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A gente explica: Private Label VS White Label

Tempo de leitura: 18'

As tecnologias digitais têm revolucionado a forma como os negócios são feitos em todo o mundo, e o Brasil não é exceção. Um dos setores que mais tem sofrido mudanças nos últimos anos graças a chegada do digital é o das instituições financeiras e dos serviços bancários. Nesse cenário, o Banking as a Service e os bancos digitais têm ganhado cada vez mais espaço, e, junto com eles, algumas novas formas de prestação de serviços surgem. O white label e o private label são grandes exemplos dessa realidade.

Embora esteja se tornando bastante comum ouvir esses dois termos, muita gente ainda não sabe exatamente do que se trata. Para solucionar essa questão, neste artigo vamos explicar melhor o que é private label e white label e quais são as vantagens de cada um deles. Confira!

O que é private label? 

Private label é um termo em inglês que pode ser traduzido como “marca privada” ou “marca própria”. Esse modelo de gestão de marcas é adotado com bastante frequência por empresas de diversos segmentos de mercado, sendo especialmente presente no varejo. 

Basicamente, o private label é uma forma de terceirização da produção de um determinado produto, em que uma empresa contrata o serviço de outra para que seja desenvolvido algo em seu nome.

Empresas de grande, médio e pequeno porte podem utilizar essa modalidade de gestão da produção para terceirizar completa ou parcialmente as etapas de fabricação dos seus produtos.

Assim, um produtor terceiro, que detenha uma equipe mais especializada, ou maquinário e tecnologias mais avançadas, pode realizar o processo produtivo de forma a agilizar a elaboração de um artigo. 

Essa produção é feita de acordo com as especificações de design, aplicações, ingredientes e composição feitas pela empresa compradora, que realizou o pedido do produto. Dessa forma, ele é feito exatamente segundo a demanda. 

Após a fabricação, a empresa que encomendou o artigo deverá comercializá-lo usando a própria marca, podendo afixar os seus rótulos ou etiquetas.  

A aplicação prática dessa modalidade acontece com frequência em supermercados, por exemplo. É comum encontrar nas prateleiras produtos que levam uma marca própria da rede de supermercados, como é o caso da Qualitá, que pertence ao Extra ou Pão de Açúcar.

Porém, não é a própria rede que produz esses artigos, e sim uma terceirizada que comercializa os produtos para o supermercado na modalidade private label. 

Outro caso de private label bastante presente é no setor de varejo de moda. Grandes redes de lojas de departamento, como C&A, Renner e Zara, contratam confecções terceirizadas para produzir peças de roupas, as quais são revendidas com etiquetas próprias dessas marcas. 

Além disso, o private label também tem sido utilizado no mercado financeiro. Nos últimos anos, diversas cadeias de lojas lançaram para os seus clientes as próprias opções de cartão de crédito, que tem substituído o antigo crediário. 

Esses cartões, destinados a serem usados na rede de lojas que os disponibiliza, são ofertados com a sua marca, mas emitidos por uma instituição financeira à parte, que não necessariamente integra uma mesma holding.  

O que é white label?

A expressão white label pode ser traduzida como “marca branca”, ou “marca em branco”. Isso significa que, nesse modelo de negócio, um produto ou serviço pode ter o seu desenvolvimento terceirizado e ser revendido para outras empresas sem que haja a divulgação de quem realmente o produziu, ou seja, a empresa que comprou pode usar a própria marca ao vender. 

Achou parecido com o modelo de private label? Calma, vamos explicar a diferença! As distinções entre esses formatos são sutis, e não é raro confundir o funcionamento de cada um deles. 

Porém, a diferença é que, enquanto no private label um determinado produto é vendido exclusivamente para a empresa que encomendou a sua fabricação, no white label isso não necessariamente acontece. 

Neste modelo, é permitido que o mesmo produto seja vendido para diversas empresas, podendo ser comercializado por múltiplas marcas distintas com apenas algumas modificações em sua estrutura. 

Assim, ao contrário do que acontece no private label, em que o contratante especifica os detalhes do que é desejado, no white label o produto ou serviço costuma já estar pronto, sendo que a empresa produtora pode oferecer algumas opções de customização para atender às necessidades do comprador, alterando o design ou a composição, por exemplo.

Devido a essas características, esse formato de negócios está presente principalmente no setor de inovações tecnológicas. Uma empresa que cria e detém uma determinada tecnologia pode comercializar o direito de uso do produto para uma terceira, que vai revendê-lo no mercado utilizando a própria marca.

Um exemplo prático de white label acontece quando uma marca comercializa serviços de armazenamento de dados em nuvem, mas na verdade utiliza a estrutura técnica de um outro fornecedor, já que não possui a infraestrutura computacional própria. Dessa forma, a empresa compradora é a “cara” do negócio, mas não a produtora em si. 

Outras possibilidades: desenvolvedores que elaboram aplicativos de smartphone para terceiros, os quais vão utilizá-los com a sua própria marca ao oferecer os seus produtos por meio do app aos consumidores finais; agências de publicidade que prestam o serviço de criação de e-mail marketing para os clientes utilizando uma outra plataforma externa contratada para oferecer essa funcionalidade.

Como você deve ter percebido, levando em consideração esse contexto tecnológico, existem inúmeras situações em que uma plataforma white label pode ser contratada pelas empresas para oferecerem serviços aos seus clientes.    

Private Label VS White Label: vantagens

Imagem de um homem de terno escolhendo, em um painel de vidro, o private label

Private Label VS White Label: escolha o melhor para o seu negócio

Agora que você já sabe o que é private label e white label, é importante também conhecer quais são os benefícios que essas modalidades podem oferecer para a sua empresa, para entender qual opção pode ser mais adequada a cada caso. 

Vantagens do private label 

Personalização

Contratando um fornecedor na modalidade private label, a empresa tem o poder de especificar exatamente como quer que sejam os seus produtos. Dessa forma, é possível escolher os detalhes de como será desde o visual até as funcionalidades do produto final.

A empresa que vai produzir o que foi encomendado deve seguir à risca essas exigências, resultando em um produto extremamente personalizado de acordo com as necessidades e o gosto da contratante. 

Economia

Ao optar pelo private label, um empreendimento consegue dispor de um produto sem que haja necessidade de investir na contratação de uma equipe interna para desenvolvê-lo ou na aquisição de maquinários e tecnologias específicas para esse fim.

Assim, a empresa paga apenas um valor estabelecido pelo produto final, economizando de forma considerável com os gastos que teria caso fosse realizar todo o planejamento e processo de produção dos itens internamente. 

Exclusividade

No modelo de private label, os produtos são desenvolvidos de acordo com a demanda da empresa contratante, sendo vendidos apenas para ela. Por essa razão, são de uso exclusivo da marca que os encomendou.

Assim, se a sua empresa deseja ter um produto ou serviço único no mercado, criado especialmente para atender às suas necessidades, o private label oferece toda essa exclusividade.

Liberdade para definir valores

Outra vantagem importante para as empresas é a liberdade para definir os preços com que os produtos vão ser comercializados no mercado, que fica totalmente a critério de quem contratou o private label. 

Vantagens white label

Confira os benefícios no caso do white label:

Agilidade

As empresas que oferecem soluções white label costumam já ter os produtos prontos ou parcialmente desenvolvidos, sendo necessário realizar apenas alguns ajustes e alterações para atender às demandas específicas de cada cliente. 

Por isso, essa opção é excelente para quem busca mais agilidade e rapidez, pois o tempo entre a produção e a aplicação final no mercado será diminuído consideravelmente. 

Preço

Além da agilidade, os serviços feitos por white label costumam ser menos custosos que no modelo private label. Isso acontece porque os produtos não são desenvolvidos exclusivamente para o contratante, e sim personalizados de acordo com uma base já criada pela empresa proprietária da tecnologia.

Assim, o preço dos produtos ou serviços acaba sendo menor, o que é uma grande vantagem para empresas que não podem investir somas muito altas nessa contratação.  

Expertise

As plataformas white label são desenvolvidas por profissionais especializados, com ampla experiência nos produtos oferecidos. Por essa razão, a empresa contratante conta com um grau de expertise na fabricação 

Consumidores satisfeitos

Os serviços white label usualmente já foram testados e aperfeiçoados pela companhia que os desenvolveu, diminuindo os riscos de problemas de implementação.

Dessa forma, as chances de que os clientes da empresa contratante fiquem satisfeitos com o produto final são muito maiores do que no caso de algo que está sendo desenvolvido do zero pela primeira vez.  

Liberdade para a aquisição de clientes

Como a empresa não fica responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, pode concentrar os seus recursos e energias na prospecção de novos clientes e no fechamento das vendas. 

A Dock é uma plataforma white label especializada em produtos financeiros. Por meio das soluções da Dock, empresas parceiras podem oferecer os serviços e a experiência de banco digital para os seus clientes da forma que desejarem.

Qualquer modelo de negócio, em qualquer segmento de mercado, pode usufruir desse recurso e todas as suas facilidades. Desde fintechs, até redes de varejo e grandes indústrias, a plataforma white label da Dock está pronta para se adequar às mais diversas necessidades. 

Acesse o site e saiba mais!

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