Iniciador de pagamentos no Pix: o que muda na jornada do usuário com o ITP?

Publicado em 16 de maio de 2022.

Tempo de leitura 8 minutos de leitura

Uma premissa é fundamental na evolução dos meios de pagamento: tornar as finanças mais orgânicas, reduzindo as fricções para os usuários na hora de pagar por um produto ou serviço, ou realizar alguma outra transação financeira. Diante disso, o iniciador de pagamentos, também conhecido como ITP (Iniciador de Transação de Pagamentos) ou PISP (Payment Initiation Service Provider), é um avanço importante para a agenda do Pix.

No Brasil, esse serviço foi lançado em 2021 e já está incorporando o Pix, conferindo mais dinamismo ao sistema de pagamentos instantâneos e trazendo boas perspectivas para os pagamentos móveis e para o comércio eletrônico.

Neste artigo, vamos falar sobre como funciona e quais são os benefícios do ITP ao simplificar a jornada de pagamento.

 

O que é o iniciador de pagamentos? O que é PISP e o que é ITP?

A sigla PISP vem do inglês Payment Initiation Service Provider, que em português literal significa Provedor de Serviço de Iniciação de Pagamento. O PISP ou ITP pode ser entendido como um agente que conecta os usuários aos seus bancos, mantendo uma conta transacional transparente. Por isso, é um iniciador de pagamentos.

Na prática, os usuários podem iniciar uma ordem de pagamento online (por exemplo, ao comprar em um e-commerce) sem ter que interagir diretamente com o provedor de serviços de pagamento de sua conta. O iniciador de pagamentos (ITP) é responsável por disparar/iniciar o comando do cliente pagador, mesmo sem deter a conta dele, e faz o recurso financeiro cair diretamente na conta do recebedor.

Nós já estamos habituados à iniciação de pagamentos quando utilizamos nossos cartões de crédito ou débito para pagamento em redes sociais e e-commerce, certo? Agora, essa evolução chega também ao Pix.

 

Exemplo de iniciador de pagamentos aplicado ao Pix

Imagine que você está pedindo uma refeição pelo aplicativo e deseja fazer o pagamento via Pix. Sem o iniciador de pagamentos, o fluxo seria assim:

  • Escolher o pagamento via Pix no app de delivery
  • Copiar o código do “Pix Copia e Cola”
  • Abrir o app do seu banco digital
  • Colar o código copiado e finalizar o pagamento
  • Voltar ao app de delivery

Porém, com o iniciador de pagamentos, é possível finalizar a transação dentro do próprio app de delivery, por meio da conexão entre este aplicativo e a instituição em que você tem conta. Ou seja, é possível eliminar algumas etapas dessa jornada e concluir a compra de forma muito mais rápida e simples.

 

Veja na imagem como será a jornada com o iniciador de pagamentos (Fonte: Banco Central do Brasil)

jornada iniciador de pagamentos

 

Como é viabilizado o iniciador de pagamentos?

Todas essas etapas são possíveis por meio da tecnologia das APIs, que conseguem realizar uma demanda de pagamento como se fosse o próprio cliente e com padrões que garantem a segurança das transações. E esse pagamento acontece de forma muito mais orgânica, pois pode ser visualizado pelo usuário na tela de confirmação do ambiente onde está realizando a compra, seja em sites online, aplicativo de entregas, redes sociais, etc.

O principal objetivo do ITP é deixar a experiência do cliente ainda mais positiva, uma vez que ações que muitas vezes tiram o usuário da tela principal serão descartadas — como é o caso de copiar uma chave de Pix ou ler um QR Code.

Além disso, o compartilhamento dos dados dos usuários entre empresas recebedoras de pagamento e instituições financeiras é viabilizado por meio do Open Finance e com o consentimento do usuário em relação a esta integração.

 

Para ficar claro, o PISP é apenas um iniciador, dessa forma, não participa do fluxo de pagamento ou emite alguma taxa extra pelo serviço. É apenas um agente, que liga o usuário a sua instituição financeira.

 

Leia também | Invisible banking: as finanças invisíveis são mais do que uma tendência ‘futurista’

 

Iniciador de pagamentos e Pix: uma nova etapa para um modelo de sucesso

Não é novidade que o Pix já se consolidou como um dos meios de pagamentos preferidos pelos brasileiros. A nossa aceitação em relação ao sistema de pagamentos instantâneos foi positiva e extremamente rápida (considerada a adesão mais rápida entre os modelos já implementados no mundo).

Para se ter uma ideia, com um pouco mais de 1 ano e meio desde a sua liberação, mais de 400 milhões de chaves já foram criadas, superando em números totais outras transações “tradicionais”, como os boletos, TED e DOC.

E o PISP pode otimizar ainda mais o Pix. Com este novo serviço, os usuários poderão fazer transações financeiras vinculadas às suas instituições com ainda menos burocracia. Assim, não será necessário abrir o aplicativo do banco para realizar a transferência, pois tudo será automatizado com a integração do PISP.

Esse cenário também é positivo para as empresas, que poderão criar uma interface de pagamento no seu próprio site ou aplicativo. O que também pode gerar uma maior taxa de finalização da compra, uma vez que muitos usuários desistem de concluir a transação ao terem que sair da tela inicial.

 

Para saber mais, assista à coletiva do Banco Central sobre iniciação de transação de pagamento do Pix:

Quais empresas e instituições financeiras poderão ser iniciadoras de pagamentos?

Os atuais bancos com carteira comercial, cooperativas singulares de crédito, instituições de pagamentos e financeiras não precisam de autorização para exercer o papel de ITP. As demais empresas e instituições que desejam se tornar PISP (prestadoras de serviço de iniciação de pagamento) devem obter uma autorização junto ao Banco Central para atuar desta forma, além de concluir uma certificação do Open Finance, que rege os requisitos técnicos desta modalidade.


Existem duas formas de oferta do serviço de iniciação de pagamentos:

  • Os iniciadores puros, que são empresas que terão autorização do BCB para atuar exclusivamente como PISP
  • Demais instituições financeiras de pagamentos que já participam do Pix

Confira os detalhes sobre requisitos para se tornar PISP na Resolução BCB n°80, de 25 de março de 2021

 

Porém, uma empresa que deseja inserir a iniciação de pagamentos na experiência de seus usuários não precisa, necessariamente seguir um desses caminhos: por meio da solução de Banking da Dock, será possível simplificar a jornada de pagamentos utilizando nossa licença e nossas APIs.

Isso porque a Dock é uma instituição que também é iniciadora de pagamento (ITP) e estamos em processo de homologação técnica para lançar essa feature. Em breve contamos mais sobre o tema!

Oferecer aos nossos clientes a possibilidade de atuar como iniciador de pagamentos é mais um passo para tornarmos as finanças mais orgânicas, decodificando o universo financeiro e empoderando empresas de diversos segmentos e tamanhos para serem tudo o que desejam.

 

Quer entender melhor como fazemos isso? Assista ao nosso vídeo manifesto:

 

Resumo: Iniciador de Pagamentos (PISP) e seus benefícios

  • Iniciador de Pagamentos é um agente que permite iniciar uma ordem de pagamento sem que o usuário precise sair do seu ambiente de compra (como um aplicativo ou um e-commerce) e, no Brasil, está atrelado à agenda de evolução do Pix.
  • Iniciador de Pagamentos também é conhecido por ITP – sigla para Iniciador de Transação de Pagamento.
  • PISP é a sigla para Payment Initiation Service Provider, que em português literal significa Provedor de Serviço de Iniciação de Pagamento e as instituições que desejam atuar como PISP devem obter autorização do Banco Central, além de uma certificação do Open Finance.
  • A principal vantagem do Iniciador de Pagamentos é simplificar a jornada de compra e pagamentos, reduzindo etapas e tornando a experiência mais orgânica.
  • Com o PISP, devemos dar mais um passo na consolidação dos pagamentos instantâneos, com potencial aumento de transações em pagamentos móveis e e-commerce.

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