OKRs e KPIs: qual é a diferença entre eles?

Publicado em 28 de julho de 2020.

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Embora muito tem sido dito sobre OKRs e KPIs, esses dois conceitos tão atuais já vêm sendo utilizados há bastante tempo. Mas você sabe quais são as diferenças entre eles?

Neste artigo vou falar sobre as principais diferenças entre OKRs e KPIs.

O OKR é uma evolução do MBO (Management by Objectives) idealizado em 1954 por Peter Drucker e foi criado em 1970 por Andy Grove, então presidente da Intel. Já no final dos anos 90, a adoção do OKR (Objective and Key Results) se espalhou pelo Vale do Silício por meio de John Doerr, que levou o método ao Google, uma startup na época.

Nesta palestra do TED, Doerr fala bastante sobre a metodologia e explica por que o segredo para o sucesso é estipular os objetivos corretos (você ainda vai ler bastante sobre esses tais objetivos ao longo do artigo):

Quando falamos em KPIs (Key Performance Indicator) ou Indicador-chave de Performance, em tradução livre, estamos nos referindo aos números que não podemos deixar de acompanhar: são os indicadores para o que é relevante no negócio e o acompanhamento desses indicadores deve fazer parte das nossas atividades diárias.

Mas o que traz o debate sobre OKRs e KPIs à tona nesse momento? A resposta é simples: as metodologias estão associadas a resultados de grandes empresas – mais precisamente,  à capacidade que elas concedem às organizações de acompanhar ou até mesmo de se antecipar às transformações do ambiente em que estão inseridas.

Como trabalhar com OKRs

Para trabalhar bem com OKRs precisamos saber onde queremos chegar. Por isso, a pergunta mais importante é: quais são os objetivos organizacionais? Sem essa definição, qualquer empresa – com ou sem OKR – é um barco sem leme. Ou seja, a primeira coisa que precisamos saber para não ficarmos à deriva é o “O” da sigla OKR, que é traduzido por Objetivo.

Já o restante da sigla significa Key Results – ou, em português, “resultados-chave”. Os Key Results são as métricas que existem para confirmar a assertividade no caminho para atingir o objetivo.

E tão importante quanto saber onde se quer chegar, são as iniciativas que vamos realizar para atingir os objetivos. Não existe OKR sem execução.

É preciso realizar ações convergentes com os objetivos e acompanhá-las. São a partir dessas ações ou iniciativas que será possível acompanhar os impactos (positivos ou negativos) sobre os indicadores e, consequentemente, avaliar o resultado e realinhar as ações para manter o foco no objetivo.

“Não importa o que você sabe. Execução é o que mais importa.” Andy Grove

Os OKRs têm cadências curtas, geralmente de 3 meses, o que permite um feedback rápido e a capacidade de realinhamento constante. Abaixo podemos ver a representação de um fluxo OKR básico que permite que seja estabelecido um direcionamento claro, alinhamento recorrente e correção de rota se necessário.

E tem algo que talvez você não saiba: os OKRs não são utilizados somente a nível organizacional. É possível elaborar OKRs para os times ou até mesmo OKRs individuais para desenvolvimento de carreira, por exemplo.

Ao utilizar o sistema OKR de forma transparente – na organização ou no time – além de garantir que todos tenham foco sobre mesmo objetivo, em pouco tempo conseguimos saber se as iniciativas deram os resultados esperados.

Esse realinhamento constante nada mais é do que promover a capacidade de adaptabilidade e aprendizado. O conceito de agilidade sai da camada operacional e passa para a camada estratégica da organização – é o que chamamos de Full Stack Agile.

E os KPIs?

O acompanhamento diário de KPIs gera um processo (a médio e longo prazo) de melhoria contínua, pois faz com que seja possível avaliar como a empresa está crescendo e determina os responsáveis pelas métricas. Este processo também permite que os times se conheçam e, dessa forma, saibam onde precisam melhorar.

OS KPIs e OKRs “conversam” em diversos momentos, uma vez que o primeiro pode ser utilizado para definir um Key Result. Por exemplo:

  • KPI: número de incidentes abertos por dia
  • KR: reduzir o número de incidentes de X para Y.

O poder desse framework está em direcionar os times para objetivos desafiadores ao olhar para o que verdadeiramente importa; deixar transparente os resultados relevantes para organização; permitir a escalabilidade em todos os níveis e promover a mudança da cultura organizacional. Em outras palavras, OKRs e KPIs compelem os times a saírem do status quo.

Conclusão: qual é a diferença entre OKRs e KPIs?

  • Apesar de ambos serem ferramentas de gerenciamento para mensurar o crescimento das empresas, times ou até mesmo de pessoas, fazem isso de maneiras diferentes e complementares;
  • Os KPIs focam mais em medir resultados, enquanto os OKRs se preocupam com o processo em si;
  • Os OKRs permitem uma visão mais holística da organização, já os KPIs são mais indicados para a mensuração dos resultados de ações e projetos.

Resumindo: utilize OKRs e KPIs em sua estratégia! Os números eliminam qualquer subjetividade e você será capaz de tomar decisões cada vez mais assertivas, sejam elas voltadas ao direcionamento geral ou iniciativas específicas.

Barbara Xavier - Coordenadora de processos

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