Mulheres em tech, pagamentos e banking: quem são as profissionais que fazem história

Publicado em 8 de março de 2021.

Tempo de leitura 6 minutos de leitura

A maior presença de mulheres em tech e no mercado de meios de pagamento ainda é um desafio a ser superado. 

Apesar dos avanços na ocupação de espaços em áreas da tecnologia, da ciência, da computação e das finanças, continuam existindo barreiras para a inclusão nesses campos.

É por isso que, cada vez mais, as empresas cumprem um papel fundamental para mudar essa realidade. E nós também nos comprometemos com essa transformação!

Acreditamos que, além da necessidade de contribuir para uma sociedade mais equalitária, ter um time diverso está totalmente alinhado ao nosso propósito de democratizar meios de pagamento e promover a inclusão financeira.

Afinal, a partir de equipes com olhares diversos é que podemos oferecer as melhores soluções para cada um de nossos clientes e continuar impulsionando negócios.

Mulheres em tech e meios de pagamento: 6 histórias inspiradoras de protagonismo feminino

No mês que é dedicado à história da mulher e ao protagonismo feminino, vamos voltar no tempo para contar a trajetória de mulheres que foram pioneiras na área, desde o século XIX, até chegar em nomes que hoje são referência e servem de inspiração para um futuro mais inclusivo nesse mercado.

Conheça algumas dessas mulheres inspiradoras!

 

Ada Lovelace

Ada Lovelace, pioneira entre as mulheres em tech

Ada Lovelace, pioneira entre as mulheres em tech.

Matemática, escritora e condessa, foi uma das precursoras na computação científica. Ela é responsável pelo primeiro algoritmo que foi usado por uma calculadora chamada de Máquina Analítica, em 1843, o mais próximo do que seria um computador no começo do século XIX.

Seu trabalho estava relacionado à metodologia de cálculo de uma sequência de números de Bernoulli, com operações altamente complexas. Apesar de não ter sido reconhecida na época, mais de um século depois, em 1979, o departamento de defesa dos Estados Unidos a homenageou nomeando um código de linguagem como “Ada”.

Em 2009, ganhou um dia só para ela: o Ada Lovelace Day é celebrado todo 15 de outubro, para relembrar os feitos do gênero feminino na engenharia, ciências, tecnologia e matemática.

 

Grace Hopper

Também conhecida como “Rainha da Computação”, Grace Hopper foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950, e uma das mulheres mais importantes da tecnologia da computação.

Primeira mulher a se formar na Universidade de Yale, com um PhD em matemática, desenvolveu a linguagem de programação Flow-Matic. Essa linguagem, apesar de já extinta, serviu como base para a criação do COBOL (Common Business Oriented Language), usado até hoje em processamento de bancos de dados comerciais.

Grace também é conhecida como a autora do termo “bug”, utilizado para designar falhas em sistemas.

 

Radia Perlman

Programadora, designer de software e engenheira de redes, Radia Perlman (1951) é considerada a mãe da internet pela criação do protocolo STP (Spanning Tree Protocol), que melhorou a performance de sistemas conectados.

Ph.D. em ciência da computação pelo MIT, foi uma das pioneiras no ensino de programação e arquiteturas de redes para crianças, além de ter sido uma das criadoras do TORTIS, uma linguagem de programação com fins educacionais. Radia também foi a responsável pelo desenvolvimento de diversos protocolos de segurança de rede e é detentora de mais de 100 patentes relacionadas a tecnologias de conexão.

Ela conquistou um título honorário de doutorado pelo KTH Royal Institute of Technology Stockholm), posições no Hall da Fama do Inventor e no Hall da Fama da Internet, além de prêmios por sua contribuição em vida pela ACM’s SIGCOMM e Usenix. Também foi eleita para a Academia Nacional de Engenharia e para a Academia de Ciências do Estado de Washington. Hoje, Radia ocupa a posição de Fellow na Dell EMC.

 

Nina Silva

Executiva da área de tecnologia há mais de 16 anos, Nina Silva é uma das fundadoras do Movimento Black Money no Brasil, que busca fomentar o ecossistema afroempreendedor.

É também sócia fundadora da fintech D’Black Bank, project manager lead na multinacional ThoughtWorks e, em 2018, foi reconhecida como uma das 100 afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos de idade pela Most Influential People of Africa Descent, parceira da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nina também foi considerada uma das mulheres mais poderosas do Brasil pela revista Forbes e, neste vídeo, ela fala mais sobre o Movimento Black Money e de que forma a microeconomia está influenciando a realidade brasileira.

Juliana Freitas

Presidente da FortBrasil e empreendedora Endeavor, Juliana Freitas começou a gerenciar a operação da fintech de concessão de crédito rápido quando tinha 20 anos, ao lado do irmão Marcelo Filho. Ela sempre estimulou a inovação tecnológica da empresa e na implementação de novas soluções em meios de pagamento, sendo parceira da Dock desde 2003.

Hoje, a FortBrasil oferece produtos financeiros desenhados para as classes C e D, ao mesmo tempo em que atende a necessidade de médios varejistas de fidelizar seus clientes por meio do private label.

Em entrevista ao Sebrae, Juliana falou sobre a importância da representatividade feminina no mercado: “Sinto que meu papel é de empoderar as mulheres para que elas se sintam capazes e encorajadas a assumirem cargos de liderança dentro da companhia”.

Veja o vídeo da Juliana sobre o protagonismo feminino na empresa e o papel do empreendedorismo na sociedade:

Camila Achutti

Camila Achutti é referência mundial na luta por mais mulheres na tecnologia. Cientista da computação e empreendedora, é fundadora e CEO da Mastertech, uma plataforma de educação de habilidades do século 21 com três vertentes: tecnologia, UX e design de negócios.

Foi a primeira estudante da América Latina a conquistar o prêmio Women of Vision em 2015 e já trabalhou com grandes empresas como Google, Intel e Accenture. Camila já viajou o Brasil ensinando mais de 15 mil jovens a criar aplicativos e, nessa palestra do TEDxUSP, fala sobre como a “tecnologia hoje é tudo e não tem estereótipo”.

Faça parte da comunidade de mulheres em tech na Dock 👊

Estes exemplos inspiradores são fundamentais para conhecermos melhor as histórias que as mulheres em tech e meios de pagamento vêm construindo por décadas – e ocupando cada vez mais espaços no mundo todo.

Incentivar a presença de mais mulheres na área é também lutar pela equidade de gênero e a evolução do mercado nessa e nas próximas gerações. Quer entrar para o nosso time e fazer parte dessa transformação Conheça nossas oportunidades!

 

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