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SCD: o que é e como estruturar operações de crédito com apoio de uma Sociedade de Crédito Direto

Publicado em 30 jun 2026. 19 minutos de leitura
SCD: o que é e como estruturar operações de crédito com apoio de uma Sociedade de Crédito Direto

A SCD (Sociedade de Crédito Direto) vem ganhando protagonismo em um mercado financeiro marcado pela digitalização, pela evolução regulatória e pelo surgimento de novos modelos de negócios. Impulsionado por iniciativas como Open Finance e Embedded Finance, o fato é que o setor brasileiro de crédito vive uma transformação que amplia as possibilidades para instituições e empresas interessadas em oferecer soluções financeiras.

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Segundo dados do Banco Central, o saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu R$ 7,1 trilhões em 2025, com crescimento de 10,2% no ano. O volume expressivo reforça a importância do crédito para a atividade econômica e evidencia as oportunidades para instituições que buscam ampliar sua atuação nesse mercado.

Ao mesmo tempo, o Open Finance brasileiro já ultrapassou 197 milhões de consentimentos ativos, fortalecendo o compartilhamento de dados e criando condições para análises mais precisas e novos modelos de oferta de crédito.

Nesse contexto, a SCD surge como um modelo regulado que permite estruturar operações de crédito de forma alinhada às novas demandas do mercado, ampliando a oferta de serviços financeiros, diversificando receitas e acelerando estratégias de crescimento.

Neste artigo, vamos abordar o que é uma Sociedade de Crédito Direto, como funciona sua regulamentação, quais são suas principais características e de que forma esse modelo pode apoiar a expansão das operações de crédito.

O que é uma Sociedade de Crédito Direto (SCD)?

 

A SCD, sigla para Sociedade de Crédito Direto, é uma instituição financeira autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil para realizar operações de empréstimo, financiamento e aquisição de direitos creditórios por meio de plataformas eletrônicas e com recursos financeiros permitidos pela regulamentação, incluindo capital próprio e outras estruturas específicas previstas nas normas aplicáveis .

Esse modelo permite que empresas ofereçam crédito de forma totalmente digital, utilizando tecnologia para tornar processos como análise, contratação e gestão das operações mais ágeis e eficientes.

Além da concessão de crédito, a regulamentação permite que as SCDs prestem serviços como análise de crédito para terceiros, cobrança de créditos, distribuição de seguros relacionados às operações concedidas e emissão de moeda eletrônica.

A Sociedade de Crédito Direto é uma instituição financeira regulada pelo Banco Central que realiza operações de crédito por meio de plataforma eletrônica, utilizando recursos próprios e outras fontes permitidas pela regulamentação aplicável 

 

Como funciona uma SCD?

 

Criado em 2018 com o objetivo de ampliar a concorrência e incentivar a inovação no mercado de crédito, o modelo de SCD é atualmente disciplinado pela Resolução CMN nº 5.050/2022 e permite que operações de crédito sejam estruturadas de forma digital, com maior agilidade, eficiência operacional e aderência regulatória.

As principais características das Sociedades de Crédito Direto incluem:

  • Concessão de crédito utilizando recursos próprios;
  • Operação realizada por plataformas eletrônicas;
  • Autorização e supervisão do Banco Central;
  • Estrutura voltada para jornadas digitais e automatizadas;
  • Possibilidade de realizar análise de crédito e cobrança de operações;
  • Atuação em conformidade com as regras do Sistema Financeiro Nacional.

 

O que uma SCD pode (e não pode) fazer?

 

As atividades de uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) são definidas pela regulamentação do Banco Central. Essas instituições possuem autorização para oferecer crédito e determinados serviços financeiros, mas também estão sujeitas a limitações específicas.

 

Empréstimo, financiamento e aquisição de direitos creditórios

A principal atividade de uma SCD é a realização de operações de empréstimo, financiamento e aquisição de direitos creditórios por meio de plataforma eletrônica, com recursos permitidos pela regulamentação .

 

Emissão de moeda eletrônica e instrumentos de pagamento

As SCDs também podem emitir moeda eletrônica e disponibilizar instrumentos de pagamento aos seus clientes, incluindo serviços de pagamento e emissão de moeda eletrônica, quando cumpridos os requisitos regulatórios aplicáveis .

 

Vedações: o que é proibido a uma SCD

Entre as principais restrições, a SCD não pode captar recursos do público, exceto nas hipóteses permitidas pela regulamentação, como emissão de ações. Também deve atuar dentro dos limites estabelecidos pelo Banco Central, mantendo o foco nas atividades autorizadas para esse tipo de instituição financeira.

 

Como as SCDs são regulamentadas?

 

As Sociedades de Crédito Direto (SCDs) são regulamentadas e supervisionadas pelo Banco Central e precisam obter autorização para operar. Para isso, a instituição deve atender a determinados requisitos regulatórios.

O processo de autorização envolve a apresentação de documentos societários, informações sobre os administradores, políticas de gestão de riscos e compliance, além do cadastro nos sistemas oficiais do regulador.

Após a análise da documentação e o cumprimento de eventuais exigências, o Banco Central avalia o pedido e pode conceder a autorização para funcionamento.

Entre os principais desafios para obter a autorização estão:

  • Adequação da estrutura de governança e compliance às exigências regulatórias;
  • Comprovação do capital e os recursos necessários para iniciar as operações;
  • Implementação de controles internos robustos para gestão de riscos e prevenção a fraudes;
  • Conformidade com as normas de prevenção à lavagem de dinheiro;
  • Estruturação de processos capazes de assegurar segurança, transparência e aderência regulatória em toda a jornada de concessão de crédito.

 

Por que o mercado de crédito brasileiro atrai novos participantes?

 

O crédito ocupa um papel central na economia, uma vez que impulsiona o consumo, apoia investimentos, contribui para o crescimento das empresas e amplia o acesso a oportunidades financeiras.

Nos últimos anos, porém, o mercado passou por uma mudança importante. Apesar dos avanços na bancarização, o acesso ao crédito ainda é desigual e limitado para uma parcela relevante da população e dos pequenos negócios.

De acordo com o Banco Central, embora mais de 96% dos adultos no Brasil tenham conta bancária, o Relatório de Cidadania Financeira 2025, divulgado em abril de 2026, estima que 53 milhões de pessoas recorreram, ao final de 2024, a linhas de crédito mais caras e menos estruturadas, como rotativo do cartão, o que evidencia uma inclusão financeira incompleta.

Além disso, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra que o acesso ao crédito seguiu como um dos principais entraves para o setor em 2025: oito em cada dez empresas enfrentaram dificuldades para obter financiamento.

Entre os principais entraves foram citados os juros elevados, apontados por 80% dos entrevistados. Em seguida aparecem a exigência de garantias reais (32%) e a falta de linhas adequadas (17%). Ademais, quase um terço das empresas que tentaram crédito de longo prazo não teve sucesso, e cerca de 20% das que buscaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiram.

As dificuldades de acesso enfrentadas por empresas e consumidores, somadas à demanda elevada por financiamento e à limitação das ofertas tradicionais, criam uma janela de oportunidade para modelos mais flexíveis, digitais e especializados.

Assim, novos players têm a possibilidade não apenas de capturar uma demanda já existente e pouco atendida, mas também de redefinir a forma como o crédito é distribuído no país, ampliando eficiência, competição e inclusão financeira.

Onde estão as oportunidades de negócio para quem atua com crédito?

 

Com a digitalização dos serviços financeiros e a evolução dos modelos de negócio, o crédito vem deixando de ser um produto isolado para ser incorporado à jornada do cliente, integrado a plataformas, canais digitais e experiências de consumo.

Empresas que já possuem relacionamento com bases ativas de clientes, como varejistas, plataformas digitais, fintechs e prestadores de serviços, passam a enxergar o crédito como uma alavanca estratégica de crescimento.

Nesse sentido, as oportunidades mais relevantes compreendem:

  • Crédito embarcado diretamente na jornada de compra (Embedded Lending);
  • Linhas de capital de giro para pequenas e médias empresas;
  • Antecipação de recebíveis em ambientes digitais;
  • Ofertas de crédito personalizadas dentro de aplicativos e plataformas;
  • Financiamento de produtos e serviços no momento da transação;
  • Programas de parcelamento estruturados pelo próprio ecossistema;
  • Expansão de soluções financeiras integradas à experiência do cliente.

Quando bem estruturada, essa oferta amplia portfólio, aumenta conversão, eleva ticket médio, fortalece fidelização e gera novas receitas.

Como empresas podem participar do mercado de crédito sem se tornar uma SCD?

 

Embora a obtenção de uma licença de Sociedade de Crédito Direto represente uma oportunidade estratégica para algumas instituições, nem todas as empresas precisam, ou estão dispostas, a seguir esse caminho para atuar no mercado de crédito.

Com o avanço de modelos como Embedded Finance, Banking as a Service (BaaS) e Credit Card as a Service, é possível integrar ofertas de crédito aos canais digitais de empresas de diferentes segmentos por meio de parcerias com instituições financeiras reguladas.

Em outras palavras, em vez de estruturar uma Sociedade de Crédito Direto própria, empresas podem desenvolver modelos de crédito em parceria com instituições autorizadas, incorporando ofertas financeiras às suas jornadas digitais de forma mais ágil e aderente à estrutura regulatória aplicável.

Esse modelo reduz barreiras importantes para empresas que desejam atuar com crédito, pois permite avançar com o apoio de uma instituição autorizada, sem a necessidade de desenvolver toda a infraestrutura tecnológica do zero ou passar pelo processo de constituição de uma SCD própria.

Com isso, a empresa ganha mais agilidade para estruturar sua oferta, enquanto conta com uma base regulatória e tecnológica já preparada para apoiar a operação.

 

Vantagens de estruturar operações de crédito com apoio de uma SCD

 

Ao estabelecer parcerias com uma Sociedade de Crédito Direto, empresas e instituições podem acessar a infraestrutura regulatória necessária para viabilizar operações de crédito de forma rápida, segura e eficiente. Entre os principais benefícios desse modelo podemos citar:

 

Participação em operações de crédito reguladas

Participar da oferta de crédito por meio de uma instituição autorizada pelo Banco Central, apoiando a estruturação da operação em conformidade com as normas aplicáveis.

 

Conformidade regulatória estruturada

Estruturar operações com respaldo regulatório, contribuindo para reduzir complexidades e apoiar a conformidade regulatória.

 

Redução de complexidade operacional e jurídica

Diminuir a necessidade de estruturar internamente toda a operação de crédito, incluindo aspectos jurídicos, regulatórios e de compliance.

 

Agilidade no lançamento de produtos financeiros

Acelerar o desenvolvimento e a disponibilização de novas ofertas de crédito no mercado, com menor dependência de construção de infraestrutura própria.

 

Escalabilidade com segurança

Permitir o crescimento das operações de crédito com maior previsibilidade, governança e controle de riscos.

 

Acesso a tecnologias especializadas

Utilizar soluções já estruturadas para análise, originação, concessão e gestão de crédito, com maior eficiência operacional.

O papel das SCDs na expansão do Embedded Finance

 

À medida que os serviços financeiros se tornam cada vez mais integrados às jornadas digitais, a SCD assume um papel estratégico na viabilização de novas experiências de crédito.

Esse movimento responde à crescente demanda dos consumidores por jornadas mais simples, fluidas e integradas, nas quais o acesso a produtos financeiros acontece de forma contextual, sem fricções ou etapas excessivamente complexas.

Por meio da combinação entre tecnologia, dados e conformidade regulatória, as Sociedades de Crédito Direto podem viabilizar, em parceria com empresas de diversos setores, a incorporação de soluções de crédito às jornadas digitais, tornando o acesso ao crédito mais simples, contextualizado e alinhado às necessidades dos usuários.

Desse modo, as SCDs funcionam como um importante elo entre a inovação e a regulação, possibilitando que empresas e instituições acelerem suas estratégias de Embedded Finance enquanto mantêm a segurança, a governança e a conformidade exigidas pelo mercado financeiro.

Como a Dock apoia estratégias de crédito e crescimento de negócios

 

A Dock está em processo de obtenção de autorização junto ao Banco Central para atuar como Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Uma vez autorizada, poderá ampliar ainda mais sua capacidade de apoiar empresas interessadas em estruturar, lançar e escalar operações de crédito dentro de um ambiente regulado e alinhado às exigências do Sistema Financeiro Nacional.

Com uma infraestrutura completa e plug & play, a Dock conecta etapas essenciais da jornada de crédito em uma solução desenhada para reduzir complexidade técnica e acelerar a implementação. Dessa forma, as empresas podem:

  • Estruturar jornadas digitais de contratação, formalização e desembolso;
  • Integrar soluções de crédito a contas digitais, pagamentos e outros serviços financeiros;
  • Configurar políticas, regras e parâmetros de crédito de acordo com o modelo da operação;
  • Acompanhar indicadores de carteira, risco e performance com mais eficiência;
  • Apoiar a aderência a requisitos regulatórios e operacionais aplicáveis à operação;
  • Apoiar a estruturação de modelos de monetização, incluindo cessão ou securitização de créditos, quando aplicável e conforme a regulamentação vigente;
  • Escalar a operação com menor complexidade técnica e maior integração entre sistemas.

 

Quer entender como estruturar ou expandir sua operação de crédito com mais eficiência e escalabilidade? Entre em contato com a Dock e descubra como acelerar sua estratégia com uma solução completa e integrada.

 

FAQ: Dúvidas frequentes sobre Sociedade de Crédito Direto (SCD)

 

O que significa a sigla SCD?

SCD significa Sociedade de Crédito Direto, um tipo de instituição financeira criada pelo Banco Central para realizar operações de crédito de forma digital. Esse modelo foi regulamentado para estimular a inovação no mercado financeiro e ampliar o acesso a empréstimos e financiamentos.

 

O que é uma Sociedade de Crédito Direto?

Uma Sociedade de Crédito Direto é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central a conceder empréstimos, financiamentos e adquirir direitos creditórios utilizando recursos próprios. Seu diferencial é operar de forma predominantemente digital, com processos mais ágeis e automatizados.

 

Como funciona uma SCD?

A SCD concede crédito com capital próprio e realiza toda a jornada de contratação por canais digitais. A análise de risco, aprovação, assinatura de contratos e acompanhamento das operações acontecem online, permitindo mais eficiência operacional e uma melhor experiência para o cliente.

 

Qual a diferença entre SCD e SEP?

A principal diferença está na origem dos recursos utilizados para o crédito. A SCD empresta dinheiro próprio aos clientes, enquanto a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) atua como intermediária, conectando investidores e tomadores de crédito em uma plataforma de empréstimos entre terceiros. Por isso, a SEP não concede crédito com recursos próprios

 

Qual é a diferença entre uma SCD e um banco tradicional?

A principal diferença está na forma de operação. Enquanto os bancos tradicionais podem captar depósitos do público para financiar suas atividades, as Sociedades de Crédito Direto concedem crédito exclusivamente com recursos próprios. Além disso, as SCDs operam por meio de plataformas digitais e possuem um escopo regulatório específico definido pelo Banco Central.

 

Uma SCD pode captar dinheiro do público?

As SCDs não podem captar depósitos do público, como fazem os bancos. Em geral, suas operações de crédito são realizadas com recursos próprios, conforme as regras do Banco Central.

No entanto, a regulamentação permite algumas estruturas específicas, como a cessão de créditos a instituições autorizadas, securitizadoras ou fundos de investimento, sempre de acordo com as normas aplicáveis.

 

 

Quem pode abrir uma Sociedade de Crédito Direto?

Empresas interessadas em atuar no mercado de crédito podem solicitar autorização ao Banco Central para constituir uma SCD, desde que cumpram requisitos relacionados a capital mínimo, governança, gestão de riscos, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.

 

Como criar uma operação de crédito digital?

Uma operação de crédito digital exige infraestrutura tecnológica, políticas de crédito, mecanismos de análise de risco, gestão da carteira e conformidade regulatória. Muitas empresas optam por viabilizar essa operação por meio de parcerias com instituições reguladas e plataformas especializadas.

 

O que é crédito digital?

Crédito digital é a oferta de empréstimos e financiamentos realizada por canais eletrônicos, como aplicativos, plataformas online e marketplaces. Nesse modelo, etapas como análise, contratação e acompanhamento da operação acontecem de forma digital, proporcionando mais agilidade e conveniência.

 

Como o Embedded Finance se relaciona com as SCDs?

O Embedded Finance permite integrar produtos financeiros diretamente à jornada de compra ou uso de serviços. As SCDs podem atuar como parceiras estratégicas nesse modelo, fornecendo a estrutura regulatória necessária para que empresas ofereçam crédito dentro de seus próprios ecossistemas digitais.

 

O Open Finance beneficia as operações de crédito?

Sim. Com o consentimento dos usuários, o Open Finance amplia o acesso a dados financeiros, permitindo análises de crédito mais precisas, ofertas personalizadas e processos de aprovação potencialmente mais eficientes.

 

Quais empresas podem oferecer crédito por meio de parcerias com SCDs?

Fintechs, varejistas, marketplaces, plataformas digitais, empresas de software, companhias de serviços e organizações de diversos setores podem incorporar soluções de crédito à experiência dos seus clientes por meio de parcerias com instituições reguladas.

 

O que é Credit as a Service?

Credit as a Service (CaaS) é um modelo que permite às empresas disponibilizar produtos de crédito utilizando a infraestrutura tecnológica, operacional e regulatória de parceiros especializados. Dessa forma, é possível lançar ofertas financeiras sem desenvolver toda a operação internamente.

 

Quais são os benefícios do crédito como estratégia de negócio?

Além de gerar novas receitas, o crédito pode aumentar a conversão de vendas, elevar o ticket médio, melhorar a retenção de clientes, fortalecer o relacionamento com usuários e criar diferenciais competitivos em mercados cada vez mais digitais.

 

Quais atividades uma SCD pode realizar?

Uma SCD pode conceder empréstimos e financiamentos com recursos próprios, além de adquirir direitos creditórios. Também pode oferecer serviços relacionados ao crédito, como análise de risco, cobrança, emissão de moeda eletrônica e distribuição de seguros, conforme as regras do Banco Central.

 

Uma SCD pode oferecer serviços de pagamento ou emitir moeda eletrônica?

Sim. Desde que cumpra os requisitos regulatórios, uma SCD pode prestar serviços de pagamento e emitir moeda eletrônica, ampliando sua oferta com soluções como contas digitais, carteiras eletrônicas e meios de pagamento.

 

Como uma empresa pode operar crédito sem abrir a própria SCD?

Empresas podem oferecer crédito por meio de plataformas especializadas, sem a necessidade de criar uma SCD própria. A Dock, que está em processo de autorização para atuar como SCD, disponibiliza uma infraestrutura completa para apoiar a implementação e a escala de operações de crédito com mais agilidade e menor complexidade.

 

SCD: o que você viu neste artigo

 

  • As Sociedades de Crédito Direto (SCDs) são instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central para conceder empréstimos, financiamentos e adquirir direitos creditórios por meio de plataformas digitais e com recursos financeiros permitidos pela regulamentação aplicável.
  • A obtenção da licença de SCD exige o cumprimento de requisitos regulatórios relacionados a governança, compliance, gestão de riscos, prevenção à lavagem de dinheiro e capital mínimo.
  • O crescimento do mercado de crédito brasileiro e o avanço do Open Finance estão criando novas oportunidades para instituições e empresas que desejam atuar na oferta de serviços financeiros.
  • O crédito tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para impulsionar vendas, aumentar o ticket médio, fortalecer o relacionamento com clientes e gerar novas fontes de receita.
  • Empresas de diferentes segmentos podem incorporar soluções de crédito às suas jornadas digitais por meio de parcerias com instituições reguladas, como as SCDs, sem a necessidade de obter uma licença própria.

 

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