Uma premissa é fundamental na evolução dos meios de pagamento: tornar as finanças mais orgânicas, reduzindo as fricções para os usuários na hora de pagar por um produto ou serviço, ou realizar alguma outra transação financeira. Diante disso, o iniciador de pagamentos, também conhecido como ITP (Iniciador de Transação de Pagamentos) ou PISP (Payment Initiation Service Provider), é um avanço importante para a agenda do Pix.

No Brasil, esse serviço foi lançado em 2021 e já está incorporando o Pix, conferindo mais dinamismo ao sistema de pagamentos instantâneos e trazendo boas perspectivas para os pagamentos móveis e para o comércio eletrônico.

Neste artigo, vamos falar sobre como funciona e quais são os benefícios do ITP ao simplificar a jornada de pagamento.

 

O que é o iniciador de pagamentos? O que é PISP e o que é ITP?

A sigla PISP vem do inglês Payment Initiation Service Provider, que em português literal significa Provedor de Serviço de Iniciação de Pagamento. O PISP ou ITP pode ser entendido como um agente que conecta os usuários aos seus bancos, mantendo uma conta transacional transparente. Por isso, é um iniciador de pagamentos.

Na prática, os usuários podem iniciar uma ordem de pagamento online (por exemplo, ao comprar em um e-commerce) sem ter que interagir diretamente com o provedor de serviços de pagamento de sua conta. O iniciador de pagamentos (ITP) é responsável por disparar/iniciar o comando do cliente pagador, mesmo sem deter a conta dele, e faz o recurso financeiro cair diretamente na conta do recebedor.

Nós já estamos habituados à iniciação de pagamentos quando utilizamos nossos cartões de crédito ou débito para pagamento em redes sociais e e-commerce, certo? Agora, essa evolução chega também ao Pix.

 

Exemplo de iniciador de pagamentos aplicado ao Pix

Imagine que você está pedindo uma refeição pelo aplicativo e deseja fazer o pagamento via Pix. Sem o iniciador de pagamentos, o fluxo seria assim:

  • Escolher o pagamento via Pix no app de delivery
  • Copiar o código do “Pix Copia e Cola”
  • Abrir o app do seu banco digital
  • Colar o código copiado e finalizar o pagamento
  • Voltar ao app de delivery

Porém, com o iniciador de pagamentos, é possível finalizar a transação dentro do próprio app de delivery, por meio da conexão entre este aplicativo e a instituição em que você tem conta. Ou seja, é possível eliminar algumas etapas dessa jornada e concluir a compra de forma muito mais rápida e simples.

 

Veja na imagem como será a jornada com o iniciador de pagamentos (Fonte: Banco Central do Brasil)

jornada iniciador de pagamentos

 

Como é viabilizado o iniciador de pagamentos?

Todas essas etapas são possíveis por meio da tecnologia das APIs, que conseguem realizar uma demanda de pagamento como se fosse o próprio cliente e com padrões que garantem a segurança das transações. E esse pagamento acontece de forma muito mais orgânica, pois pode ser visualizado pelo usuário na tela de confirmação do ambiente onde está realizando a compra, seja em sites online, aplicativo de entregas, redes sociais, etc.

O principal objetivo do ITP é deixar a experiência do cliente ainda mais positiva, uma vez que ações que muitas vezes tiram o usuário da tela principal serão descartadas — como é o caso de copiar uma chave de Pix ou ler um QR Code.

Além disso, o compartilhamento dos dados dos usuários entre empresas recebedoras de pagamento e instituições financeiras é viabilizado por meio do Open Finance e com o consentimento do usuário em relação a esta integração.

 

Para ficar claro, o PISP é apenas um iniciador, dessa forma, não participa do fluxo de pagamento ou emite alguma taxa extra pelo serviço. É apenas um agente, que liga o usuário a sua instituição financeira.

 

Leia também | Invisible banking: as finanças invisíveis são mais do que uma tendência ‘futurista’

 

Iniciador de pagamentos e Pix: uma nova etapa para um modelo de sucesso

Não é novidade que o Pix já se consolidou como um dos meios de pagamentos preferidos pelos brasileiros. A nossa aceitação em relação ao sistema de pagamentos instantâneos foi positiva e extremamente rápida (considerada a adesão mais rápida entre os modelos já implementados no mundo).

Para se ter uma ideia, com um pouco mais de 1 ano e meio desde a sua liberação, mais de 400 milhões de chaves já foram criadas, superando em números totais outras transações “tradicionais”, como os boletos, TED e DOC.

E o PISP pode otimizar ainda mais o Pix. Com este novo serviço, os usuários poderão fazer transações financeiras vinculadas às suas instituições com ainda menos burocracia. Assim, não será necessário abrir o aplicativo do banco para realizar a transferência, pois tudo será automatizado com a integração do PISP.

Esse cenário também é positivo para as empresas, que poderão criar uma interface de pagamento no seu próprio site ou aplicativo. O que também pode gerar uma maior taxa de finalização da compra, uma vez que muitos usuários desistem de concluir a transação ao terem que sair da tela inicial.

 

Para saber mais, assista à coletiva do Banco Central sobre iniciação de transação de pagamento do Pix:

Quais empresas e instituições financeiras poderão ser iniciadoras de pagamentos?

Os atuais bancos com carteira comercial, cooperativas singulares de crédito, instituições de pagamentos e financeiras não precisam de autorização para exercer o papel de ITP. As demais empresas e instituições que desejam se tornar PISP (prestadoras de serviço de iniciação de pagamento) devem obter uma autorização junto ao Banco Central para atuar desta forma, além de concluir uma certificação do Open Finance, que rege os requisitos técnicos desta modalidade.


Existem duas formas de oferta do serviço de iniciação de pagamentos:

  • Os iniciadores puros, que são empresas que terão autorização do BCB para atuar exclusivamente como PISP
  • Demais instituições financeiras de pagamentos que já participam do Pix

Confira os detalhes sobre requisitos para se tornar PISP na Resolução BCB n°80, de 25 de março de 2021

 

Porém, uma empresa que deseja inserir a iniciação de pagamentos na experiência de seus usuários não precisa, necessariamente seguir um desses caminhos: por meio da solução de Digital Banking da Dock, será possível simplificar a jornada de pagamentos utilizando nossa licença e nossas APIs.

Isso porque a Dock é uma instituição que também é iniciadora de pagamento (ITP) e estamos em processo de homologação técnica para lançar essa feature. Em breve contamos mais sobre o tema!

Oferecer aos nossos clientes a possibilidade de atuar como iniciador de pagamentos é mais um passo para tornarmos as finanças mais orgânicas, decodificando o universo financeiro e empoderando empresas de diversos segmentos e tamanhos para serem tudo o que desejam.

 

Quer entender melhor como fazemos isso? Assista ao nosso vídeo manifesto:

 

Resumo: Iniciador de Pagamentos (PISP) e seus benefícios

  • Iniciador de Pagamentos é um agente que permite iniciar uma ordem de pagamento sem que o usuário precise sair do seu ambiente de compra (como um aplicativo ou um e-commerce) e, no Brasil, está atrelado à agenda de evolução do Pix.
  • Iniciador de Pagamentos também é conhecido por ITP – sigla para Iniciador de Transação de Pagamento.
  • PISP é a sigla para Payment Initiation Service Provider, que em português literal significa Provedor de Serviço de Iniciação de Pagamento e as instituições que desejam atuar como PISP devem obter autorização do Banco Central, além de uma certificação do Open Finance.
  • A principal vantagem do Iniciador de Pagamentos é simplificar a jornada de compra e pagamentos, reduzindo etapas e tornando a experiência mais orgânica.
  • Com o PISP, devemos dar mais um passo na consolidação dos pagamentos instantâneos, com potencial aumento de transações em pagamentos móveis e e-commerce.

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Todos nós precisamos acompanhar a evolução dos meios de pagamento. Mas por quê? Pois quando a forma como transacionamos valores muda, a sociedade também se transforma.  Neste artigo, vamos mostrar como isso acontece na prática, a partir do cenário atual das seis maiores economias da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. 

 

Embora a baixa taxa de bancarização da população e a forte dependência do dinheiro em espécie como método de pagamento ainda sejam realidade na região, tudo está mudando muito rápido e, portanto, é preciso se preparar para o que vem por aí.

Para apoiar os negócios que desejam acompanhar os avanços e as oportunidades desse mercado e oferecer o melhor aos seus clientes, a Dock, por meio da sua área de Research, desenvolveu um amplo levantamento de dados secundários sobre o tema.

O trabalho deu origem ao estudo Terra de Oportunidades – Um mapa para os meios de pagamento e digital banking na América Latina.  A seguir, vamos trazer alguns dos insights mais relevantes do material. Confira!

 

O que são meios de pagamento?

Como sabemos, chamam-se meios de pagamento as diferentes formas que as pessoas podem usar para pagar por produtos ou serviços. Entre eles, estão os cartões de débito e crédito, o dinheiro em espécie, o Pix, entre outros. Para tratar desse conceito, é importante fazer um breve resgate histórico e compreender como chegamos até aqui.

Tudo começou há milhares de anos atrás, com o sistema de trocas entre os indivíduos. Com a evolução da sociedade, do comércio e das tecnologias, o conceito se tornou muito mais amplo, passando das trocas de itens da produção agrícola para as moedas de metal e, posteriormente, para o papel moeda, que foi criado já no século XVII.

Hoje, ao tratarmos sobre o conceito e os variados recursos usados para pagar por algo, já temos uma imagem completamente diferente. É muito mais comum pensarmos nos novos meios de pagamentos e em todas as diversas possibilidades que o mercado oferece – e que não param de aumentar.

083021 - evolucao dos meios de pagamento

 

Quais são os tipos de meios de pagamento?

Apesar do dinheiro em espécie ainda ser o método mais comum na América Latina, usado em 70% das transações, existem, atualmente, muitas outras maneiras de realizar um pagamento.

Os meios de pagamento digitais avançaram muito nos últimos anos, além de terem sido também fortemente impulsionados pela pandemia de Covid-19 e pela manutenção e expansão de hábitos online. Portanto, a tendência é que essa porcentagem caia e cada vez mais latino-americanos passem a utilizar esses novos métodos para pagar por suas compras.

Abaixo, detalhamos os diferentes tipos de meios de pagamento, dividindo-os entre aqueles que já estão consolidados e os que estão em ascensão.

 

Os meios de pagamento tradicionais mais utilizados na América Latina

Dinheiro em espécie

O dinheiro em papel ainda é, sem dúvida, o preferido dos latino-americanos.

Tanto que, mesmo ao realizar compras online, 14% deles ainda efetuam os pagamentos em dinheiro. Isso por meio de vouchers – gerados pelo e-commerce e pagos em lojas de conveniência ou bancos – ou pagamentos direito na entrega.

 

Cheque

Ainda que pareça coisa do passado, a verdade é que até poucos anos atrás o cheque era um dos meios de pagamentos mais fortes em vários países da região. Atualmente, é um meio em declínio, já não aceito em todos os estabelecimentos e que perdeu muito espaço para os cartões de débito e crédito.

 

Cartões de débito e crédito

Depois do dinheiro, o cartão é o outro importante protagonista dos meios de pagamento na América Latina. Desde o seu surgimento, ele foi muito popularizado e assistimos a uma crescente adesão de estabelecimentos e consumidores aos pagamentos em crédito e débito.

Nos últimos anos, os cartões evoluíram com a tecnologia e, hoje, além de cartões com chip e maquininhas com acesso facilitado para os comerciantes, também é possível fazer cobranças por celular e usar o pagamento por aproximação.

 

Boleto

É um método de pagamento relativamente comum entre os latino-americanos, pois não demanda uma conta em banco para quem realiza o pagamento – e, como sabemos, as taxas de desbancarização ainda são altas por aqui. Assim, o negócio emite um boleto e o consumidor pode pagar em uma lotérica, agência bancária ou estabelecimento comercial.

 

Futuro dos meios de pagamentos na América Latina: tendências e oportunidades

Até aqui vimos os meios de pagamento mais tradicionais e já estabelecidos no mercado latino-americano. Mas, também trataremos daqueles que estão começando a se firmar e têm potencial para se tornar relevantes em um futuro próximo, representando, assim, grandes oportunidades de mercado na América Latina.

 

Pagamentos instantâneos

Tendo como base a recente experiência do Brasil – sucesso de implementação, adesão e volume transacionado pelo Pix, além de outros casos bem-sucedidos pelo mundo; é possível afirmar que os pagamentos instantâneos são promissores na região.

No entanto, os países estão em níveis de evolução bem distintos em relação a esse meio de pagamento. Alguns exemplos:

  • Brasil: sucesso com o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que visa facilitar transações financeiras em operações que duram no máximo 10 segundos. Utiliza chave-pix – que pode ser número do telefone, e-mail etc – e funciona 24/7.
  • Chile: promessa de um sistema semelhante ao Pix, mas por ora conta apenas com transferências 24/7 com compensação quase imediata, sem uso de chave ou QR Code interoperáveis.
  • Argentina: implementou o Tranferencias 3.0 em novembro de 2021 e vem conquistando grande adesão desde então.
  • México: lançou o CoDi em 2019, uma plataforma de pagamentos digitais que permite pagamentos por QR Code, tecnologia NFC, links e mensagem de texto, com a finalidade de reduzir o uso de dinheiro no país.
  • Peru e Colômbia: iniciativas dos sistemas são privadas e, logo, não operacionalizados pelos bancos centrais. Contudo, prevêem ou apresentaram crescimento recente de adesão e evolução em seus sistemas.

pagamentos instantâneos na américa latina

Pagamento por aproximação

Em muitos países, o pagamento por aproximação, contactless ou NFC (Near Field Communication – Comunicação por Campo de Proximidade, em português) ganhou força após o início da pandemia. Isso se deve em grande parte ao fato de se tratar de uma forma de pagamento que aumenta a segurança do portador com o distanciamento social.

No Brasil, ainda no primeiro trimestre de 2020, as transações com a tecnologia aumentaram 456%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Para 2022, a expectativa no país é que cerca da metade das transações presenciais sejam por aproximação, conforme levantou o estudo da Dock.

 

Link de pagamento

Também entre os meios de pagamento digitais que vêm ganhando força nos últimos anos, está o link de pagamento. O procedimento é simples e prático: o link é enviado por mensagem ou pelas redes sociais e o comprador abre e realiza o pagamento.

Essa é uma alternativa de captura de vendas, sem que o varejista precise de um site, loja física ou máquina de cartão para vender seus produtos ou serviços. Por essa facilidade de uso, o link de pagamento também é uma solução bastante utilizada por pequenos empreendedores e autônomos e oferecida em soluções de conta digital PJ.

 

QR Code

Outra alternativa que permite transações sem contato físico é o pagamento por QR Code, que ganhou fôlego com as lives transmitidas pelo YouTube durante a pandemia e com a atuação de influenciadores nesta e outras plataformas. Assim, em alguns países, essa se tornou uma forma de fazer propaganda das marcas e incentivar a compra de produtos por meio de aplicativos, bastando apenas aproximar o celular do código exibido na tela.

Entretanto, o QR Code também pode ser utilizado nos pontos de venda, simplificando a relação dos varejistas com os diferentes players da cadeia de pagamento.

Inclusive, no Brasil esta é uma das formas de captura de pagamentos com o Pix nos estabelecimentos comerciais.

 

Cartões private label

Nos seis países analisados no estudo – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru –, os grandes varejistas já ofertam produtos financeiros sob suas marcas, principalmente cartões private label.

Assim, existe a oportunidade tanto de prover melhorias nas ofertas já existentes, quando de ampliar esse relacionamento com os clientes via soluções “as a service” ( como Banking as a Service, Acquiring as a Service, entre outros). Atualmente, a maioria dos varejistas se restringe à oferta de cartão com descontos e programas de fidelidade e, em menor número, outros produtos de crédito.

 

Pagamento por biometria

Entre as tecnologias de meios de pagamento que foram impulsionadas pela pandemia, também está avançando a biometria – porém ainda com poucos casos de uso. Esse método pode utilizar a impressão digital, voz, reconhecimento facial ou scanner de íris. Portanto, pode ser utilizado em diferentes contextos, sobretudo como forma de autenticação das operações.

Esse tipo de solução já vem sendo explorado em diferentes países e tende a crescer. Segundo o levantamento da Dock, 43% dos colombianos esperam utilizar o pagamento por biometria nos próximos tempos.

 

meios de pagamento em ascensão

 

Bancarização é principal desafio do mercado de pagamentos digitais na América Latina

Além da preferência geral pelo dinheiro como forma de pagamento, o estudo da Dock revelou que 54% da população latino-americana ainda não usa serviços bancários ou meios digitais para realizar suas transações financeiras.

Ainda, constatou-se que, no panorama atual da América Latina, temos muita tecnologia para pouco uso ou, em outras palavras, por aqui a digitalização está à frente da bancarização. Assim, embora os meios de pagamento modernos existam e estejam disponíveis, ainda são subutilizados.

De fato, esse é o principal desafio do mercado de meios de pagamento na região. Se, por um lado, a digitalização cresce a passos largos, a inclusão financeira da população ocorre de forma muito lenta.

  • 71% de penetração de smartphones em 2020
  • Apenas 20% usam a internet para serviços financeiros
  • Somente 12% usam a internet para vender produtos ou serviços

Um dos fatores que influenciam esse cenário, possivelmente, está relacionado ao fato de que a alta adesão ao digital é reflexo da distribuição etária da população. Na América Latina, 58% das pessoas são adultas (tendo entre 18 e 44 anos). O quadro é muito distinto da sociedade europeia ou da América do Norte, por exemplo.

 

Empresas de meios de pagamento: o boom das fintechs na América Latina

Um dos motivos pelos quais, no que se refere à questão tecnológica em meios de pagamentos, já existe um grande avanço na região é o elevado número de fintechs promissoras nesses países. Nos últimos anos, assistimos, inclusive, a um boom de investimentos em startups latino-americanas do setor.

Desse modo, a América Latina é considerada hoje um “berçário de unicórnios”, tendo fechado o ano de 2021, segundo o levantamento, com 41 unicórnios, sendo 14 deles pertencentes ao mercado de pagamentos e banking – o setor que acumula o maior número.

Segmentos de unicórnios na América Latina

  • Fintechs: 14
  • E-commerce/Marketplace: 5
  • Logtech: 3
  • IDtech/Autenticação: 3
  • Foodtech: 3
  • Outros: 13

Além da evolução das fintechs na região, existe outro fenômeno que vem impulsionando o volume de empresas de meios de pagamento na América Latina: o embedded finance. Por meio dele, empresas cujo core business não é o financeiro, passam a agregar soluções com este perfil como mais uma fonte de receita e de engajamento de seus públicos.

É o caso, por exemplo, de varejistas com cartões private label, de indústrias com contas digitais para seus parceiros e fornecedores, entre outros. Assim, não importa o segmento, qualquer negócio pode ser uma empresa de meios de pagamento.

 

Leia também: API Economy: o motor para transformação digital e rentabilidade da Nova Economia

 

O mercado de meios de pagamento na América Latina: por que é terra de oportunidades?

O título do estudo da Dock não é por acaso. A América Latina reúne terras de oportunidades.

É claro, ainda há muito a ser feito: recuperação econômica pós-pandemia e otimismo moderado da população sobre esses tempos melhores; barreiras significativas para empreender; um longo caminho a percorrer para a inclusão financeira – entre outros.

 

Então, por quais motivos vemos esses seis países da América Latina como Terras de Oportunidades?

A resposta a essa pergunta está em 9 elementos que já estão impulsionando o setor de pagamentos e banking:

  1. Educação financeira e estratégias offline que permitem cidadania financeira e expansão da base de clientes
  2. Crescimento do Buy Now, Pay Later e sua contribuição para a inclusão financeira
  3. Serviços financeiros oferecidos por varejistas e empresas de outros segmentos, por meio do fenômeno do embedded finance
  4. Expansão do e-commerce e aumento do uso de cartões como forma de pagamento
  5. Alternativas digitais para pagamento no comércio eletrônico
  6. Pagamentos instantâneos, que estão em diferentes fases de implementação entre os países analisados
  7. Boas condições para fazer negócios no México, Chile e Colômbia
  8. Fintechs estrangeiras chegando para contribuir com o avanço do mercado latino-americano
  9. O ponto de virada no mercado peruano, com incentivo aos bancos digitais

 

Além disso, não podemos deixar de olhar para a história recente desse mercado que, apesar das diferenças entre os países, vêm participando de uma agenda global de inovação, da qual fazem parte o avanço e a flexibilização de questões regulatórias e a evolução de temáticas como Open Banking, CBDCs e pagamentos instantâneos.

Abaixo, comentamos algumas dessas alavancas para o mercado latinoamericano. Quer desbravar os demais? Acesse a íntegra do estudo Terras de Oportunidades.

 

Educação financeira e expansão do sistema financeiro para superar os desafios

Por fim, o estudo da Dock também pontuou a demanda por uma educação financeira ampla e acessível, com abordagem não apenas online, para que as populações mais vulneráveis também sejam beneficiadas.

Nesse sentido, algumas iniciativas de atração de pessoas sem ou com pouco acesso a serviços financeiros e à internet têm se mostrado bastante eficazes. Fintechs e empresas varejistas têm adotado estratégias offline eficazes em lojas físicas e em meios de comunicação.

Além disso, a verdade é que esses players, além de encontrarem na LatAm uma série de oportunidades, também têm um papel muito importante no desenvolvimento da região. Afinal, como vimos, a digitalização é um fator de apoio à inclusão financeira, mas não determinante.

Para incluir os latino-americanos no ecossistema financeiro, é necessário torná-lo competitivo, a fim de promover serviços mais acessíveis e centrados no cliente, incentivar inovação e expandir a infraestrutura de pagamentos e recebimentos.

 

BNPL

O Buy Now, Pay Later (BNPL) é uma grande tendência para o mercado de meios de pagamento da América Latina e promete movimentar a economia da região. Atrelada ao boom do e-commerce e à expansão mundial do modelo, a solução deve crescer muito nos próximos meses.

O BNPL é uma solução de crédito que facilita o parcelamento de bens de baixo e médio valor (como eletrodomésticos). Isso permite que, em países com altas taxas de desemprego, pessoas com baixa renda possam obter bens duráveis e movimentar a economia.

Apesar de ser um produto de crédito e, assim, exigir análise de risco, já existem players – no México, por exemplo – que realizam a avaliação sem examinar dados bancários ou de serviços financeiros. Eles utilizam outras informações, como de telecomunicações, o que permite que desbancarizados ou trabalhadores informais também possam usar o meio de pagamento.

E-commerce em ascensão

Como em todo o mundo, a pandemia acelerou o crescimento do e-commerce também na América Latina e, mesmo com o fim da Covid-19, não há previsão de retrocesso nesse cenário, muito pelo contrário, apenas de ascensão.

A estimativa é que o mercado cresça 29% até 2024 e atinja um valor de US$ 580 bilhões, impulsionado sobretudo por Brasil e México. Isso significa que existe muito espaço para que empreendimentos do setor financeiro também cresçam com soluções e serviços voltados a esse mercado.

Bom momento para novos entrantes estrangeiros

Além da evolução tecnológica nos serviços financeiros, da digitalização dos meios de pagamento e do aumento exponencial do número de fintechs nos últimos anos, o levantamento da Dock destacou também a atuação de empresas estrangeiras no mercado latino-americano.

O panorama de oportunidades para novos entrantes na região pode ser ilustrado por meio da estimativa de que um terço das fintechs do Peru serão estrangeiras em 2022. Ou, ainda, por meio do alto número absoluto de empresas estrangeiras desse segmento no México (91) e da presença de 8% de fintechs internacionais na Colômbia.

 

E os meios de pagamento no Brasil? Aceleração da inclusão financeira e avanço na agenda de inovação dão o ritmo da transformação

Apesar de ainda ter um longo caminho a percorrer em relação à inclusão financeira, o Brasil é o país com a melhor taxa de bancarização entre as maiores economias da América Latina. Além disso, o acesso a bancos e fintechs por meio de contas digitais aumentou significativamente entre 2017 e 2021 no país, atingindo 88% de penetração entre a população.

Contudo, em termos de adoção da internet móvel, o Brasil é o terceiro maior, ou seja, nesse sentido o nível de digitalização ainda precisa melhorar para garantir que, além da possibilidade de ter uma conta, a população possa utilizá-la regularmente para efetuar pagamentos e outras transações. Em 2020, a penetração da internet móvel era de apenas 62%.

Mais especificamente em relação aos meios de pagamento, o estudo mostra que o cartão de crédito é o maior destaque e não para de crescer no país. Tanto no comércio eletrônico quanto nos pontos de venda físicos o seu uso é superior aos demais países analisados pelo estudo Terras de Oportunidades.

 

Principais meios de pagamento no e-commerce no Brasil

  • Cartão de crédito: 43%
  • Carteiras digitais: 17%
  • Cartão de débito: 13%
  • Transferência bancária: 8%
  • Cartão pós-pago: 12%

Principais meios de pagamento no PDV no Brasil

  • Dinheiro: 35%
  • Cartão de crédito: 34%
  • Cartão de débito: 20%
  • Carteiras digitais: 8%
  • Financiamento no PDV: 4%

 

principais meios de pagamento brasil

Por fim, vale destacar que outro meio de pagamento que está crescendo cada vez mais no país, como já mencionamos, é o Pix. Segundo estatísticas do Bacen, foram cerca de R$ 9,5 milhões transacionados em 2021, com aceitação cada vez maior no varejo e no e-commerce.

Esse é um avanço que está diretamente conectado à Agenda BC# – agenda de inovação da instituição, que também inclui outros projetos como o Open Finance e o Real Digital. Ou seja, ainda vamos ver mais transformações ao longo dos próximos anos no mercado brasileiro.

 

Quer conferir o estudo Terra de Oportunidades – Um mapa para os meios de pagamento e digital banking na América Latina na íntegra? Acesse o material aqui!

 

Meios de pagamento na América Latina: há uma grande revolução acontecendo na região

E ela não é apenas na forma como fazemos banking!

Acreditamos que a partir da evolução dos meios de pagamento e da inclusão financeira, teremos um grande progresso social e econômico na América Latina.

Aliás, isso já vem acontecendo. Como exemplo, o avanço da bancarização permitiu que milhares de latino-americanos pudessem receber rapidamente auxílios pagos pelos governos no início da pandemia.

Além disso, os serviços financeiros estão conseguindo chegar cada vez mais onde e para quem não eram comuns – cidadãos com dificuldade de comprovação de renda começam a ter acesso a crédito; pessoas sem comprovante de residência podem abrir contas digitais para realizar transações; micro e pequenos negócios contam com soluções de recebimento que ajudam a acelerar as suas vendas.

Convidamos você a fazer parte dessa transformação com a gente!

 

Meios de pagamento na América Latina: sobre o que falamos neste artigo?

  • Meios de pagamento são as diferentes formas com as quais se pode pagar por um produto ou serviço adquirido. Entre eles estão cartões de crédito e débito, dinheiro em espécie, pagamentos instantâneos, entre outros.
  • A América Latina é uma região de muitas oportunidades para o mercado de pagamentos e banking, por motivos como a alta demanda por inclusão financeira, a crescente digitalização da população e o ambiente de negócios favoráveis a fintechs.
  • A evolução das fintechs na América Latina tem sido um impulsionador para os meios de pagamentos, assim como o modelo de embedded finance, que permite que negócios de diferentes segmentos do mercado se “tornem bancos” e ofereçam soluções financeiras aos seus públicos.
  • Algumas das alavancas para o mercado de pagamentos e banking na América Latina são: educação financeira; novas soluções de crédito como o Buy Now, Pay Later; chegada de novos entrantes internacionais; ascensão do e-commerce e regulamentação.

 

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Em abril desse ano, mais de 30 mil pessoas se reuniram em Miami com um interesse em comum: acompanhar as últimas tendências para Bitcoin e todo o universo relacionado a esta criptomoeda. A ocasião? A Bitcoin Conference 2022, maior evento sobre Bitcoin do mundo!

E nosso time esteve lá, aprendendo e trocando experiências com profissionais e entusiastas de tecnologia e finanças de todo mundo. Neste artigo, queremos compartilhar um pouquinho de tudo que vimos, a partir dos insights selecionados pelo Lucas Zarife, Business Architect da Dock.

Confira a seguir!

 

5  insights e tendências para Bitcoin

É difícil resumir quatro dias de agenda intensa falando sobre temas como legislação, acesso, segurança em criptomoedas e tendências para Bitcoin – além de tantos outros debates relevantes para sua evolução.

Mas, olhando para os desafios latino-americanos e para as oportunidades na região, Lucas Zarife trouxe os 5 tópicos abaixo que valem a nossa atenção:

 

1. A indústria de pagamentos está se movendo na velocidade da luz

À medida que as pessoas decidem fazer parte da nova economia comprando e acumulando bitcoins, novas empresas e novas tecnologias são desenvolvidas e integradas ao ambiente de pagamentos tradicional.

Empresas como CashApp, BitPay e Strike anunciaram novas features em seus aplicativos que permitem ao usuário comprar, armazenar, transferir e gastar bitcoins com muito mais facilidade, através da Lightning Network: protocolo do Bitcoin que promete resolver problemas de escalabilidade com transações gratuitas e praticamente instantâneas.

 

Confira a demonstração de Jack Mallers, CEO da Strike:

 

2. Grandes players procuram custódia institucional

Cada vez mais indivíduos e empresas buscam o Bitcoin para se proteger da inflação. As fintechs e a camada de inovação do mercado estão percebendo essa demanda crescente e correndo para construir um ambiente capaz de integrar o velho mundo financeiro de Wall Street à essa nova economia.

O grande desafio neste momento é lidar com a alta complexidade da tecnologia base (blockchain), e construir todos os controles de segurança e PLD integrados às plataformas. Para isso, as principais características desejadas em uma custódia institucional terceirizada são:

  • Um cofre seguro
  • Um protocolo de custódia transparente
  • “Proof-of-reserve”, ou seja, uma prova pública de que os fundos não estão perdidos, o que é uma característica inerente à blockchain do Bitcoin by design.

 

3. Abrindo as portas para o varejo

Qual é o caminho para que um mercado de 100 bilhões de dólares evolua para um mercado de 1 trilhão, 10 trilhões de dólares e por aí em diante? A resposta passa pelo varejo e tem 3 principais pontos:

  • Acessibilidade: é preciso disponibilizar ferramentas de fácil acesso para empresas e consumidores transacionarem entre si com pouca ou nenhuma fricção.
  • Educação financeira: esse é um ponto-chave no Brasil, por exemplo, um país pioneiro dentro do mercado tradicional, porém que ainda não avançou na mesma velocidade que outros mercados quando falamos de Bitcoin e criptomoedas.
  • Marketing simples, produto simples: por meio de uma comunicação clara e fortes parcerias, o mercado deve prover acesso simples às ferramentas necessárias para o acúmulo de capital (poupança) e a criação de riqueza com o Bitcoin.

 

Veja o painel da Bitcoin Conference 2022 que aprofundou o debate sobre o tema:

 

4. Regulações estão a caminho, e elas prometem abrir o mercado para a inovação

Kevin O’Leary, um dos investidores mais famosos dos Estados Unidos e participante do famoso programa de TV “Shark Tank”, apresentou um painel muito encorajador e otimista a respeito das regulações e políticas que estão a caminho para a indústria.

A principal preocupação dos reguladores com o Bitcoin é o seu consumo energético.

A “prova de trabalho” (ou abreviado em inglês PoW) é um mecanismo de consenso interno que gera um alto consumo energético por parte dos mineradores, porém é absolutamente necessário para proteger o Bitcoin de ataques, garantir a sua descentralização e o seu valor econômico.

Sabendo disso, grandes players como a Black Rock estão puxando a indústria na direção da mineração de bitcoins com energias renováveis como solar, eólica e hidráulica. Isso tornará a produção de novos bitcoins muito mais limpa e aderente com as políticas de ESG, abrindo caminho para que bilhões de dólares entrem com segurança nesse mercado.

 

5. Bitcoin, not blockchain

Apesar do evento contar com a presença de algumas empresas que trabalham com DeFis (finanças descentralizadas) e outras blockchains, o foco do evento foi de fato no Bitcoin, e não em outras criptomoedas.

Enquanto as outras criptomoedas ainda buscam provar a sua utilidade e aplicação na resolução de problemas do mundo real, o Bitcoin mantém-se como a criptomoeda mais relevante devido à sua simplicidade e propósito único: ser um dinheiro digital peer-to-peer.

O Bitcoin é um protocolo publicamente auditável, e pertence a ninguém e ao mesmo tempo a todos os seus participantes. Ele nada mais é do que um livro contábil distribuído em milhares de máquinas no mundo todo, e por isso é praticamente indestrutível.

Com o seu limite fixo integrado ao protocolo de 21 milhões de moedas, ele atende à necessidade tecnológica de ser um dinheiro programável construído para o século 21, mantendo as propriedades econômicas que tornaram o ouro a camada base de valor econômico do mundo por muitos séculos.

Por esses e muitos outros motivos, a atenção da maioria dos painelistas e dos participantes estava direcionada à integração dessa nova forma de dinheiro sólido em todas as esferas da sociedade, e não na utilização da tecnologia base (blockchain) para tentar construir outras aplicações.

 

Quer mergulhar no conteúdo da Bitcoin Conference 2022 e se aprofundar em tendências para Bitcoin?

Confira essa playlist da Bitcoin Magazine com os principais debates e painéis do evento.

O futuro do Bitcoin e das criptomoedas é promissor. E nós queremos fazer parte dele!

Segundo a pesquisa State Of Blockchain 2021, da CB Insights, os investimentos em startups de criptomoedas cresceram 713%. E já são mais de 15 bilhões de dólares em bitcoins alocados por empresas de capital aberto em seus portfólios de investimentos.

Com tanto volume circulando neste mercado, o futuro dos criptoativos soa promissor. E, é importante ressaltar: as criptomoedas não são mais apenas interesse de poucos entusiastas, mas sim uma forma de transacionar valores com potencial de engajar um alto volume de usuários, dos mais diversos perfis.

Por isso, na Dock estamos sempre de olho nas tendências para Bitcoin e outras criptmoedas – nosso objetivo é decodificar essa tecnologia para ajudar os nossos clientes a explorarem oportunidades e impulsionarem seus negócios.

Em breve prometemos anunciar novidades por aqui!

 

Resumo: tendências para Bitcoin a partir do evento Bitcoin 2022

  • Quando falamos em tendências para Bitcoin, precisamos mencionar o Lightning Network: uma nova tecnologia integrada à indústria de pagamentos que promete acelerar e baratear as transações de bitcoins;
  • A busca por Bitcoin aumentou com a alta da inflação, trazendo às fintechs desafios de segurança e integração para atender à demanda dos grandes players por custódia internacional;
  • Acessibilidade, educação financeira e marketing são fundamentais para empresas do setor financeiro que desejam escalar o crescimento e aproveitar as oportunidades com as tendências para Bitcoin;
  • A mineração de Bitcoins com energias renováveis trará aderência às políticas de ESG, abrindo caminho para a entrada de bilhões de dólares no mercado;
  • Os investimentos em criptomoedas continuam crescendo, e o Bitcoin mantém-se como a mais relevante delas.

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O ano de 2022 promete ser de avanços ainda mais acelerados em pagamentos e banking. Velocidade da transformação digital, novos meios de pagamento e transformação trazida pelo Open Finance são alguns dos temas que puxam essa evolução e guiam as tendências para o mercado financeiro.

 

E por que olhar para o tema das tendências para o mercado financeiro? Elas possibilitam antecipar cenários futuros em um mundo que está em constante transformação e ajudam a guiar tanto os incumbentes quanto as fintechs no desenvolvimento de soluções que estejam alinhadas às próximas iniciativas inovadoras do setor de pagamentos e banking.

Aqui na Dock estamos constantemente bebendo de diversas fontes para acompanhar essas tendências e, uma delas é a futurista e pesquisadora Amy Webb, Diretora do The Future Today Institute, que faz parte da Escola de Negócios da Universidade de Nova Iorque. Todos os anos, ela apresenta o Tech Trends Report, um estudo fundamental sobre as tendências que vão moldar o futuro e que provavelmente vão redefinir as formas de atuação das empresas daqui para frente.

Recentemente, o conteúdo da 15ª edição foi divulgado no evento SXSW, apontando tendências estratégicas de tecnologia, com uma seção de insights específicos para pagamentos. Neste artigo, selecionamos alguns deles que têm impacto bastante significativo na América Latina. Conheça a seguir:

 

Tendências para o mercado financeiro: quais são as principais para 2022?

Abaixo, destacamos as 6 principais tendências para o mercado financeiro destacadas pelo Tech Trends Report. Muitas delas já estão se desenvolvendo nos últimos anos — principalmente pelo avanço digital provocado pela pandemia —, mas encontrarão um amadurecimento maior a partir de 2022.

 

1. Carteiras digitais

  • Estima-se que 4,4 bilhões de consumidores globais farão compras com uma carteira digital até 2023, representando 52% dos pagamentos de comércio eletrônico globalmente.
  • 1,6 bilhão de consumidores globais pagarão por carteiras digitais no ponto de venda (PDV) em 2023, representando 30% dos pagamentos nos PDVs.

Uma carteira digital é uma versão virtual da sua carteira diária. Ele armazena os vários tipos de pagamento de um usuário – cartões de crédito, cartões de débito, informações de contas bancárias, cartões de fidelidade e muito mais – em um aplicativo ou navegador que pode ser acessado fácil e rapidamente online ou na loja para efetuar um pagamento.

Ou seja, em um mundo cada vez mais digital e integrado, as carteiras digitais são um vetor de como as finanças podem ser orgânicas na rotina dos usuários de meios pagamento. Por isso, a tendência para o setor financeiro é de que elas se popularizem de forma acelerada neste e nos próximos anos.

 

2. BNPL

Buy Now, Pay Later” (BNPL) significa, em português, “comprar agora, pagar depois”. E é simples de entender: essa solução de crédito permite que o cliente compre um item no varejo agora e depois pague em parcelas ao longo do tempo.

No entanto, os grandes varejistas vêm introduzindo o BNPL como um método de pagamento com a mesma flexibilidade para qualquer compra, não importa quão pequena. E espera-se que a tendência em direção ao BNPL se acelere na América Latina.

BNPL, inclusive, tem sido visto como o método de pagamento “no lugar certo na hora certa” e uma das razões para o seu crescimento é a sua disponibilidade online. Anteriormente, os pagamentos parcelados eram basicamente um plano de pagamento autônomo oferecido na loja no ponto de venda. Agora, são disponibilizados por meio de plataformas conectadas a diferentes marcas do varejo.

 

3. Pagamentos por QR Code

Os QR Codes continuam a crescer como um método de pagamento popular, seguro e fácil.

Embora as taxas de adoção do QR Code variem de acordo com o país – por exemplo, 70% de taxa de uso na China e apenas 8% no Japão – o mercado deve crescer significativamente em todos os países nos próximos anos.

Até 2025, espera-se que os usuários de pagamento por código QR ultrapassem 2,2 bilhões, o que equivale a 29% de todos os usuários de telefones celulares em todo o mundo.

Ao longo da jornada do comprador, as empresas estão usando QR Code de maneiras inovadoras para gerar vendas adicionais e melhorar a experiência do cliente.

Por exemplo, influenciadores de mídia social que usam plataformas de vídeo e streaming para demonstrar produtos estão exibindo QR Codes para que os espectadores possam comprar o produto com um clique.

As marcas estão incorporando esse código em seus materiais de marketing não digital, como anúncios impressos e comerciais de TV, para que os consumidores possam fazer uma compra com facilidade.

Além disso, os restaurantes estão usando códigos QR para permitir que os clientes visualizem um menu, façam um pedido e paguem por sua refeição sem esperar por um atendente. Por fim, os varejistas estão usando a tecnologia nas etiquetas para oferecer descontos, incentivando os consumidores a fazer uma compra.

Conseguiu visualizar como essa tecnologia faz parte do nosso cotidiano e se consolida como uma forte tendência para o mercado financeiro?

 

4. Pagamento por link e fatura digital

O pagamento por link permite que as empresas criem links personalizados instantâneos para enviar aos clientes para iniciar pagamentos online. Os usuários podem, então, pagar usando seu método de pagamento preferido.

Esses links facilitam o uso de qualquer canal, incluindo mensagens de texto, e-mail, mídia social e plataformas de mensagens (como o WhatsApp), para aceitar pagamentos online.

Na América Latina, onde temos um alto volume de pequenos negócios e autônomos, essa tendência para o mercado financeiro representa também um importante papel para inclusão financeira e evolução desses negócios.

 

5. Inteligência Artificial e Machine Learning

O setor pagamentos e banking também foi um dos pioneiros a adotar a Inteligência Artificial  (IA), onde seu papel na automação de processos repetitivos, avaliação de risco e prevenção a fraudes está bem estabelecido.

Durante a pandemia, quase metade de nós fizemos mudanças significativas na maneira como nos relacionamos com os bancos e as fintechs. Isso significa que, à medida que avançarmos em 2022, veremos um aumento nos casos de uso para entender e responder às mudanças no comportamento do cliente.

 

6. Blockchain

Blockchains por suas características de criptografia e descentralização são extremamente disruptivos para o setor de pagamentos e banking, que tradicionalmente tem sido centralizado e governado pelos proprietários dos incumbentes ao lado de reguladores, como governos e bancos nacionais. E é por isso que seguem como uma das tendências para o mercado financeiro em 2022!

Os Blockchains também são potencialmente extremamente benéficos, oferecendo a chance de simplificar a infraestrutura ao mesmo tempo em que eliminam fraudes. Por meio dessa tecnologia, por exemplo, constantemente novas moedas digitais são criadas dentro do mercado financeiro. 

 

tech trends report

Acesse o Tech Trends Report na íntegra

 

Acompanhar as tendências para o mercado financeiro é contribuir para que as finanças sejam mais orgânicas

Na Dock, acreditamos que acompanhar as tendências e buscar estar um passo à frente em relação a elas é essencial para construir um universo financeiro cada vez mais orgânico e sem amarras.

Estamos constantemente acompanhando e atualizando nossa plataforma de soluções de Digital Banking, Cards, Acquiring e Risk & Compliance para que nossos clientes possam também evoluir seus negócios junto a essas tendências, disponibilizando aos seus clientes experiências excelentes em pagamentos.

Quer saber mais sobre como fazemos isso? Assista ao nosso vídeo manifesto:

 

 

Resumo sobre as principais tendências para o mercado financeiro a partir do Tech Trends Report:

  • O Tech Trends Report aponta todos os anos as principais tendências para o universo da tecnologia, incluindo insights para pagamentos e banking.
  • Entre as principais tendências para o mercado financeiro estão a evolução das carteiras digitais, pagamentos por link e por QR Code, avanço do modelo de BNPL e uso das tecnologias de Blockchain e Inteligência Artificial.
  • A tendências para o mercado financeiro estão relacionadas à digitalização da sociedade e a busca por soluções financeiras cada vez mais integradas à vida cotidiana e orgânicas a tudo o que fazemos.
  • Na América Latina, tendências para o mercado financeiro como BNPL e links de pagamento contribuem para a inclusão financeira e evolução dos negócios.

A implementação do Sistema Financeiro Aberto no Brasil teve início em fevereiro de 2021 e atualmente está na 4ª e última fase, que autoriza as instituições financeiras a compartilharem dados de produtos e serviços como seguros, investimentos, câmbio, entre outros. Diante da ampliação nas possibilidades de troca de informações, o Banco Central atualizou a nomenclatura do Open Banking para Open Finance. O que isso significa?

 

Bem mais do que uma estratégia de naming, é a adoção de um conceito que representa uma transformação mais ampla no mercado, incluindo não apenas incumbentes, mas outros players que oferecem serviços financeiros. Com a resolução aprovada pelo Banco Central do Brasil (BCB), por meio do Conselho Monetário Nacional (CMN), será criado um marco regulatório para a troca de dados entre bancos, seguradoras e demais empresas de serviços financeiros.

 

O que é e para que serve o Open Finance?

Primeiro, é importante esclarecer a diferença entre os dois conceitos. O BCB já havia anunciado a mudança de nome mesmo antes da resolução ser aprovada, mas no Brasil muitas instituições do setor e da imprensa seguem utilizando Open Banking para designar o projeto. Portanto, é possível que o mercado permaneça usando os dois termos, ao menos por algum tempo.

 

Open Banking, o “banco aberto”

Open Banking é um modelo que propõe a abertura do sistema bancário e o compartilhamento, mediante consentimento, de informações dos usuários entre diferentes instituições. No modelo pré-Open Banking, os dados dos clientes são de posse exclusiva das instituições bancárias, que detêm a conta ou o produto ofertado.

A ideia do “banco aberto”, na tradução literal do termo em inglês, é permitir que os clientes movimentem as suas contas por meio de diferentes plataformas e migrem com mais facilidade de um banco para outro, levando consigo todo o histórico de contratação de produtos financeiros e relacionamento.

A principal referência de Open Banking é o sistema do Reino Unido, que teve o seu pontapé oficial em 2018 e hoje conta com mais de 4,5 milhões usuários regulares, incluindo 3,9 milhões de consumidores e mais de 600 mil pequenos negócios (de acordo com a Open Banking Implementation Entity).

 

Open Finance e a inclusão de fintechs e players de outros mercados

Já o conceito de Open Finance é um pouco mais amplo: trata-se, de fato, da abertura do sistema financeiro como um todo.

Isso significa que, além dos bancos, outras organizações do mercado também poderão compartilhar serviços e informações. Ou seja, esse modelo visa possibilitar não somente um fluxo de dados entre bancos e fintechs, mas também entre outros players que oferecem serviços financeiros — corretoras de seguro, varejistas, indústrias, companhias de câmbio, fundos de previdência, entre outros.

De acordo com os especialistas, podemos pensar, portanto, no Open Finance como uma evolução do Open Banking. Tanto que mesmo o já bem-sucedido sistema britânico está caminhando nesse sentido e deve se tornar “Open Finance” em breve.

No Brasil, essa característica mais ampla tem um aspecto importante, pois contribui diretamente para a inclusão financeira, ao permitir a participação desses players que já possuem um relacionamento mais próximo com seus públicos – como o varejo – e que poderão estreitar ainda mais esses laços oferecendo soluções mais competitivas.

 

Open Finance: modelo brasileiro será um dos mais completos do mundo

Pela descrição que vimos acima, fica claro que, por mais que tenha se difundido inicialmente como Open Banking, o projeto em andamento no Brasil segue o modelo do Open Finance.

A substituição é justificada pela maior abrangência de escopo do modelo brasileiro — que não inclui apenas bancos e que tem sido apontado pelos especialistas como um dos mais amplos do mundo, colocando o Brasil em posição de vanguarda nesse quesito. Por aqui, fintechs e outras instituições não bancárias, portanto, já estão cadastradas para participar do sistema.

Além disso, com a atualização do tratamento regulatório para essa nova nomenclatura, o BCB espera facilitar no público geral o entendimento da iniciativa. E vem dialogando com o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para possibilitar que os usuários do Open Insurance participem do Open Finance.

 

O que o Open Finance brasileiro trará para os usuários de soluções financeiras?

Considerando que nosso modelo de Open Banking atua, sobretudo, no sentido de ampliar e melhorar a experiência do cliente, podemos citar como benefícios do Open Finance para o usuário final fatores como:

 

  • Poder de decisão sobre como suas informações pessoais e seu histórico financeiro são utilizados;
  • Portabilidade de dados de uma instituição para outra, possibilitando customização dos serviços;
  • Possibilidade de movimentar contas e integrar soluções a partir de plataformas diferentes;
  • Liberdade e autonomia para migrar de forma simples ou adquirir produtos ou serviços de outras instituições com menos burocracia;
  • Melhor experiência no atendimento e na contração de serviços.

 

Porém, além dessas vantagens para o público em geral, o Open Finance traz boas perspectivas quanto à competitividade dos negócios no mercado financeiro. Inclusive, a previsão é que junto ao Pix, o modelo contribua de forma importante para a recuperação da economia no pós-pandemia.

Ou seja, este sistema chega em boa hora para simplificar as transações e impulsionar as trocas.

 

Neste vídeo do canal oficial do Banco Central no YouTube, há uma explicação rápida e prática que ajuda a entender a iniciativa:

 

Próximos passos do Open Finance no Brasil

O BCB deve aprovar, até 30/06/2022, a estrutura definitiva de governança do Open Finance. A partir dela será feito o monitoramento do compartilhamento de informações no sistema, etapa fundamental para definir as punições para instituições financeiras que apresentarem falhas de segurança, por exemplo.

Portanto, ainda existe um caminho burocrático a ser percorrido para que os benefícios do Sistema Financeiro Aberto sejam percebidos pelos usuários e pelo mercado em geral.

De acordo com o cronograma do BCB, a 4ª fase do Open Banking será concluída em 2022. A última etapa desta fase corresponde justamente ao Open Finance. Entenda melhor:

 

  • A primeira etapa da implementação do Open Finance no Brasil teve início em fevereiro de 2021. Neste primeiro momento, os bancos disponibilizaram informações sobre canais de atendimento, tarifas, produtos e serviços relacionados à poupança, depósito à vista, contas de pagamento ou operações de crédito, empréstimos e financiamentos.
  • A partir de 13 de agosto de 2021, as instituições iniciaram o compartilhamento de dados de cadastro de clientes e representantes. Portanto, já estamos falando de dados mais sensíveis, que requerem consentimento dos usuários para serem compartilhados.
  • A terceira fase, iniciada em 29 de outubro de 2021, consiste no compartilhamento dos serviços de iniciação de transação de pagamento ou de oferta de crédito. A partir dessa etapa, os clientes já podem pagar contas e fazer transferências por meio de aplicativos intermediários e não mais somente utilizando as ferramentas da sua instituição.
  • Por fim, a quarta fase foi iniciada em 15 de dezembro de 2021, quando dados para operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar, entre outros, foram disponibilizados pelas instituições financeiras. A partir de 31 de maio de 2022, o consumidor poderá autorizar o compartilhamento de dados referentes a este escopo.

 

Transformação no sistema financeiro

O Open Finance tem tudo para gerar mudanças significativas na economia e na própria sociedade brasileira, trazendo inclusão ao sistema financeiro. A expectativa é de que o consumidor tenha acesso a uma nova forma de se relacionar com instituições financeiras e suas soluções, usufruindo de maior liberdade na escolha de serviços e produtos e melhor experiência de uso.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou até mesmo a comparar o novo sistema financeiro à internet e as mudanças que trouxe nesses últimos anos.

Na Dock, também somos otimistas em relação a esse potencial de transformação e estamos fazendo a nossa parte para decodificar o universo financeiro, permitindo a entrada de diferentes players no mercado e ajudando a impulsionar negócios por meio de tecnologia que torna finanças mais simples e orgânicas!

Open Finance no Brasil: o que você viu nesse artigo?

  • Open Finance é um modelo de Sistema Financeiro Aberto mais amplo que o Open Banking, pois inclui, além das instituições bancárias, outros players como fintechs, corretoras de seguro, varejistas, indústrias, companhias de câmbio, fundos de previdência, entre outros.
  • O Banco Central anunciou a substituição do nome do sistema em implementação no Brasil de Open Banking para Open Finance em razão da amplitude do modelo brasileiro, considerado um dos mais completos do mundo.
  • Entre as vantagens do Open Finance para os consumidores, estão maior autonomia sobre seus dados pessoais e histórico financeiro, com a possibilidade de migrá-los para outra instituição. Isso resulta em soluções financeiras customizadas de menor burocracia.
  • Para o mercado, o Open Finance traz boas perspectivas no aumento da competitividade, que deve impulsionar a inovação. É também um dos fatores que deve contribuir para a retomada econômica no pós-pandemia.

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Já se foi o tempo em que apenas os bancos e instituições financeiras podiam oferecer cartão de crédito aos seus clientes. Um bom exemplo disso é o cartão de crédito white label, uma opção muito interessante para empresas de diversos setores e fintechs que querem ofertar seu próprio cartão de crédito aos seus consumidores.

Mas você sabe o que significa esse termo e o que ele representa para os negócios? Continue neste artigo para saber as principais vantagens do cartão de crédito white label para as empresas.

 

O que é cartão de crédito white label?

O cartão de crédito white label é um cartão que pode ser oferecido por empresas de diversos setores diretamente aos seus clientes, com a marca e o design próprios da empresa.

Embora existam variações de cartão de crédito white label, este formato geralmente inclui uma bandeira de cartão amplamente aceita, como Visa, Mastercard e Elo, por exemplo.

Isso permite que o cliente utilize o cartão de crédito em diferentes estabelecimentos, da mesma forma que o tradicional cartão de crédito fornecido pelo banco.

 

Entendendo o termo white label

A ideia por trás do termo white label é simples: por meio de uma marca ou etiqueta branca, tradução livre para o termo, as empresas podem expandir sua atuação no mercado oferecendo serviços financeiros aos seus clientes de forma terceirizada.

Assim, é possível oferecer um cartão de crédito diretamente aos clientes com a estrutura completa fornecida por uma empresa especializada em tecnologia para serviços financeiros.

 

Leia também: Fintech as a Service: como o modelo impulsiona o mercado de meios de pagamento

Quais as vantagens do cartão de crédito white label para as empresas? 


Reforço de marca

Quando uma marca cria um cartão white label, uma das maiores vantagens é o reforço dessa marca em toda a solução oferecida ao seu cliente.

Em outras palavras, o cartão de crédito white label terá a cara da marca que oferece esse serviço aos seus clientes. Isso inclui sua logo, seu design, o layout desejado e até o uso do aplicativo dessa empresa para gestão e controle dos gastos.

Assim, para o cliente, essa empresa é a criadora do cartão, o que traz credibilidade e reforço da marca no mercado.

 

Mais vendas

Oferecer um cartão de crédito white label diretamente aos clientes também pode impulsionar as vendas de um estabelecimento.

Isso porque quando uma empresa concede crédito ao consumidor, ele automaticamente ganha mais poder de compra. Além disso, as chances de que esse cliente retorne a este estabelecimento também crescem consideravelmente.

Seja para realizar o pagamento da fatura ou para adquirir novos produtos com condições especiais, é muito comum que o cliente tenha preferência por essa marca e crie um relacionamento duradouro com ela.

 

Novas fontes de receita

O cartão de crédito white label também pode trazer novas linhas de receita para a empresa por meio de taxas ou tarifas que podem ser atreladas ao cartão.

Além disso, a empresa também pagará menos taxas de cartão de crédito, algo relevante principalmente para empresas com um alto volume de vendas.

 

Clientes mais satisfeitos

Oferecer um cartão de crédito diretamente aos clientes é uma ótima saída para deixá-los mais satisfeitos e fiéis a uma marca.

Com a gestão dos dados e o acompanhamento das transações realizadas por esses clientes, é possível criar campanhas mais direcionadas e assertivas. Além de oferecer recompensas, descontos exclusivos e outros benefícios que elevam a experiência do seu cliente e o deixa mais satisfeito com essa marca.

 

Leia também: Onboarding digital: muito além da digitalização do papel

 

Quais setores podem emitir um cartão de crédito white label?

A verdade é que empresas de todos os setores podem oferecer um cartão de crédito com sua própria marca a seus clientes e colaboradores.

Atualmente, esse serviço já é muito comum entre grandes empresas de varejo, por exemplo. Com um alto volume de clientes e recorrência de compras, essas empresas têm muito a ganhar ao oferecer um cartão com sua própria marca diretamente aos seus clientes.

Ainda assim, empresas de segmentos mais especializados, como transporte, agronegócio e telecomunicações, também encontram muitos benefícios neste tipo de oferta.

No final das contas, esse é um recurso que permite que empresas de diversos setores unam expertises e participem de uma verdadeira transformação financeira no país – além de, é claro, impulsionarem seus negócios com novas oportunidades de ganhos e expansão.

 

No varejo, outra grande oportunidade é o Buy Now, Pay Later. Faça download do material para entender melhor o potencial dessa solução de crédito

 

Como uma empresa pode ter seu próprio cartão de crédito white label?

Em resumo, as empresas possuem dois caminhos para oferecer um cartão de crédito com sua própria marca aos seus clientes.

Primeiro, a companhia pode fazer todo o processo por conta própria. Para isso, é necessário cumprir com diversas questões regulatórias do Banco Central (BCB), adquirir licenças de bandeira de cartão, ter uma infraestrutura tecnológica robusta e times especializados, entre outras atribuições.

Além de exigir times especializados e um alto custo operacional, o caminho por conta própria pode ser longo, sendo necessário aguardar muitos meses ou até anos para a conclusão de todo o processo.

O segundo caminho é por meio de parcerias estratégicas com empresas que oferecem os serviços financeiros e tecnológicos para a emissão de cartões white label.

Por meio dessas parcerias, empresas de todos os tamanhos e segmentos podem oferecer produtos e serviços financeiros diretamente para seus clientes, como um cartão de crédito, com a sua própria marca.

 

Como escolher a melhor parceria para emitir cartão white label?

Para escolher a melhor parceira para emitir os cartões de crédito white label, é importante analisar diversos fatores deste negócio. Os principais se referem à tecnologia, expertise no setor financeiro e processo antifraude.

  • O ideal é que a empresa ofereça API’s abertas, nativas e documentadas, para melhor flexibilidade e gestão da sua solução.
  • Ter uma solução completa que atue de ponta a ponta – do processamento da avaliação de crédito à cobrança e emissão de faturas – é a próxima recomendação.
  • Já a tecnologia e infraestrutura de prevenção à fraude é outro aspecto primordial para a segurança dos dados da empresa e de seus clientes, especialmente quando falamos em transações financeiras digitais.
  • Por fim, o ideal é que a empresa parceira tenha muita expertise no setor financeiro. Assim, a empresa também ganha um trusted advisor dentro deste novo segmento de atuação.

 

Como a Dock apoia as empresas na emissão de cartão de crédito white label

 A Dock é uma empresa líder em tecnologia para serviços financeiros na América Latina, incluindo a emissão de cartão de crédito white label.

Nos últimos anos, grandes empresas latinoamericanas de varejo, telecomunicações e fintechs já escolheram a Dock como parceira para emitir seu cartão white label.

Nossa alta tecnologia, expertise no negócio e licenças das principais bandeiras do mercado nos permitem oferecer uma solução completa e de rápida implementação. Assim, qualquer empresa pode emitir cartões aos seus clientes em poucos meses.

Enquanto a Dock trabalha em toda parte tecnológica, burocrática e antifraude durante o ciclo completo do processamento do cartão, as empresas podem focar em seus negócios e na experiência de seus clientes.

O cartão chegará para os clientes apenas com a marca da empresa que solicitou a emissão dos cartões, sem que eles saibam da atuação da Dock em toda parte burocrática e tecnológica.

 

Quer saber mais sobre nossa atuação? Assista ao vídeo e conheça nossas soluções:

Qual a diferença entre cartão white label e private label?

 Você já ouviu falar em cartão private label? Caso tenha dúvidas de qual modelo atende melhor os objetivos da sua empresa, explicamos neste artigo a diferença entre cartão private label e white label.

 

Resumo: cartão de crédito white label

  • O cartão de crédito é um dos meios de pagamento mais utilizados pelos consumidores. Por isso, muitas empresas buscam oferecer cartão de crédito white label diretamente aos seus clientes.
  • O cartão de crédito white label é um cartão bandeirado que pode ser utilizado nas lojas da própria empresa solicitante e também em outros estabelecimentos que o cliente desejar.
  • Entre as principais vantagens para as empresas estão o reforço da marca, aumento nas vendas, inclusão de novas fontes de receita, redução de custos, fidelização e satisfação dos clientes.
  • Empresas dos mais variados setores podem oferecer um cartão white label aos seus clientes.
  • A Dock oferece uma solução completa para emissão de cartão de crédito white label para empresas de todos os tamanhos e segmentos. Conheça nossas soluções de Digital Banking e Cards.

Quer saber mais sobre o universo de meios de pagamento white label?

Se você acompanha de perto o mercado de pagamentos e banking, não temos dúvidas de que já ouviu falar e está de olho no modelo Buy Now, Pay Later. Não é por acaso, essa é uma das oportunidades da vez no setor, com ótimas perspectivas para ajudar a acelerar a inclusão financeira e o acesso a crédito, além de impulsionar negócios.

 

Também conhecido pela sigla BNPL (em bom português, “compre agora, pague depois”), este modelo faz referência a uma categoria de soluções de pagamento que, como o nome indica, permite aos clientes comprar algo no presente e pagar no futuro.

Mas, na prática, como isso funciona? Na maioria das vezes, são compras online que podem ser pagas em uma única parcela ou em prestações, sem juros para financiamentos de curto prazo.

Contudo, a grande diferença do BNPL em relação ao crédito ou ao parcelamento tradicional é que os varejistas recebem o valor integral e adiantado, apenas com o desconto da taxa cobrada pelo provedor para habilitação e/ou manutenção do meio de pagamento.

 

Buy Now, Pay Later: um modelo com crescimento exponencial

Principalmente em função dessa grande vantagem, mas também por conta da aceleração da digitalização impulsionada pela pandemia, o modelo Buy Now, Pay Later cresceu muito nos Estados Unidos e em países da Europa nos últimos tempos.

Para se ter uma ideia, superou até mesmo o índice de crescimento das transferências bancárias e das carteiras digitais, como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay (Fonte: PYMNTS.com and PayPal).

 

Neste sentido, é preciso destacar alguns números interessantes do Buy Now, Pay Later:

  • Atualmente, o BNPL é o meio de pagamento que mais cresce nos considerados países desenvolvidos, de acordo com a pesquisa de PYMNTS.com e PayPal;
  • O BNPL é mais popular entre os grupos mais jovens: a previsão do eMarketer é que o uso em 2022 por geração seja de 44% da Geração Z, 37% Millenials, 23% Geração X e 9.4% Baby Boomers;
  • As principais razões de utilização do BNPL são a facilidade e a conveniência, sobretudo porque não há longas verificações de crédito e o método é completamente integrado à jornada de compra e à experiência de checkout;

Fonte: Finder.com

  • A IBIS World prevê que a receita desse setor de pagamentos crescerá 9,8% ao ano nos próximos cinco anos, ultrapassando US$ 1 bilhão;
  • A estimativa é de que as compras online através do BNPL cheguem a US$ 680 bilhões em 2025, um aumento de 92% em relação a 2019 (Kaleido Intelligence).

E quem está navegando na crista dessa onda, como era de se esperar, são as fintechs, que logo saíram na frente. Recentemente, porém, estamos vendo também alguns bancos e outras gigantes do setor de pagamentos, como PayPal e Visa, entrarem nessa disputa.

Inclusive, para a expansão do modelo By Now Pay Later pelo mundo e o seu estabelecimento na América Latina, é importante que cada vez mais players ofereçam esse tipo de solução.

 

Como funciona o Buy Now, Pay Later?

Ao contrário de outros tipos de pagamento, os clientes geralmente são expostos ao BNPL em diferentes pontos da jornada do comprador. Por exemplo, ao navegar por produtos online, eles podem ver o preço da parcela do BNPL na página do produto, o que ajuda a tornar a compra mais acessível.

Os consumidores também podem escolher o BNPL no checkout. Além disso, alguns emissores e instituições financeiras estão oferecendo o “compre agora, pague depois” para que os titulares de cartões possam pagar por transações específicas em parcelas, permitindo que eles gerenciem melhor o fluxo de caixa e evitem taxas atrasadas.

 

O DNA do Buy Now, Pay Later na América Latina

Com o grande e contínuo crescimento do comércio eletrônico nos países da região, a expectativa é de que o Buy Now, Pay Later também comece a se expandir rapidamente por aqui.

O ainda baixo índice de bancarização dos latino-americanos e a falta de acesso ao sistema financeiro cada vez mais digital acaba por limitar muito o poder de compra online desses usuários. E não estamos falando de uma pequena parcela da população, mas sim, segundo o Banco Mundial, 55% dos adultos da região.

Vale lembrar que, para adquirir algo pela internet hoje, a pessoa que não tem uma conta digital ou um cartão deve pagar através de meios alternativos baseados em dinheiro. No Brasil, por exemplo, temos o boleto, enquanto no México, existe um sistema de vouchers administrado por meio de lojas de conveniência locais – todos meios que demandam saldo em conta.

Há, portanto, um cenário promissor na América Latina para o surgimento de soluções Buy Now, Pay Later, permitindo a quem não tem condições de realizar o pagamento no momento da compra passe a ter acesso ao comércio eletrônico.

 

Falta de dados ainda é desafio a superar

No entanto, apesar do grande espaço e mesmo da necessidade existente de avanço nesse sentido, a região enfrenta um grande desafio que impede uma expansão mais acelerada do Buy Now, Pay Later: a falta de dados.

Para oferecer crédito, o modelo do BNPL se baseia em um sistema robusto de informações, pois os seus algoritmos são construídos com base em dados para, assim, poder reconhecer a qualidade de pagamento de um usuário. Nos países latino-americanos, infelizmente, a qualidade do fluxo de dados em torno das pessoas ainda é escassa, o que dificulta o desenvolvimento dos perfis de crédito.

Nesse caso, os players estão tendo que dar um passo atrás e buscar informações de compras e pagamentos recorrentes ou outros dados por meio dos quais se possa construir os algoritmos ou investir em melhorar os sistemas de informações já existentes.

 

Por que o BNPL vai crescer ainda mais rápido?

Embora existam desafios como a falta de dados, já estamos vendo fintechs e players de outros setores (como o próprio varejo) trabalhando para oferecer soluções cada vez mais aprimoradas de Buy Now, Pay Later para o mercado latino-americano – o que indica que o modelo vai ganhar espaço de forma acelerada nos próximos tempos por aqui.

E essa velocidade será impulsionada por uma série de fatores que estão interferindo de modo relevante no atual movimento do ecossistema de pagamentos e banking da região:

 

Evolução da digitalização e bancarização da população

Os índices de bancarização nos países latino-americanos apresentaram um enorme salto nos últimos tempos, o que é um importante indício de uma nova realidade para essas nações.

Além disso, a digitalização resultante da pandemia de Covid-19 e o consequentemente crescimento do e-commerce e retomada da economia são mudanças irreversíveis e, logo, a tendência é que as compras online somente aumentem a cada dia.

 

Potencial do Embedded Finance e impacto no BNPL

O Embedded Finance demonstra um grande potencial para levar o Buy Now, Pay Later para o varejo físico.

Por meio desse movimento, empresas que não atuam necessariamente no setor financeiro podem passar a oferecer soluções como o BNPL para a sua base de clientes e usuários – e os varejistas estão no topo dessa lista.

 

Avanço do Open Banking impulsiona o Buy Now, Pay Later

Além de países como México e Brasil já terem iniciado a implantação do Open Banking, outras nações da região também já estão avançando na questão.

Além do sistema financeiro aberto contribuir para a questão do compartilhamento de dados dos usuários e facilitar a expansão do BNPL nesse sentido, o modelo também garante uma maior facilidade em oferecer crédito para as empresas.

Maior confiança dos usuários

Outro ponto que deve colaborar para o estabelecimento do Buy Now, Pay Later na América Latina é a crescente confiança dos usuários em contratar serviços financeiros fora das instituições tradicionais.

Com um número cada vez maior de fintechs da região e empresas de outros segmentos se destacando e oferecendo serviços inovadores e competitivos, cada vez mais os consumidores passam a aderir e se beneficiar dessas soluções.

 

O comércio social se torna um jogador importante

Foi-se o tempo em que as redes sociais eram apenas um lugar para conversar com os amigos. Comprar através das redes sociais tornou-se uma parte crucial do processo de compra online. Na verdade, espera-se que seja responsável por US$ 84 bilhões em vendas no varejo nos EUA até 2024. Além disso, 40% dos consumidores da geração Y e da geração Z dos EUA já usam social media para fazer compras.

 

BNPL: uma transformação para acompanhar de perto!

Não há dúvidas de que o Buy Now, Pay Later promete transformar muito em breve o ecossistema de pagamentos e banking latino-americano, não é? E isso pode significar a abertura de um rol de oportunidades para diferentes players – e não apenas para quem já faz parte do setor.

Um tema para ficarmos de olho em seus desdobramentos e impacto para o setor! Quer saber mais? Faça download do estudo realizado pela nossa equipe de Research:

 

 

Um resumão sobre Buy Now, Pay Later:

  • O Buy Now, Pay Later é uma solução de pagamento que permite “comprar agora e pagar depois”, usada principalmente em compras online que podem ser pagas em única parcela ou em prestações sem juros para financiamentos de curto prazo.
  • O BNPL é o meio de pagamento que mais cresce, atualmente, no mundo desenvolvido e a previsão é que continue em crescimento exponencial até 2025.
  • Apesar do desafio da falta de dados na região, o modelo promete ajudar a acelerar a inclusão financeira e o acesso ao crédito e impulsionar negócios na América Latina.

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O termo “identidade digital” (ou digital ID, como é chamado em inglês) vem ganhando força nas conversas e projeções do mrcado de pagamentos e banking, mas ainda há muitas dúvidas sobre o que de fato é uma identidade digital e como ela pode funcionar dentro da realidade brasileira.

 

Reconhecimento facial, leitura biométrica, pagamentos cashless, moedas digitais, documentos de identificação acessados apenas pelo smartphone: até pouco tempo atrás, essas tecnologias pareciam existir apenas em filmes de ficção científica situados em um futuro distante.

No entanto, o cenário de inovação tecnológica viveu uma aceleração bastante rápida desde o início da pandemia em 2020, pois várias empresas do universo financeiro precisaram inovar e oferecer soluções que fossem mais seguras, práticas, remotas e menos burocráticas.

Além disso, período recente também marcou os primeiros passos da integração e da implementação do open finance e do open banking, sistemas abertos pensados para simplificar a movimentação e a migração de dados de clientes entre diferentes plataformas de pagamento.

Nesse novo cenário, não há como negar a força das carteiras digitais, das criptomoedas e das soluções de pagamento ofertadas por fintechs e players não-tradicionais, que estão trazendo inovação e transferindo para o digital formas de pagamento que até pouco tempo atrás só existiam no mundo físico.

Mas, para que essa nova realidade funcione de forma mais segura e integrada, precisamos de uma solução sólida de identidade digital. Entenda melhor neste artigo!

 

O que é identidade digital e por que ela é uma tendência?

A identidade digital não é necessariamente um único documento de identidade digital, mas sim toda e qualquer forma de documentação que permite reconhecer uma pessoa ou uma empresa via dispositivos e recursos tecnológicos.

É justamente essa integração entre identificação e tecnologia que aproxima a identidade digital do mundo de soluções em banking ― afinal, esse mercado precisou se reinventar e adotar uma abordagem quase que totalmente remota desde o início da pandemia, dando vez para que novos meios de pagamento digitais pudessem ganhar espaço e tração.

Com um número cada vez maior de transações financeiras migrando para o mundo digital, a necessidade de verificação e compartilhamento de dados pessoais e de identificação vem se tornando uma demanda crescente e é, sem dúvidas, um tema a se acompanhar.

 

Digital ID e a evolução de pagamentos

Num mundo tão conectado como o nosso, a identidade digital será um recurso valioso e central para a nova era de pagamentos, pois permite:

  • Que pessoas físicas possam abrir contas e contratar soluções de crédito de forma prática, rápida e segura ― o que contribui para reduzir o número de desbancarizados;
  • Que essas pessoas possam migrar das soluções de instituições financeiras tradicionais para soluções personalizadas oferecidas por fintechs e outros players sem precisarem passar por toda a papelada burocrática;
  • Que players do setor de banking e instituições de pagamento possam oferecer serviços e produtos de adesão e autenticação completamente digital e remota.

 

A noção de identidade digital vem ganhando popularidade por conta da maior propensão dos clientes a compartilharem dados pessoais com instituições outras que não bancos tradicionais: é o caso das fintechs, das empresas de varejo que já estão migrando para soluções de banking as service, das big techs e de outros players que oferecem soluções como conta digital.

No entanto, nem tudo é inovação. Na verdade, as soluções de identidade digital ainda precisam ultrapassar algumas barreiras no que diz respeito à segurança. Idealmente, elas devem:

  • proteger os dados e a privacidade dos usuários;
  • proteger o sistema de pagamentos contra lavagem de dinheiro e outros crimes;
  • evitar a disseminação de fraudes

 

 

Pix e identidade digital

O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central foi lançado em 2020, com o objetivo de possibilitar transações em tempo real e com tarifas reduzidas ou até zeradas.

De lá para cá, ele já trouxe algumas boas mudanças no varejo e no setor de banking, e não dá sinal de que o ritmo de inovações vai diminuir. Com os recursos mais recentes de Pix Saque e Pix Troco, é possível sacar dinheiro em espécie e realizar micropagamentos como troco após uma compra, respectivamente.

Essas funções são incrivelmente úteis e, de fato, são as próximas tendências do varejo ― mas também são um sinal de como a identidade digital já está muito mais integrada ao Pix do que nós imaginamos.

É só pensar no código QR gerado pelo app do Pix, que usamos para receber ou enviar dinheiro: esse código traz informações que identificam a pessoa ou a instituição que vai receber o dinheiro, pois apresenta nome, CNPJ e outras informações.

Nesse sentido, é como se o código já funcionasse como um tipo de documento de identidade ― só que nós o usamos como canal de pagamento. Vale destacar que, por mais que o Pix ainda não seja de fato utilizado como uma identidade digital, o próprio presidente do Banco Central já reconhece que é bem provável que o sistema de pagamentos instantâneos possa se transformar em uma identidade digital no futuro.

 

Identidade digital: para onde vamos?

Atualmente, as soluções de identidade digital ainda são bastante pontuais: a grande maioria delas é construída independentemente dentro de uma instituição ou iniciativa e opera apenas dentro daquele único ecossistema, o que significa que não são integradas aos bancos de dados de outras instituições.

Em outras palavras: são soluções de identidade digital que ainda não estão integradas ao mundo do open banking e não podem ser utilizadas dentro do mundo de pagamentos. Para que a identidade digital possa de fato funcionar como uma infraestrutura completa e integrada, é necessário um ambiente de interoperabilidade total.

Numa realidade de interoperabilidade, as soluções de identidade digital serão capazes de oferecer:

  • Controle individual, pois cada pessoa vai poder gerir e atualizar seus próprios dados sem burocracia;
  • Inclusão financeira, já que será cada vez mais fácil e prático abrir contas digitais, contratar soluções em banking e migrar de uma instituição para outra;
  • Segurança e conveniência para clientes e players, já que tudo poderá ser feito de maneira remota. Isso reduz os custos operacionais e facilita a vida de todos os envolvidos.

 

Dúvidas sobre Open Banking? Assista ao vídeo do BCB:

 

Identidade digital: o que você viu neste artigo?

  • Identidade digital é um termo que se refere a toda e qualquer forma de documentação usada para reconhecer uma pessoa ou uma empresa via dispositivos e recursos tecnológicos.
  • Com um número cada vez maior de transações financeiras migrando para o mundo digital, a necessidade de verificação e compartilhamento de dados pessoais e de identificação é uma demanda crescente no varejo.
  • A noção de identidade digital vem ganhando popularidade por conta da maior propensão dos usuários a compartilharem dados pessoais com instituições outras que não bancos tradicionais.
  • Por mais que o Pix ainda não seja de fato utilizado como uma identidade digital, é bem provável que o sistema de pagamentos instantâneos possa se transformar em uma identidade digital no futuro.
  • Atualmente, as soluções de identidade digital ainda são bastante pontuais, pois não são integradas aos bancos de dados de outras instituições.

 

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Acompanhando o movimento de sua expansão pela América Latina, a Dock lança a primeira edição do estudo “Terras de Oportunidades – Um mapa para os meios de pagamentos e digital banking na América Latina”. Trata-se do levantamento de dados secundários e análises sobre o cenário, as expectativas e oportunidades do setor de pagamentos. 

 

  • Levantamento destrincha perfil dos consumidores e perspectivas para o mercado de pagamentos e banking de seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru)
  • Oportunidades na região incluem Buy Now, Pay Later; produtos as a Service para varejistas e pagamentos instantâneos, como o Pix

 

Os números indicam grande potencial, já que há muitas pessoas com dispositivos em mãos, mas subutilizando-os. A expectativa é de que 83% dos latino-americanos tendem a usar pelo menos um método de pagamento emergente nos próximos anos, como criptomoedas, tecnologias biométricas, pagamentos sem contato ou QR Codes.

Elaborada por especialistas da Dock, a pesquisa analisa os países mais populosos e com maiores valores absolutos de PIB na América Latina: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. São previstas variações positivas de crescimento dos PIBs nestes países entre os anos de 2021 e 2023, segundo estimativas do Banco Mundial. O estudo da Dock analisou este cenário e apresentou caminhos para a evolução do sistema financeiro. O material está disponível em: Terras de Oportunidades | estudo sobre pagamentos e banking na América Latina

 

Cenário: por que a América Latina é a região das Terras de Oportunidades?

O levantamento mostra que o dinheiro em espécie ainda é a forma de pagamento dominante na região, correspondendo a 70% das transações realizadas, um indicativo de baixa bancarização e inclusão financeira, que incorre em custos aos governos, organizações e à sociedade. 

 

“As principais razões dos latino-americanos para não terem uma conta em banco são: fundos insuficientes, alto valor dos serviços financeiros, falta de confiança nas instituições financeiras, falta da documentação necessária e distância (muitos bancos ainda requerem presença física do cliente)”, explica a pesquisa.

 

A digitalização na América Latina é maior e cresce a passos mais largos do que a bancarização. A internet ainda é pouco usada pelos latino-americanos para serviços financeiros: mesmo com 71% de penetração de smartphones (2020), apenas 20% usam a internet para este fim. 

Na comparação entre os países, México e Chile são considerados os melhores lugares para se fazer negócios, já que oferecem condições mais facilitadas para manutenção de um negócio local ou abertura de novos empreendimentos. Brasil e Argentina estão nas últimas posições, devido às dificuldades decorrentes do pagamento de impostos (mais altos dos analisados), abertura de empresas e obtenção de crédito. Colômbia e Peru, apesar de não serem os líderes, ainda estão acima da média da América Latina.

 

Oportunidades em pagamentos e banking na América Latina

A digitalização é um fator de apoio à inclusão financeira, mas não definitivo.

 

“Para incluir pessoas no ecossistema financeiro, deve-se torná-lo competitivo (a fim de promover serviços mais acessíveis e centrados no cliente), incentivar  inovação, expandir a infraestrutura de pagamentos e recebimentos e promover na população educação financeira e confiança nas instituições”.

 

Estratégias offline para cidadania e educação financeira estão entre as oportunidades do mercado de pagamentos LatAm para os próximos anos. O estudo conclui que disponibilizar conteúdos de forma online não é o bastante para atingir as populações mais vulneráveis e sem ou com pouco acesso a serviços financeiros e à internet. É necessário que fintechs e varejistas adotem estratégias offline em lojas físicas ou métodos de comunicação e marketing: banners, outdoors, painéis eletrônicos, abordagens de pessoa a pessoa.

 

O Buy Now, Pay Later, serviço que permite o parcelamento de bens de valor baixo e médio, viabiliza que pessoas de baixa renda, bancarizadas ou não, nestes países com taxas de desemprego que chegam a 15%, obtenham bens duráveis e movimentem a economia. A solução promete crescer em toda América Latina, atrelada ao boom do e-commerce.


O modelo as a Service é também uma oportunidade na região. A maioria dos grandes varejistas fora do Brasil se restringem à oferta de cartão com descontos, programas de fidelidade e produtos de crédito. Há oportunidade de oferecer uma experiência mais abrangente de serviços financeiros, criando uma porta para a inclusão de mais clientes.

 

Outra potencialidade está nos pagamentos instantâneos, hoje em diferentes níveis de adesão e tecnologia entre os países, mas com potencial de avanço. Em uma ponta está o Brasil, case de sucesso de implementação, adesão e volume transacionado pelo Pix.  Na outra há o Chile, com promessas de estabelecimento de um sistema semelhante, enquanto conta apenas com transferências 24/7 com compensação quase imediata, sem avanços tecnológicos nos últimos anos. Outros países encontram-se no meio termo: com menor popularização que no Brasil, mas com maior evolução tecnológica e interoperabilidade que no Chile.

 

Com previsão de crescimento de 29% do e-commerce na América Latina entre 2020 e 2024, e aumento na utilização de cartões (débito e crédito) de 68% para 73% entre 2020 e 2023, abrem-se lacunas para novas ofertas e melhorias deste meio de pagamento tanto por quem já oferece quanto para novos players.

 

Acesse o estudo Terras de Oportunidades

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