Durante muito tempo, o serviço de adquirência foi tratado pela maioria das empresas apenas como um custo operacional inevitável, ou seja, uma infraestrutura necessária para processar pagamentos. Esse olhar, no entanto, já não reflete a realidade de um mercado em que atuar como adquirente se tornou um ativo estratégico, capaz de gerar dados, fidelização, eficiência operacional e, principalmente, novas fontes de receita.
Atualmente, empresas que já operam com alto volume transacional, marcas com soluções financeiras próprias, grandes redes varejistas e ecossistemas digitais passaram a enxergar a adquirência como alavanca de negócio, não apenas como backoffice.
Esse cenário coloca o debate sobre o serviço de adquirência em outro nível, evoluindo do “como funciona” para “como isso cria valor”. Ao longo deste artigo, vamos explorar como a adquirência pode ser estruturada para viabilizar novos modelos de monetização e transformar pagamentos em vantagem competitiva.
Como o serviço de adquirência opera
Para empresas que avaliam operar o serviço de adquirência como estratégia de negócio, o mais importante é entender como funciona a infraestrutura central da operação e onde o valor é efetivamente produzido.
Em termos técnicos, o serviço de adquirência continua sendo o responsável por capturar, autorizar, processar e liquidar transações com pagamentos eletrônicos, conectando estabelecimentos, bandeiras e emissores.
Adquirente: o núcleo da operação de pagamentos
O serviço de adquirência tem como base o adquirente, agente que viabiliza a aceitação de cartões e sustenta toda a operação de pagamentos. Suas funções incluem:
- Credenciar lojistas para aceitar cartões;
- Processar pagamentos em lojas físicas e canais digitais;
- Conectar-se às bandeiras para autorização das transações;
- Realizar a liquidação dos valores ao estabelecimento.

Serviço de adquirência: mais do que processamento, uma infraestrutura estratégica
Sob a ótica do negócio, o serviço de adquirência ocupa a camada mais estratégica do ecossistema de pagamentos: é onde o dinheiro circula, onde os dados transacionais são gerados e onde se concentram decisões sobre regras, produtos e monetização.
E controlar essa camada significa a possibilidade de:
- Ter visibilidade profunda sobre o comportamento transacional;
- Reduzir dependência de intermediários, reduzindo custos ao longo do tempo;
- Personalizar regras de pagamento, liquidação e experiência;
- Criar produtos financeiros a partir do fluxo de pagamentos;
- Estruturar novas fontes de receita recorrente, monetizando a própria operação de pagamentos.
É por isso que, cada vez mais, empresas maduras digitalmente avaliam se faz sentido continuar apenas como cliente de uma adquirente tradicional ou se é hora de internalizar parte da operação, operar com mais autonomia ou até se posicionar como player de adquirência dentro do próprio ecossistema.
Segundo a Business Research Insights, o mercado global de acquiring, estimado em US$ 27,31 bilhões em 2026, deve alcançar US$ 53,15 bilhões até 2035, registrando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 7,68% no período, impulsionado pelo crescimento do volume de pagamentos digitais, bem como pela demanda por soluções integradas que tornem o processo mais ágil e eficiente.
Serviço de adquirência: mais do que processamento, uma infraestrutura estratégica
Sob a ótica do negócio, o serviço de adquirência ocupa a camada mais estratégica do ecossistema de pagamentos: é onde o dinheiro circula, onde os dados transacionais são gerados e onde se concentram decisões sobre regras, produtos e monetização.
E controlar essa camada significa a possibilidade de:
- Ter visibilidade profunda sobre o comportamento transacional;
- Reduzir dependência de intermediários, reduzindo custos ao longo do tempo;
- Personalizar regras de pagamento, liquidação e experiência;
- Criar produtos financeiros a partir do fluxo de pagamentos;
- Estruturar novas fontes de receita recorrente, monetizando a própria operação de pagamentos.
É por isso que, cada vez mais, empresas maduras digitalmente avaliam se faz sentido continuar apenas como cliente de uma adquirente tradicional ou se é hora de internalizar parte da operação, operar com mais autonomia ou até se posicionar como player de adquirência dentro do próprio ecossistema.
Segundo a Business Research Insights, o mercado global de acquiring, estimado em US$ 27,31 bilhões em 2026, deve alcançar US$ 53,15 bilhões até 2035, registrando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 7,68% no período, impulsionado pelo crescimento do volume de pagamentos digitais, bem como pela demanda por soluções integradas que tornem o processo mais ágil e eficiente.

Quando o serviço de adquirência vira uma decisão de negócio
À medida que o controle sobre pagamentos passa a ser visto como ativo de negócio, a decisão de operar o serviço de adquirência tende a surgir em contextos bastante específicos.
Em geral, esse movimento está menos relacionado ao tamanho da empresa e mais ao nível de maturidade do modelo de negócio e à necessidade de autonomia, flexibilidade e novas fontes de receita.
Empresas com marca própria e soluções financeiras
Um primeiro cenário envolve empresas que já operam soluções financeiras sob marca própria.
Nesses casos, o serviço de adquirência surge como uma extensão natural do ecossistema, permitindo internalizar a operação de pagamentos e conectar tecnologia, dados e produtos financeiros em uma mesma lógica de negócio.
Dessa forma, a adquirência deixa de ter um papel puramente operacional e passa a viabilizar:
- Integração completa entre pagamentos e demais produtos financeiros;
- Gestão centralizada da evolução da plataforma, com maior autonomia tecnológica;
- Definição de regras próprias de operação, precificação e liquidação;
- Aceleração no desenvolvimento de novas soluções, a partir do fluxo financeiro gerado.
Grandes redes, franquias e ecossistemas distribuídos
Outro contexto recorrente aparece em grandes redes varejistas, franquias e ecossistemas distribuídos que, embora não ofereçam produtos financeiros, concentram alto volume transacional na ponta.
Para essas empresas, o serviço de adquirência se torna uma ferramenta de organização e monetização da operação.
Nesse cenário, a adquirência passa a viabilizar:
- Centralização da gestão financeira de franqueados, parceiros ou unidades;
- Visibilidade consolidada sobre vendas, repasses e performance da rede;
- Criação de novas linhas de receita, a partir dos pagamentos realizados em cada ponto;
- Padronização de processos financeiros, reduzindo complexidade operacional;
- Oferta de conta digital e soluções financeiras para franqueados e clientes finais, com repasses, liquidações e serviços financeiros integrados em um único ambiente.
Em ambos os cenários, o ponto em comum é a busca por maior controle sobre a infraestrutura de pagamentos e pela captura de valor antes concentrada em terceiros.
Onde estão as novas receitas do serviço de adquirência
Esse movimento de controle da infraestrutura naturalmente levanta uma pergunta central: onde, de fato, estão as novas receitas do serviço de adquirência?
Quando o serviço de adquirência passa a ser operado como parte da estratégia de negócio, a geração de receita deixa de se limitar a taxas transacionais básicas e passa a explorar múltiplas camadas do ecossistema de pagamentos.
Na prática, empresas que operam a adquirência conseguem monetizar sua operação a partir de diferentes frentes, de forma recorrente e escalável:
- Receita recorrente por volume transacional: cada pagamento processado gera a taxa de desconto (MDR), que, mesmo com valores unitários baixos, se torna altamente relevante em operações de grande escala;
- Captura da Net-MDR: a MDR é composta por Interchange (emissor), fee da bandeira e Net-MDR. Ao operar o serviço de adquirência, a empresa passa a capturar diretamente a parcela que remunera o adquirente, transformando pagamentos em fonte direta de receita;
- Escalabilidade financeira: a receita cresce de forma proporcional ao aumento do volume transacional, sem a mesma proporção de crescimento de custos operacionais;
- Criação de produtos financeiros sob medida: o controle da adquirência viabiliza o desenvolvimento de soluções como antecipação de recebíveis, crédito, conciliação financeira e serviços integrados à operação do cliente;
- Ampliação da proposta de valor: ao integrar pagamentos e serviços financeiros, a empresa fortalece seu ecossistema, aumenta retenção e expande oportunidades de monetização ao longo do relacionamento com lojistas e clientes finais.
Acquiring as a Service: a nova forma de estruturar o serviço de adquirência
Quando o serviço de adquirência deixa de ser uma decisão operacional e passa a fazer parte do negócio, conectando eficiência, monetização e crescimento sustentável, os modelos de Acquiring as a Service (AaaS) ganham especial relevância.

Isso porque o Acquiring as a Service permite que empresas operem o serviço de adquirência sem precisar assumir toda a complexidade técnica, regulatória e operacional envolvida na criação de uma adquirente tradicional.
Toda a infraestrutura, incluindo conexões com bandeiras, processamento, liquidação, compliance e gestão de risco, fica sob responsabilidade do parceiro de AaaS. Já a empresa mantém o controle sobre o modelo de negócio, a experiência do cliente e a captura de valor. O resultado é um equilíbrio raro no mercado: controle estratégico sem complexidade excessiva.
O que muda com o Acquiring as a Service:
- Redução drástica do time to market, viabilizando a entrada em adquirência sem ciclos longos de implementação;
- Transferência da complexidade regulatória para o provedor do serviço, que assume licenças, obrigações e conformidade com bandeiras;
- Escalabilidade nativa, com capacidade de suportar altos volumes transacionais desde o início;
- Governança sobre regras de negócio, como precificação, liquidação, split e oferta de serviços financeiros;
- Integração profunda com sistemas existentes, como ERPs, plataformas digitais, soluções financeiras e canais próprios.
A solução de adquirência da Dock: controle estratégico, escala e novas receitas
Para empresas que enxergam o serviço de adquirência como alavanca de crescimento, e não apenas como infraestrutura, a Dock oferece um modelo de Acquiring as a Service que combina autonomia estratégica com operação simplificada.
Com a Dock, empresas passam a operar o serviço de adquirência sem assumir a complexidade de construir uma infraestrutura do zero, mantendo controle sobre o que realmente importa: modelo de negócio, experiência do cliente e monetização do fluxo financeiro.
O que a solução de AaaS da Dock viabiliza na prática
- Habilitação de diferentes formas de aceitação de pagamento, tanto no físico quanto no digital, incluindo POS, Pin Pad, Tap on Phone, Pix, link de pagamento e transações sem cartão presente;
- Processamento completo das transações, do momento da compra até a liquidação financeira;
- Condução ágil do processo de implementação, acelerando o início da operação;
- Disponibilização de uma estrutura robusta de backoffice para acompanhamento e gestão do negócio;
- Gestão integral das exigências regulatórias, licenças e conformidade com o mercado de pagamentos;
- Conectividade com as principais bandeiras, garantindo ampla aceitação.
Por que optar pelo Acquiring as a Service da Dock
- Condições comerciais competitivas, alinhadas à escala do seu negócio;
- Taxas de MDR e antecipação desenhadas para maximizar a rentabilidade da operação;
- Infraestrutura preparada para sustentar grandes volumes transacionais com estabilidade e segurança;
- Suporte técnico especializado, com conhecimento profundo do ecossistema de pagamentos;
- Flexibilidade para explorar diferentes modelos de negócio e estratégias de marca por meio da solução white label;
- Redução significativa do time to market, antecipando a entrada em adquirência em até 24 meses.
Ao reunir tecnologia, regulação e operação em uma única plataforma, a Dock transforma o serviço de adquirência em um ativo estratégico de negócio. O resultado é uma infraestrutura que não apenas processa pagamentos, mas viabiliza eficiência operacional, recorrência de receita e crescimento sustentável.
Quer implementar um serviço de adquirência e ver o seu negócio assumindo a camada onde o dinheiro circula? Fale com o nosso time comercial e descubra por que o Acquiring as a Service da Dock é o caminho para transformar pagamentos em vantagem competitiva real.
Serviço de adquirência: o que você viu neste artigo
- O serviço de adquirência deixou de ser apenas uma infraestrutura operacional e passou a ocupar um papel estratégico na geração de dados, eficiência e novas receitas.
- O adquirente concentra a camada central do ecossistema de pagamentos, onde o dinheiro circula e onde decisões de negócio, produtos e monetização ganham escala.
- Empresas com maior maturidade digital avaliam a adquirência como decisão de negócio, especialmente quando buscam autonomia, flexibilidade e captura de valor antes concentrada em terceiros.
- A monetização do serviço de adquirência vai além do processamento, incluindo captura da Net-MDR, escalabilidade financeira e criação de produtos financeiros a partir do fluxo de pagamentos.
- Modelos de Acquiring as a Service permitem operar a adquirência com controle estratégico, reduzindo complexidade técnica e acelerando o time-to-market.
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