Tai.

Tenho 38 anos, estou na empresa Dock há exatos 7 meses. Vou falar sobre expressões de cunho racista, muitas vezes utilizadas no dia a dia e no mundo corporativo.

Como estamos no mês de novembro, é importante, falar da nossa história e da nossa comunidade. Explanarei como todos nós podemos contribuir para uma sociedade e um mundo mais consciente. Precisamos nos educar e revisar o nosso vocabulário para que tenhamos uma linguagem mais atualizada e menos ofensiva.

Com essas mudanças, você pode contribuir para uma luta mais justa de igualdade e respeito com a sociedade.”

Expressões racistas para tirar do seu vocabulário:

Meia-tigela

Remete aos negros que trabalhavam à força nas minas de ouro e nem sempre conseguiam alcançar suas “metas”. Por isso, recebiam como punição apenas metade da tigela de comida. Hoje significa algo sem valor e medíocre.

Troque para: Trabalho malfeito, serviço ou objeto de má qualidade.

Denegrir

Sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo.

Troque para: Difamar.

A coisa tá preta

A expressão racista associa o “preto” a uma situação desconfortável, desagradável, difícil e perigosa.

Troque por: A coisa está feia.

Feito nas coxas

A origem da expressão popular deu-se na época da escravidão brasileira, onde as telhas eram feitas de argila, moldadas nas coxas de escravos. As telhas não tinham um formato regular, portanto não se encaixavam corretamente.

Troque por: Feito de qualquer jeito, malfeito.

Nhaca

Desde o Brasil Colônia, vem sendo usada para referir-se ao mal cheiro, forte odor. No entanto, Inhaca é uma ilha de Moçambique, reforçando estereótipos e preconceitos.

Troque por: Cheiro ruim, odor forte.

Lista Negra

Essa expressão é sempre utilizada de forma negativa. Uma pessoa estar em uma “lista negra” significa que ela não pode ter acesso facilmente a alguns ambientes, adquirir crédito no mundo financeiro, entre outros.

Troque por: Lista proibida.

Mulata

A palavra refere-se à mula, um animal do cruzamento de burro com égua. Na época da escravidão, muitas escravas eram abusadas pelos patrões e acabavam engravidando. As crianças eram chamadas de mulatas por serem filhos de um homem branco com uma mulher negra. Hoje, as pessoas usam esse termo para se referir às pessoas pardas, o que é errado.

Troque por: Mulher negra.

 

 

Mauricio Sena, Analista de Riscos e Controles Internos

Maurício Sena

“Olá, sou o Maurício Sena, tenho 33 anos, estou na Dock há três meses. Hoje, dia 20 de novembro, é comemorado o Dia da Consciência Negra. É nesta data que a nossa negritude reflete as principais lutas e avanços que tivemos e ainda lutamos para conquistar, mas precisamos falar sobre a consciência negra todos os dias.

A minha, a nossa negritude vai além de precisar ficar explicando o racismo, respondendo a perguntas com as quais sempre me deparo, como: o nosso país é racista? Como devo me referir a pessoas de cor: negro ou preto? Você já sofreu racismo?

São perguntas cujas respostas hoje temos à disposição na internet, em livros e outros conteúdos.

Eu convivo todos os dias com uma sociedade racista. Um país onde cerca de 77% das vítimas de homicídio são negras e a chance de um negro ser assassinado é 2,6 vezes maior do que uma pessoa branca, de acordo com estudo publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Me deparei com minha negritude em um episódio de racismo que sofri e que me marcou. Aconteceu quando eu trabalhava em uma agência bancária. Estava realizando o atendimento de uma pessoa branca e conversando com ela, quando ela comentou que estava em um stand-up muito engraçado em que o humorista começou a fazer piadas sobre pretos. Em certo momento a pessoa olhou para mim e disse: “Você deve saber como é, né?”. Na hora fiquei sem reação e apenas concordei, mas depois parei para pensar que, por ser negro, essa pessoa achou que eu entenderia que poderia ser engraçado fazer piadas com pessoas negras.

Por isso, defendo que as pautas raciais de representatividade devem estar na sociedade todos os dias e ir além de uma data comemorativa. Não podemos tolerar falas, expressões racistas e ações de violência devido à cor da pele. Temos que ter o direito de entrar em qualquer loja e não ser vigiado de perto, temos que ter as mesmas condições no mercado de trabalho, receber salários iguais.

Recomendo a leitura do Pequeno Manual Antirracista, da Djamila Ribeiro. Ele traz em seus capítulos ações para estimular o autoconhecimento e práticas antirracistas.

Agradeço à Dock por abrir esse espaço e pela preocupação sobre o tema.”

 

 

Janiclene Sousa, Analista de Desenvolvimento

Janiclene

“Oi, sou a Janiclene, tenho 34 anos, estou na Dock há dois anos e quero falar sobre o racismo estrutural presente em relações que se baseiam na ideia de inferioridade dos negros, transmitidas por geração anteriores.

Não fomos educados para nos aceitar de forma que nascemos e levamos muito tempo para aceitar nossa cor, cabelo, etnia e orientação sexual. Passou da hora dessa luta por igualdade ganhar espaço dentro de casa, do trabalho e da escola. Quanto mais abordarmos o assunto, maiores são as chances de um futuro mais justo.”

 

Júlia Campos, Analista de Controles Internos

Júlia

“Oi, sou a Júlia, tenho 28 anos, trabalho na Dock há dois meses e estou aqui para falar um pouco sobre como o racismo estrutural acontece.

Quando as pessoas me olham, nem sempre sou considerada negra. Sou uma negra de pele clara, de família paterna negra e família materna branca. Então, sou vista como as pessoas querem me enxergar e como é conveniente no momento.

Meu cabelo é naturalmente cacheado para crespo. Para quem entende do assunto, ele é um 3B. Eu alisei meu cabelo por muitos anos para me sentir aceita, me sentir bem, me sentir arrumada.

Há alguns anos, vi que nada disso fazia sentido e decidi passar por uma transição. Parei de alisar o cabelo e deixei ele crescer naturalmente. Durante esse processo, várias inseguranças e medos surgiram, mas segui firme até o dia em que terminei de cortar a parte alisada.

No primeiro dia em que fui trabalhar com o cabelo natural, fui o mais arrumada possível: roupa social, blazer, salto alto, maquiagem e… cabelo cacheado. Nesse dia, “coincidentemente” meu gestor me chamou para uma conversa e disse que era importante eu me preocupar com minha imagem, que era necessário passar seriedade e profissionalismo, afinal, eu lidava diretamente com o público. As pessoas precisavam olhar para mim e enxergar confiança. Sendo assim, era relevante que eu trabalhasse arrumada, alinhada e passasse uma imagem confiável.

Tudo isso foi dito com classe e elegância e, naquele momento, eu não entendi bem o que estava acontecendo. Mas a verdade é que aquilo foi um racismo “velado”. A associação de um cabelo não liso a uma imagem não profissional. Uma afirmação de que uma característica minha colocava em questionamento a confiança no meu trabalho e no que eu poderia entregar. Naquele momento, nada mais importava, o foco estava em eu ter ido trabalhar com um cabelo não liso.

É assim que as atitudes de racismo acontecem de forma “elegante”. Você quase não percebe o que ocorreu. Mas o racista age assim: as características que sinalizam sua origem são usadas como ponto de questionamento da sua capacidade de realizar coisas que os brancos fazem normalmente.

Se você pensa ou já pensou dessa forma, está na hora de refletir sobre esses conceitos que aprendemos desde a infância. É uma desconstrução e evolução diária!”

 

Queremos construir uma Dock mais diversa e inclusiva!

As ações pelo dia da Consciência Negra fazem parte do nosso compromisso em ter um time mais diverso e de ocupar um papel cada vez mais ativo na formação e desenvolvimento dos profissionais por meio de ações afirmativas. Um objetivo que vai além do mês de novembro!

Acreditamos que a diversidade é a essência da inovação. Construímos um ambiente de equidade, inclusão, troca e aprendizado que incendeia nossas ideias. Para nós, boas ideias podem surgir de qualquer lugar e a qualquer momento. Ao mesmo tempo, nos sentimos à vontade para discordar e debater diferentes pontos de vista, de igual para igual.

Temos o compromisso em atuar com responsabilidade em todas as esferas (Ambiental, Social e Governança), para garantir a sustentabilidade do negócio frente às principais tendências e desafios globais, entregando valor para nosso time, clientes, fornecedores, investidores e a sociedade.

Se você se identifica com a Dock, vem saber mais sobre como é trabalhar com a gente!

 

Saiba mais sobre a Dock e nossas oportunidades de carreira

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Somos Dockers. Juntos construímos um futuro melhor. Inimaginável. Inesperado. Sem amarras.

Todos os dias, tornamos o universo financeiro mais simples, fácil e amplamente disponível. Fazemos isso questionando verdades estabelecidas, mudando conceitos e projetando o novo.

Nós realmente acreditamos na tecnologia para a evolução dos nossos clientes e para transformar o papel das finanças em todo o mundo, impulsionando a sociedade.

Se você também acredita nesse futuro, vem construir ele com a gente!

 

Criamos experiências financeiras mais simples e orgânicas para impulsionar negócios. Todos os dias. Juntos.

  • 38 milhões de contas ativas
  • 3.6 bilhões de transações por ano
  • 50 bilhões de dólares processados anualmente
  • 44% de crescimento anual composto desde 2012

 

Assista ao nosso vídeo manifesto:

 

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Sistema de pagamentos instantâneos completa um ano no dia 16 de novembro; com a proximidade da Black Friday, é importante se atentar às novas possibilidades de fraudes virtuais; confira dicas para se proteger.

 

Comemorando um ano de lançamento no dia 16 de novembro, o Pix deve marcar sua primeira grande presença na Black Friday em 2021, já que a ferramenta ainda não possuía tanta adesão das empresas e consumidores na mesma época do ano passado.

Em comparação entre novembro de 2020 e setembro de 2021, o Pix cresceu 639% em quantidade de usuários, saltando de 13,7 milhões para 101,3 milhões de pessoas físicas. O número de chaves cadastradas foi de 95,3 milhões para 330,8 milhões no mesmo período. As empresas que usam o meio de pagamento eram 1,14 milhão e aumentaram para 7,6 milhões.  Apenas em setembro de 2021, foram 1,04 bilhão de transações com o Pix, totalizando volume de R$ 554 bilhões. Os dados são do Banco Central.

Na Black Friday de 2020, o Pix era algo muito novo, os e-commerces e consumidores ainda não tinham aderido com tanta força. “A penetração da ferramenta pode dar início inclusive a uma nova estratégia dos varejistas nas promoções oferecidas, antes pensadas quase que exclusivamente para pessoas que compravam com crédito. Até o momento não há, por exemplo, grandes vantagens de preços para quem paga à vista”, diz Antonio Soares, CEO da Dock, uma das empresas líderes na América Latina em tecnologia para serviços financeiros. “O Pix eliminou intermediários e a simplificação nos processos de pagamento é uma das tendências importantes na nova lógica financeira”, completa.

Apesar dos benefícios, a modalidade acende um alerta. Diferente do cartão de crédito, que permite tentar recuperar o dinheiro por meio de manifestação de não reconhecimento da compra, o Pix é uma transação financeira instantânea, em que o dinheiro sai imediatamente da conta de origem para a conta de destino. Os bancos aumentam a cada dia a capacidade de análise em transações Pix, mas em muitos casos ainda não é possível recuperar o valor transferido. “É preciso preparar os consumidores para comprarem de forma segura em todos os meios de pagamento, pois agora existe mais um caminho para golpes”, acrescenta Fred Amaral, co-founder responsável por tecnologia da Dock, empresa que inclui robustos sistemas antifraude em seus produtos.

Para ele, as empresas têm papel fundamental no combate às fraudes na Black Friday. “Além de transparência e ações de conscientização dos consumidores, precisam implementar técnicas de monitoramento de sites clonados e sistemas antifraude”, explica Fred.

A Dock, empresa por trás das soluções tecnológicas de digital banking, processamento de cartões e adquirência de empresas de inúmeros tamanhos e setores, tem como um de seus pilares a segurança, preocupação presente em todos os serviços que oferece. A empresa previne, por exemplo, que sejam criadas contas fraudadoras por meio de um processo rigoroso que inclui documentoscopia, biometria, checagem de todos dados cadastrais etc.

A Dock oferece também aos clientes uma ferramenta antifraude que faz com que toda transação realizada em sua plataforma passe por uma série de critérios de inteligência artificial que verificam a possibilidade de ser uma transação fraudulenta. “É importante que os e-commerces implementem sistemas antifraude robustos, pois, a cada ano, os fraudadores encontram novas formas de realizar golpes”, completa Fred.

 

Golpes

Fred explica que a Black Friday é o momento em que criminosos focam em enganar, não em hackear, ou seja, o fraudador não tenta invadir sites, contas ou computadores, e sim fazer com que pessoas comprem em sites e perfis de redes sociais falsos.

Com o Pix, as fraudes devem seguir a mesma linha, ou seja, o foco será induzir pessoas a realizarem transferências.

“É sempre um momento de muita informação, muita propaganda, muito email marketing. Há coisas falsas para todos os lados, que confundem o consumidor. O principal segredo para não cair é estar atento”, explica.

 

Como evitar golpes na Black Friday

Cuidados que devem ser aplicados antes da finalização de qualquer compra Pix:

  • Caso ainda não possua chave Pix, crie-a diretamente na página ou aplicativo do seu banco. O golpe pode acontecer quando o fraudador direciona o cliente por meio de um link para uma página em que pede seus dados para criar a chave Pix, com a intenção de roubá-los;
  • Após ler (no caso de QR code) ou inserir a chave Pix e antes de confirmar a transação, verifique os dados da conta para a qual está transferindo. Fraudadores geralmente estão cadastrados com nomes pessoais ou termos que não condizem com o nome da loja. Se os dados forem suspeitos, desconfie e não efetue a transação;
  • Sites falsos costumam oferecer poucas opções de formas de pagamento. Se encontrar um site que oferece apenas a possibilidade de pagar com Pix, desconfie e não compre;
  • Para verificar se seus dados estão sendo utilizados para aplicar golpes, o sistema do BC permite que o consumidor cheque todas as chaves Pix ligadas ao seu CPF por meio da ferramenta Registrato.

 

Os grandes e-commerces já estão disponibilizando pagamento com Pix, e são os maiores alvos de clonagem de sites. Para garantir que não está comprando em um site falso, verifique:

  • Se o endereço da página inicia por “https://”. Se começar com ‘http://’, desconfie. Significa que o site não possui um mecanismo importante de segurança, que além de garantir a autenticidade, protege as informações na hora da transmissão;
  • Cada letra do endereço, já que é comum a criação de sites que utilizam nomes de lojas famosas trocando uma letra, o que pode passar despercebido;
  • Se existe um ícone de cadeado no navegador. Clique nele e cheque se as informações condizem com a da loja. Sites fraudados não conseguem emitir um certificado verdadeiro, pois o processo é muito seguro e envolve diversas checagens. Clicando no cadeado de um site falso, o cliente encontrará informações suspeitas;
  • O número do CNPJ no rodapé do site. Por Lei, e-commerces devem inseri-los. Confira no site da Receita Federal se ele é mesmo daquela empresa e se não foi emitido recentemente – o que pode indicar que foi criado apenas para aplicar golpes na Black Friday.

 

Dicas gerais, para todos os formatos, valem também para o Pix:

  • Instale apenas aplicativos de lojas oficiais. São comuns aplicativos fraudulentos que roubam dados pessoais, senhas e dados financeiros;
  • Antes de realizar uma compra com origem em post das redes sociais, olhe o número de seguidores e faça uma busca na própria rede pelo nome da loja. Se encontrar outro perfil com número de seguidores muito maior, o com menor número é provavelmente falso;
  • Se perceber que foi vítima de uma fraude de site falso, registre a reclamação no Procon (e não com a empresa que teve sua marca usada indevidamente). O órgão é responsável por buscar os criminosos.

Passado um ano do seu lançamento, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central já movimentou mais de R$ 3,9 trilhões e acumula mais de 100 milhões de usuários. Os números demonstram o sucesso do Pix, enquanto o BC adota medidas adicionais de segurança e inicia a implantação do Pix Saque e do Pix Troco.

Depois de fazer uma consulta pública para colher contribuições relevantes e de realizar um período de testes e simulações, no dia 16 de novembro de 2020, o Banco Central lançou o Pix.

Permitindo a realização de transações praticamente em tempo real 24 horas por dia, sete dias por semana, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro foi criado com a promessa de trazer grandes mudanças para o mercado. Passado um ano, de fato o Pix alterou a dinâmica das operações financeiras, sendo considerado hoje um grande case mundial.

Mas, depois de um ano em funcionamento, o que sabemos sobre ele e qual é o cenário desse meio de pagamento no país? Responderemos a essas perguntas abordando alguns tópicos fundamentais sobre o Pix e o atual contexto. Acompanhe!

Instituições participantes do Pix

Desde o início, o BC fez questão de promover a competitividade do mercado e formatou a adesão ao seu sistema de pagamentos instantâneos de modo a garantir que essa fosse ampla e acessível a diversos agentes.

As instituições que têm mais de 500 mil contas de clientes ativas, considerando as contas de depósito à vista, contas de depósito de poupança e contas de pagamento pré-pagas são obrigadas a participar e ofertar aos seus clientes a iniciação por meio da inserção manual dos dados, chave Pix, leitura de QR Code e Pix Copia e Cola, assim como o recebimento de pagamentos. O restante das instituições financeiras e de pagamento podem participar de forma facultativa.

Assim, até outubro de 2021, o Pix contava com 761 participantes ativos, ou seja, que são autorizadas a atuar como provedoras de conta transacional. Ainda de acordo com os dados divulgados pelo BC, existem, ainda, 48 instituições na lista de participantes em processo de adesão.

 

Usuários e movimentação do sistema de pagamentos instantâneos do BC

Provavelmente o fato mais surpreendente sobre o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central tenha sido o acelerado número de adesões que ocorreram nesse primeiro ano de operação. Não por acaso, ele é considerado, hoje, o modelo com adesão mais rápida do mundo.

Segundo as estatísticas divulgadas mensalmente pelo BC, que mostram de forma muito visível o seu avanço, o Pix já acumula 112,6 milhões de usuários. Além disso, em menos de 12 meses – de 16 de novembro de 2020 a 31 de outubro de 2021, o Pix movimentou mais de R$ 3,9 trilhões em transações.

Como já era previsto pelo Banco Central, as operações de TED e DOC foram rapidamente substituídas pelo novo sistema. Apenas dois meses após o seu lançamento, as transações do Pix já ultrapassaram esses dois formatos.

 

Implementação do Pix no varejo

PIX sistema instantâneo de pagamentos

Já antes do lançamento do Pix, o BC revelou que um dos seus objetivos era incentivar a inovação em meios de pagamento no varejo, garantir uma maior agilidade no processamento de pedidos ou serviços e reduzir custos e taxas para o setor.

Apesar do grande potencial que representa para os varejistas, não podemos negar que o enorme sucesso do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro nesse primeiro ano é atribuído aos usuários Pessoa Física – que representam 93,4% do total.

No entanto, as estatísticas mostram que a implementação do Pix no varejo vem aumentando gradualmente e de forma consistente. A adesão de empresas têm crescido mês a mês. Além disso, a quantidade de transações realizadas entre Pessoa Física e Empresas aumentou significativamente nos últimos meses, passando de 5% das operações totais do em novembro de 2020 para 16% em outubro de 2021.

 

Pix e Open Banking

Outro fato importante que vale a pena destacar em relação ao primeiro ano do Pix é que ele passou a ser integrado ao Open Banking a partir do final de outubro de 2021, quando teve início a 3ª fase de implementação do sistema financeiro aberto brasileiro.

Com a integração, passaram a ser permitidas transferências e pagamentos a partir de carteiras digitais, aplicativos de mensagens e agregadores de contas. Isso significa que o cliente não precisa mais usar os canais das instituições financeiras para realizar essas transações.

 

Segurança e prevenção a fraudes

Novos sistemas e meios de pagamento trazem novos desafios em termos de segurança e não foi diferente no que se refere ao Pix. Ao longo do seu primeiro ano de existência, foram registradas diferentes modalidades de tentativas de fraudes e golpes.

Atento às ocorrências, em agosto o Banco Central anunciou mudanças nas regras para reduzir a vulnerabilidade do sistema de pagamentos instantâneos e, desde 4 de outubro, ficou estabelecido o limite de transferência de R$ 1.000,00 entre 20h e 6h para PF e MEIs.

Além disso, no dia do aniversário de um ano do Pix, entraram em vigor novos mecanismos de aprimoramento da segurança. Com as medidas adicionais, as instituições podem efetuar um bloqueio preventivo de recursos por até 72h em caso de suspeita de fraude. Ademais, a notificação de infração passa a ser obrigatória e uma nova funcionalidade permite a consulta de informações vinculadas às chaves Pix para fins de segurança.

Vale notar ainda que com as novas normas, o BC ampliou a responsabilização das instituições que ofertam Pix por fraudes decorrentes de falhas nos seus próprios mecanismos de gerenciamento de riscos.

Portanto, trata-se também de um incentivo para que os participantes do sistema aprimorem cada vez mais os seus mecanismos de segurança e prevenção, o que é possível por meio de soluções antifraude robustas e eficientes.

 

Próximas etapas do Pix

Está previsto para o dia 29 de novembro de 2021 o lançamento de duas novas funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos do BC: o Pix Saque e o Pix Troco. O objetivo é beneficiar cidadãos, pequenos lojistas e estabelecimentos comerciais em geral.

Com a novidade, redes de departamento, padarias, supermercados e outras lojas físicas podem disponibilizar o serviço e receber pelas operações. A tarifa pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a instituição de relacionamento do comerciante.

Possibilitando que as pessoas realizem saques gratuitos em diferentes locais e não mais apenas em caixas eletrônicos, as novidades oferecem mais uma opção de acesso ao dinheiro físico.

Por fim, ainda, nos próximos meses devem ser lançadas outras funcionalidades, como Pix Débito automático, Pix Offline, Pix Aproximação e Pix Garantido.

Quer saber mais sobre esse primeiro ano de Pix? O BC fez um evento online para celebrar a data:

Sistema de pagamentos instantâneos do BC: o que você viu neste artigo

  • O Pix foi lançado no dia 16 de novembro de 2020 e, um ano após o seu lançamento, é considerado um case de sucesso mundial.
  • O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central tem 761 instituições financeiras e de pagamentos como participantes ativas e 48 estão em processo de adesão.
  • Em menos de 12 meses, o Pix acumula 112,6 milhões de usuários e já movimentou R$ 3,9 trilhões em transações.
  • As estatísticas mostram que a implementação do Pix no varejo está aumentando gradualmente e de forma consistente.
  • O Pix foi integrado ao Open Banking a partir do início da 3ª etapa de implantação do sistema financeiro aberto no país.
  • Após um ano de operação, o BC adotou medidas adicionais para trazer mais segurança às transações com o Pix e está incentivando as instituições participantes a investirem na prevenção de fraudes.
  • Em breve, serão lançadas novas funcionalidades do Pix, como Pix Débito automático, Pix Offline, Pix Aproximação e Pix Garantido.

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A corrida tecnológica das moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs – na sigla em inglês, Central Bank Digital Currencies) tem avançado em vários países. Aqui no Brasil, o Real Digital faz parte da pauta de modernização do sistema financeiro do Bacen e deve contribuir para a internacionalização da nossa economia, além de fortalecer ainda mais o Pix.

Diferentemente das criptomoedas, que são privadas e têm características de investimentos, as CBDCs são reguladas e têm um órgão emissor. Assim, o Real Digital será emitido pelo Banco Central e distribuído por meio de bancos, instituições financeiras e demais participantes dos atuais sistemas de pagamento.

Mas o que mais se sabe até agora sobre a moeda digital brasileira? As primeiras diretrizes sobre o tema foram divulgadas em maio de 2021 e já sabemos, por exemplo, que ela deve ser um token e tem o objetivo de ser utilizada pelos brasileiros em seu cotidiano, tendo, por exemplo, previsão de uso no varejo.

Neste artigo, trazemos um panorama sobre o Real Digital: como o projeto deve avançar e seu potencial em trazer importantes mudanças para o nosso sistema financeiro. Acompanhe!

 

O que é Real Digital?

As CBDCs são consideradas uma nova representação da moeda já emitida pelas autoridades monetárias na forma de cédula. Isso significa que o Real Digital seria o Real em em formato virtual.

Trata-se, portanto, de uma moeda alternativa, mas com o mesmo valor do dinheiro tradicional. Segundo o Bacen, o Real Digital será a extensão virtual do Real e “poderá se integrar naturalmente aos ecossistemas digitais e acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica da economia brasileira”.

O objetivo do governo é que o Real Digital seja incorporado no dia a dia da população, podendo ser usado em pagamentos, compras, transações e investimentos.

Contudo, uma grande diferença dessa nova moeda para a tradicional é que ela não pode ser convertida em cédulas. O cidadão receberá códigos gerados pelo Banco Central indicando os valores em questão.

 

Real Digital na pauta de modernização do sistema financeiro

O Real Digital é mais uma peça dentro da pauta de modernização do sistema financeiro divulgada em 2019 pelo Banco Central. Entre os objetivos da chamada Agenda BC#, estão ampliar a democratização financeira e viabilizar o crescimento do PIB, favorecendo assim a recuperação da economia.

Como parte dessas iniciativas, por exemplo, temos a implantação do Open Finance, que possibilita o compartilhamento de informações dos usuários entre instituições e permitirá que os usuários movimentem suas contas por meio de diferentes plataformas e migrem com maior facilidade de um banco para outro. O Sistema Financeiro Aberto começou a ser implantado em fevereiro de 2021 no país e a previsão de conclusão da sua implantação é 2022.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado em novembro de 2020, foi outra ação do Bacen nesse sentido. O Pix é considerado, inclusive, um grande case de sucesso mundial em inovação, tendo, em poucos meses de existência, ultrapassado o número de transações via DOC, TED e boleto.

O Real Digital surge, portanto, como parte desse grande movimento e pode potencializar ainda mais a aplicação de novas tecnologias, como smart contracts, IoT (internet das coisas) e dinheiro programável no sistema financeiro. Ao mesmo tempo, porém, esse caminho pode ser considerado uma evolução natural do mercado, já que a maioria do dinheiro circula no país hoje de forma virtual, por meio de pagamentos digitais.

 

Assim como o Real Digital, o Pix faz parte da agenda de modernização do sistema financeiro do Brasil. E sua implementação foi um sucesso! Preencha o formulário para acessar nosso conteúdo sobre o tema:

 

Quais os benefícios que o Real Digital deve trazer ao sistema financeiro, seus participantes e usuários?

De forma geral, considera-se que as moedas digitais de bancos centrais podem contribuir para reduzir a emissão e circulação de papel moeda e inibir crimes relacionados a fraudes financeiras, como lavagem de dinheiro – um problema recorrente no Brasil. Além disso, esses ativos também podem ter um importante papel na ampliação da inclusão financeira.

Somado a esses benefícios, o projeto do Real Digital deve promover a inovação e a concorrência em serviços financeiros e estimular novos modelos de negócios que aumentem a eficiência do sistema de pagamentos no varejo.

Assim, é possível que a moeda virtual brasileira, além de garantir transações mais seguras, também ajude a reduzir os custos das operações e a expandir a bancarização no país.

 

Já existe um cronograma para a implementação do Real Digital?

Desde que lançou as primeiras diretrizes do projeto do Real Digital em maio de 2021, o Bacen tem realizado uma série de webinars para falar sobre o tema no seu canal do YouTube. Abaixo você pode conferir um dos eventos dessa série e acompanhar a evolução da pauta:

De acordo com as informações divulgadas até agora, a estimativa é que o lançamento da moeda virtual brasileira ocorra até 2024. No entanto, o Bacen já divulgou que planeja começar a realizar alguns testes pilotos já em 2022.

Embora não exista ainda um cronograma de implementação e tampouco uma previsão definida para o lançamento do Real Digital, ao que tudo indica, a tendência é que os brasileiros recebam bem a novidade.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo PayPal, o Real Digital tem tudo para ter uma adesão bem-sucedida no país. O índice de aceitação no Brasil é, inclusive, o mais alto entre os países pesquisados. No total, 79% dos brasileiros afirmam gostar da ideia de não ter que usar dinheiro e 93% revelaram que adotariam a moeda digital emitida pelo Banco Central.

Evidentemente, só saberemos, de fato, como se dará essa adesão no futuro, após o estabelecimento do Real Digital. Contudo, a exemplo do que aconteceu com o Pix, isso demonstra que a população brasileira está aberta para adotar novos meios de pagamento e acompanhar a evolução tecnológica do mercado financeiro.

 

Na Dock, acompanhamos de perto a pauta das CBDCs!

Aqui na Dock, somos apaixonados por modelos financeiros e inovações que tornem as transações mais fluidas, simples e amplamente disponíveis à população. Por isso, estamos acompanhando de perto a evolução do tema do Real Digital e outras CBDCs pelo mundo.

Acreditamos que essa pauta seja muito mais do que uma tendência, mas uma transformação inevitável que vai transformar o sistema financeiro ao redor do mundo. E isso traz perspectivas excelentes!

Quer continuar de olho nesse e em outros assuntos do mercado de pagamentos e banking junto com a gente? Cadastre-se para receber a nossa newsletter!

 

Real Digital: o que você viu neste artigo

  • Vários países estão evoluindo na pauta da implantação de moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs);
  • O Banco Central divulgou em maio de 2021 as primeiras diretrizes sobre o Real Digital, a moeda virtual brasileira;
  • O Real Digital é uma extensão virtual do Real e o objetivo do Bacen é que ele seja incorporado no dia a dia da população, podendo ser usado em pagamentos, compras, transações e investimentos;
  • Assim como o Open Finance e o Pix, o projeto faz parte da Agenda BC#, a pauta de modernização do sistema financeiro proposta pelo Banco Central a fim de ampliar a democratização financeira e viabilizar o crescimento do PIB;
  • O Bacen espera que o Real Digital promova a inovação em serviços financeiros e estimule novos modelos de negócios que aumentem a eficiência do sistema de pagamentos do varejo;
  • Estima-se que a implantação da moeda digital brasileira ocorra até 2024, sendo que testes pilotos devem começar a ser feitos já em 2022.

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Depois do Open Banking e do Open Finance, um novo conceito desponta no horizonte para redefinir o futuro próximo do sistema financeiro — mas não apenas dele. O Open X promete ser a nova era do setor e tem como premissas a colaboração, a integração e a inovação.

 

É difícil ter uma noção exata da magnitude das mudanças que estão ocorrendo no ecossistema financeiro. Além de serem transformações estruturais muito importantes, a necessidade da transição de um modelo tradicional, fechado e concentrado para um descentralizado, muito mais dinâmico e atento às necessidades dos usuários se faz cada dia mais evidente.

É nesse sentido que, como veremos, o Open X representa a maturidade e a evolução desse mercado e traz uma série de benefícios, tanto para os usuários quanto para os diferentes players do mercado de pagamentos e banking.

Não tem como fugir: as instituições, inevitavelmente, terão que acompanhar essa transformação se desejam continuar a ter competitividade para estar no jogo. Entenda melhor neste artigo!

 

O que é Open X?

O Open X é considerado a nova era do setor financeiro, o destino para qual o mercado irá evoluir depois do Open Banking e do Open Finance. A nova fase responde à necessidade de encontrar novos meios de colaboração e integração para uma troca estruturada de dados e serviços entre diferentes agentes do ecossistema financeiro.

Logo, pode-se entender o Open X como uma abordagem de plataforma aberta que permite que players de diferentes tamanhos e setores colaborem para fornecer produtos financeiros especializados. Em termos menos abstratos, podemos afirmar que o modelo irá se assemelhar a um marketplace integrado e compartilhado, que terá como ativos os dados dos seus usuários (estes, cada vez mais cientes do valor de suas informações pessoais e capazes de decidir com quem querem compartilhá-los).

Desta maneira, haverá colaboração mais eficaz e estruturada, facilitada pela padronização de APIs e pelos insights compartilhados a partir das informações dos clientes. Com isso, muda-se o foco dos produtos financeiros para a experiência do usuário – e, por isso, o termo “Open X”, que remete a uma “experiência aberta”. 

 

Open Banking, Open Finance e Open X: entenda as diferenças

Como você deve ter notado, estamos tratando de concepções que já vêm sendo abordadas nos últimos anos, quando falamos sobre Open Banking ou Open Finance. De fato, tem tudo a ver com isso, afinal, o Open X é resultado do amadurecimento e da evolução desse movimento que vem acontecendo desde quando começamos a desenvolver o conceito de “banco aberto”.

O Open Banking é, como sabemos, um modelo que propõe a abertura do sistema bancário e o compartilhamento de informações dos usuários entre diferentes instituições, mediante consentimento deles. Isso para permitir que os clientes movimentem suas contas por meio de diferentes plataformas e migrem de um banco para outro de forma mais fácil e acessível, levando seu histórico financeiro para facilitar a adesão a diferentes serviços.

Já o Open Finance — que é o sistema que vem sendo implantado no Brasil —, prevê o sistema financeiro aberto, o que significa a inclusão de outros players no mercado e, assim, uma abertura mais ampla do sistema financeiro como um todo. Além dos bancos, outras organizações também podem compartilhar dados e serviços, como corretoras de seguros, varejistas, indústrias, fundos de previdência, etc.

O Open X, por sua vez, é ainda mais amplo: não estamos mais falando de bancos ou somente de instituições financeiras, mas sim de “tudo”, que é o que o X representa enquanto experiência de um usuário na utilização de serviços financeiros ou relacionados a eles.

Neste sentido, trata-se de uma evolução das abordagens anteriores, de uma fase na qual poderão ocorrer compartilhamento e integração de dados e serviços de outros inúmeros tipos, como telefonia, varejo, entre outros.

Para ilustrar, nesse combo estão sistemas complementares como, por exemplo, o Open Insurance — sistema aberto no mercado de seguros — e o Open API — interfaces de programação de aplicações disponíveis para desenvolvedores externos.

 

Quais os benefícios do Open X para o mercado e os usuários?

A expectativa é que, ao reunir cada vez mais inovações tecnológicas com o intercâmbio constante de informações, a integração de dados/serviços e o foco na experiência do cliente, o Open X traga uma série de benefícios para todos — tanto para os participantes do sistema, quanto para os usuários.

Uma vez que dados, recursos e conhecimento são compartilhados, a inovação leva a produtos e serviços melhores, e, assim, os clientes terão inúmeras facilidades e um leque maior de opções. Ao mesmo tempo, os negócios ganham em agilidade e passam a ter novas possibilidades no horizonte.

 

Open X: benefícios para os consumidores:

  • Foco cada vez maior na experiência no cliente;
  • Soluções mais customizadas e centradas no usuário, novos serviços mais focados nas suas necessidades;
  • Gestão de diferentes produtos em uma única plataforma;
  • Mais segurança e privacidade, uma vez que esses itens estão entre as principais preocupações nessa nova era;
  • Acesso facilitado e maior inclusão financeira.

Open X: benefícios para as instituições:

  • Possibilidade de distribuir produtos e serviços em diferentes canais, com diferentes parceiros;
  • Novas oportunidades de negócio;
  • Melhoria na performance;
  • Estabelecimento de parcerias para acelerar a inovação e para outros fins.

 

Como se preparar para o Open X?

Sendo o Open X uma evolução do que estamos vivendo atualmente, é inevitável avançar para ele, pois a transição para essa nova fase já está acontecendo. Por isso, o melhor que a sua organização pode fazer é mesmo se preparar. De que forma? Bom, falamos um pouco sobre isso a seguir!

Planejamento

Um dos primeiros passos para estar pronto quando esse momento chegar inclui, sem dúvida, muito planejamento. E mais: é preciso estar atento às tendências do mercado e ter, realmente, o olhar voltado para o futuro, o que significa planejar também a médio e longo prazo.

Revisão de estratégias

Diante de todas essas transformações, talvez seja necessário fazer algumas adaptações no seu modelo de negócio para se dar ainda melhor no novo cenário. Por isso, é fundamental rever as estratégias e reavaliar o seu posicionamento no mercado. Focar em um determinado nicho, por exemplo, pode ser uma saída para se destacar no contexto do Open X.

Priorização ainda maior do usuário

Como já está claro, a experiência do usuário precisa ser valorizada cada vez mais e o seu foco, portanto, deve ser torná-la cada vez mais digital e, ao mesmo tempo, humanizada. O acesso a um número maior de dados permite fazer análises e criar soluções mais assertivas, então, o desafio aqui é criar um modo de usar isso a seu favor.

Também é importante manter o consumidor informado sobre como seus dados são utilizados e por quais motivos – além dos níveis de segurança envolvidos nesse processo. Por esse motivo, focar em ferramentas de educação do usuário desde já pode ser um diferencial importante lá na frente.

Aproximação dos parceiros certos

O Open X tem como premissa a colaboração e, por sua vez, esta pressupõe fazer parcerias. Isso quer dizer que as instituições precisam encontrar parceiros que possam ajudá-los a aprimorar as suas ofertas. Um movimento que deve acontecer é, por exemplo, os bancos tradicionais se associarem a fintechs para complementar seus serviços e acelerar a inovação.

Investimento em inovação

Por fim, mas não menos importante, para entrar na era do Open X e serem realmente competitivas, as organizações precisam abraçar a transformação digital investindo em tecnologias emergentes de diferentes tipos. A inovação será a responsável por possibilitar tanto o ingresso nesse ecossistema quanto a sobrevivência nele, já que será necessário contar com estruturas robustas de segurança e proteção de dados, por exemplo.

 

A sua empresa está preparada para a nova era do Open X?

O que você já está fazendo para se preparar para essa nova era de colaboração, integração e compartilhamento de dados? A transição está em curso e, em um mundo cada vez mais veloz, não é possível perder tempo.

Acompanhando a evolução do mercado, a Dock vem trabalhando para decodificar o universo financeiro e possibilitar que novos e diferentes players ingressem nesse sistema por meio da nossa tecnologia. Quer saber mais? Conheça nossa plataforma global de pagamentos e banking.

 

O que você viu neste artigo?

  • O Open X é uma nova era do mercado financeiro, na qual teremos uma plataforma aberta que permite que players de diferentes tamanhos e setores colaborem para fornecer produtos financeiros especializados;
  • Na prática, o modelo funciona como um marketplace integrado e compartilhado que tem como ativos os dados dos seus usuários;
  • O Open X é resultado do amadurecimento do Open Banking e do Open Finance e é considerado a evolução natural desse movimento que está em transição;
  • O novo modelo traz diversos benefícios tanto para os participantes do sistema, quanto para os usuários;
  • Para estar preparado para a nova era, é preciso planejar, rever estratégias e modelo de negócios, focar cada vez mais no usuário, encontrar os parceiros certos e investir em tecnologia.

 

Leia também:

Confira a edição #15 da newsletter Dock, enviada em 02 de agosto de 2021.

 

[Entrevista com Anderson Olivares] Dock chega ao México e acelera internacionalização

⏱ Tempo de leitura: 11 minutos

Em 2020, divulgamos nossos esforços para expansão internacional, com foco principal em América Latina.

Agora, em 2021, ficamos felizes em contar que esse movimento continua mais forte do que nunca: chegamos ao México, onde estamos abrindo nosso primeiro escritório internacional.

Anderson Olivares, que ocupava a função de Diretor de Negócios Latam na Dock, assume o papel de Country Manager no México e lidera essa expansão. Na entrevista, você confere os detalhes da chegada ao país!

Leia a entrevista

 

[Blog] Pandemia, segurança e conveniência: a ascensão da biometria 

⏱ Tempo de leitura: 9 minutos

A utilização da impressão digital ou do reconhecimento facial em meios de pagamento cresce de forma acelerada e protegerá mais de US$ 3 trilhões em pagamentos móveis até 2025 (Juniper Research).

Neste artigo, exploramos o contexto para crescimento da utilização da biometria e as soluções que já existem no Brasil para oferecer uma excelente experiência ao usuário de meios de pagamento.

Clique aqui para ler!

 

[Blog] Marketplace Digital: como atrair mais valor para o seu negócio

⏱ Tempo de leitura: 8 minutos

O marketplace digital está mais forte do que nunca. Por meio da modalidade, diferentes negócios podem disponibilizar aos seus usuários a possibilidade de aquisição de produtos e de contratação de serviços.

Isso significa maior poder de consumo ao cliente e, ao mesmo tempo, melhores taxas de utilização, fidelização e ampliação de ganhos para o emissor.

Leia no blog para saber mais!

 

Alguns números de julho

• 33% foi o aumento das tentativas de fraude com cartão de crédito no 1° semestre de 2021, segundo dados da Clearsale. Um dos motivadores para o crescimento é a entrada de novos usuários de cartões no ecossistema.

• 53% da população mundial irá utilizar bancos digitais em 2026 – o que corresponde a 4,2 bilhões de usuários. Os dados são da Juniper Research.

• 13 de agosto é a nova data para início da 2° fase de implementação do Open Banking no Brasil, quando começa o compartilhamento de dados de clientes entre instituições. Enquanto isso, os players do mercado investem em comunicação e relacionamento com usuários para reforçar as vantagens do sistema financeiro aberto.

 

“Se você tem um negócio em que as pessoas passam com frequência em seu balcão, pode ter finanças embarcadas ali.”

Fred Amaral, nosso CTPO em entrevista para a Folha de São Paulo. Confira a matéria “Startups vendem ‘Lego’ para quem quer criar seu banco digital” no link.

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