Acquiring as a Service: modelo que facilita a entrada de novos players na adquirência

Publicado em 7 de dezembro de 2020.

Tempo de leitura 6 minutos de leitura

As soluções de diferentes mercados estão se adaptando, cada vez mais, ao conceito de “as a service” – que nada mais é do que a oferta como serviço, não como um produto estático e limitado por ele mesmo. Neste artigo, falaremos sobre uma solução ofertada como serviço no mercado de adquirência: o acquiring as a service.

acquiring as a service

Não é novidade que na indústria de meios de pagamento muitas soluções ou plataformas são oferecidas como serviço: os modelos Banking as a Service e Fintech as a Service são exemplos que vêm crescendo no Brasil e na América Latina, como já comentamos aqui no blog.

Agora, queremos falar sobre outro “as a service”, que vem ganhando espaço no setor de pagamentos e banking, especificamente no mercado de adquirência: o acquiring as a service. 

Ele faz parte de um movimento iniciado em 2010, após uma mudança na legislação do Banco Central, que acabou com o duopólio Cielo e Rede (ex-Visanet e ex-Redecard, respectivamente) no mercado de adquirência. A alteração permitiu a evolução da alta concentração (uma das maiores do mundo) para um cenário que se torna, ano a ano, mais competitivo.

O fim do domínio das duas adquirentes, que correspondia a mais de 90% dos cartões de crédito e 80% dos cartões de débito, abriu caminho para que novos players se instalassem, inclusive aqueles que não participavam diretamente do setor, apontando para um futuro mais descentralizado e com propostas mais atrativas, seja para emissores, credenciadores, bandeiras ou usuários.

E, no meio de tudo isso, surge o modelo do acquiring as a service, que facilita a chegada de novos entrantes como subadquirentes. Neste artigo, vamos explicar o que é este modelo e como ele ajuda a impulsionar o setor. Confira!

Modelos as a service: por que eles são importantes para o desenvolvimento do mercado?

De forma geral, os sistemas “as a service” buscam a simplificação nas operações, facilitando o desenvolvimento de novas ferramentas, que agregam valor a produtos já existentes na indústria.

Assim, o foco das empresas não está mais em desenvolver o produto perfeito integralmente dentro de casa, mas sim em entregar uma solução em modelo de serviço, que possa ser continuamente aprimorada – seguindo o panorama que nos traz a API Economy.

Essa ideia de “economia das APIs” permite que sistemas diferentes conversem entre si de uma maneira rápida e contínua, facilitando a criação de features diferentes na velocidade de uma integração.

Todo esse ciclo baseado em rapidez e redução de custos de desenvolvimento estimula a concorrência entre as empresas e acelera a criação de novos serviços – o que, no mercado de meios de pagamento, pode impactar também no avanço dos negócios, na inclusão financeira e na evolução da sociedade como um todo.

Afinal, empresas de diferentes segmentos e modelos de negócio podem ofertar meios de pagamento como cartões e contas digitais também como uma forma de diversificar seu portfólio e criar novas maneiras de se relacionar com os consumidores. Mesmo que essa não seja a sua atividade fim, aderir às plataformas as a service, leva à potencialização dos negócios e o consequente aumento de rentabilidade das empresas.

Acquiring as a service acelera o mercado de adquirência

E como o “as a service” faz parte das capturas e liquidações das transações financeiras?

No modelo de acquiring as a service, as empresas que desejam ingressar no mercado contam com uma plataforma white-label gerenciadora de aplicações que permite que desenvolvam sua solução a partir de um modelo sólido e one-stop-shop.

Ou seja, podem criar sua própria operação como player de pagamentos, de ponta a ponta, em uma velocidade muito maior e com a mesma qualidade tecnológica.

Esse movimento tem permitido a entrada de outros players no setor, como grandes varejistas, redes de franquias e indústrias. Para estes segmentos, que já concentram um grande volume de transações em suas cadeias, participar diretamente das capturas e liquidações acaba se tornando um caminho tão viável quanto prático.

Conheça as principais vantagens do modelo de acquiring as a service:

  • Redução do time-to-market;
  • Redução de custos de desenvolvimento;
  • Simplificação gerencial (ele não precisa contratar/desenvolver expertises para este business dentro de casa);
  • Plataforma white-label, com camada de customização.

Além desses benefícios, o sistema de configuração as a service atende uma das necessidades pré-requisito de quem busca esse tipo de tecnologia, especialmente em tempos de pandemia: o monitoramento remoto das transações.

Conheça mais detalhes sobre nossa plataforma que é uma das precursoras nesse modelo.

Nossa plataforma de acquiring as a service

Com a missão de expandir a oferta em pagamentos e banking no Brasil e na América Latina, em julho de 2020 anunciamos que a Muxi, referência como provedor end-to-end de software e infraestrutura de pagamentos, se tornou uma empresa Dock.

Assim, passamos a oferecer uma solução completa para acquiring, permitindo que nossos clientes pudessem ter sua própria solução white label, utilizando nossa tecnologia com simplicidade e rapidez.

Entre as principais vantagens da implementação do sistema está a agilidade no desenvolvimento de novas aplicações, resultando em 50% a 75% de redução de custos para as empresas, aceleração do time-to-market, arquitetura multi-aplicação, possibilidade de integração com múltiplos adquirentes e garantia de compatibilidade com versões futuras.

Ideal para empresas que estão a procura de soluções mais eficientes em meios de pagamento, a nossa aplicação plug&play não interfere apenas na melhoria da tecnologia, mas também é responsável por oferecer uma visão mais abrangente a respeito das transações cobrindo todo o processo – desde a captura (física e online) até a liquidação, além da conciliação e antecipação de recebíveis.

Acquiring as a service: o que você viu nesse artigo?

  • O avanço da tecnologia faz com que o mercado se adapte, cada vez mais, ao conceito de “as a service”.
  • O protagonismo não é mais do produto, mas sim dos serviços disponibilizados aos consumidores.
  • No modelo de acquiring as a service, novos players contam com plataforma para construírem sua solução a partir de APIs.
  • A nossa plataforma está hoje entre as soluções mais inteligentes do mercado, atuando como um gerenciador multicanal.

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