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Tecnologia financeira: como plataformas integradas estão redefinindo o setor na América Latina

Publicado em 09 abr 2026. 12 minutos de leitura
Tecnologia financeira: como plataformas integradas estão redefinindo o setor na América Latina

A tecnologia financeira caminha a passos largos na América Latina, impulsionada, sobretudo, pelo avanço das fintechs. De acordo com dados da IMARC, o mercado de fintechs na região foi avaliado em US$ 15,23 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 54 bilhões até 2034, com CAGR de 15,11% no período,  um crescimento que reflete tanto a maior digitalização quanto a demanda por serviços financeiros mais acessíveis na região.

 

O crescimento se conecta a um panorama no qual ainda há espaço para expansão, já que cerca de 30% dos adultos na região seguem fora do sistema financeiro formal, segundo o Global Findex 2025. Além disso, trata-se de um ambiente em que soluções digitais conseguem escalar rapidamente. No Brasil, por exemplo, esse movimento se traduz em novos sistemas amplamente adotados, como o Pix, que já é utilizado por 80% da população, como mostram os dados do Banco Central.

Esse avanço, no entanto, também traz um novo desafio: à medida que os serviços financeiros se tornam mais digitais e diversificados, cresce a complexidade operacional por trás dessas ofertas. Empresas passam a lidar com múltiplos sistemas, integrações e fornecedores, o que pode limitar a velocidade de inovação e a capacidade de escala.

Por isso, neste artigo, abordaremos como a tecnologia financeira está redefinindo o setor na América Latina, os principais benefícios das plataformas integradas e quais recursos são fundamentais nesse ecossistema.

 

O que é tecnologia financeira

 

Tradicionalmente associada às fintechs, a tecnologia financeira evoluiu para muito além desse universo. Se antes o termo se referia a startups com soluções específicas, como pagamentos digitais ou crédito online, atualmente o conceito representa um ecossistema mais amplo, que sustenta toda a operação de serviços financeiros.

Dessa forma, a tecnologia financeira engloba desde sistemas de processamento de pagamentos e emissão de cartões até soluções de crédito, antifraude, onboarding digital e compliance regulatório. Esses recursos são cada vez mais oferecidos por meio de plataformas em nuvem, com integração via APIs, permitindo maior flexibilidade e escala.

Essa evolução também impulsiona um novo modelo: o de plataformas integradas, que concentram diferentes capacidades financeiras em uma única infraestrutura, reduzindo a complexidade e acelerando a inovação.

Como a tecnologia financeira evoluiu: de sistemas legados a plataformas globais

 

A evolução da tecnologia financeira acompanha a transformação da própria infraestrutura do setor. Se antes o foco estava em digitalizar serviços existentes, hoje o objetivo é construir novas formas de entregar serviços e produtos financeiros com mais agilidade, integração e escala.

Durante décadas, as instituições operaram com sistemas legados baseados em mainframes, ou seja, estruturas robustas, porém pouco flexíveis e de alto custo. A partir dos anos 2010, com o avanço da computação em nuvem e o crescimento das fintechs, esse panorama começou a mudar.

Hoje, essa transformação entra em um novo estágio, marcado pela consolidação de plataformas globais de tecnologia financeira. Nesse modelo, serviços como banking, pagamentos, emissão e processamento de cartões e crédito são integrados em uma única infraestrutura, acessível via APIs e operada na nuvem, permitindo maior escala e customização.

 

Por que os sistemas legados limitam o crescimento no setor financeiro

 

A manutenção de sistemas legados segue como um dos principais entraves à inovação, exigindo investimentos adicionais e desviando recursos de novos projetos. Em muitos casos, mais de 20% do orçamento destinado a novos produtos é redirecionado para resolver limitações tecnológicas existentes, segundo dados da McKinsey.

O fato é que, mesmo com a evolução do mercado, muitos players ainda operam com estruturas tradicionais que dificultam a inovação.  Entre os principais desafios estão:

  • Custos de manutenção elevados: grande parte do orçamento de TI é consumida pela sustentação de sistemas antigos, reduzindo a capacidade de investir em inovação.
  • Mão de obra especializada e escassa: a dependência de tecnologias ultrapassadas exige profissionais raros e mais caros, dificultando a evolução dos sistemas.
  • Maior exposição a riscos de segurança: infraestruturas desatualizadas aumentam a vulnerabilidade a ataques e incidentes.
  • Dependência de fornecedores obsoletos: soluções sem suporte ou em descontinuidade elevam o risco operacional e limitam a evolução tecnológica.
  • Lentidão no lançamento de produtos: a rigidez dos sistemas dificulta a criação e entrega de novas soluções, reduzindo a competitividade frente a players digitais.
  • Queda de produtividade das equipes: o tempo excessivo dedicado à manutenção compromete a eficiência e aumenta o desgaste dos times.
  • Dificuldade de integração e uso de dados: sistemas isolados impedem uma visão unificada, travando iniciativas como APIs e parcerias com fintechs.

 

De sistemas fragmentados para plataformas integradas de tecnologia financeira

 

A resposta aos desafios de inovação tecnológica no sistema financeiro está na adoção de modelos baseados em plataformas integradas, as quais combinam conceitos como Software as a Service (SaaS), Banking as a Service (BaaS) e integração via APIs.

Nesse contexto, a tecnologia financeira passa a ser consumida como um serviço. Em vez de desenvolver e manter toda a infraestrutura internamente, empresas acessam plataformas prontas, escaláveis e seguras.

Além disso, a arquitetura baseada em APIs permite integrar diferentes serviços de forma modular, criando soluções personalizadas de acordo com as necessidades de cada negócio.

Esse modelo traz mudanças fundamentais:

  • A infraestrutura tecnológica deixa de ser um gargalo;
  • A inovação se torna mais rápida e contínua;
  • Novos players conseguem entrar no mercado com menor barreira;
  • A complexidade operacional é significativamente reduzida.

 

Benefícios da adoção de soluções integradas

 

Nos modelos baseados em plataformas integradas, a tecnologia financeira deixa de ser composta por blocos isolados e passa a funcionar como um ecossistema unificado, reduzindo a complexidade operacional e acelerando a capacidade de inovação. Essa evolução traz ganhos estruturais importantes:

 

Integração nativa entre serviços

Diferentes funcionalidades financeiras operam de forma orquestrada dentro da mesma plataforma, eliminando retrabalho e inconsistências.

 

Arquitetura modular e componível

Empresas podem ativar e combinar funcionalidades conforme a necessidade, criando soluções sob medida para diferentes casos de uso.

 

Escala com eficiência

A infraestrutura em nuvem permite crescer em volume e expandir para novos mercados sem aumento proporcional de custos.

 

Aceleração do time to market

Novos produtos e jornadas financeiras podem ser lançados com muito mais rapidez, aproveitando componentes já disponíveis.

 

Gestão simplificada e centralizada

A operação passa a ser controlada de forma unificada, reduzindo o esforço com múltiplos fornecedores e integrações.

 

Conformidade regulatória

Plataformas estruturadas já incorporam requisitos de compliance, facilitando a atuação em diferentes países da América Latina.

 

Foco no core business

Empresas podem direcionar esforços para estratégia e experiência do cliente, delegando a complexidade tecnológica.

 

Recursos essenciais para operar em escala na nova tecnologia financeira

 

Ao considerar a adoção de uma nova tecnologia financeira, é preciso contar com capacidades que sustentem a operação no dia a dia com eficiência, controle e adaptabilidade. Nesse contexto, algumas funcionalidades se tornam decisivas:

 

Ledger transacional robusto

Uma base central capaz de gerenciar contas, saldos e movimentações com precisão é fundamental para garantir consistência e rastreabilidade em operações financeiras.

 

Gestão em tempo real

Visibilidade imediata sobre transações, posições financeiras e comportamento dos usuários permite decisões mais rápidas e melhor controle do negócio.

 

Orquestração de jornadas financeiras

Capacidade de estruturar e gerenciar diferentes fluxos, como pagamentos, crédito ou contas, de forma coordenada e sem dependência de múltiplos sistemas.

 

Motor de regras e controle de gastos

Definição de limites, políticas e comportamentos por cliente, produto ou transação, aumentando segurança e personalização.

 

Camada administrativa centralizada

Ferramentas de gestão que simplificam operações, reduzem erros manuais e aumentam a eficiência operacional.

 

Capacidade multipaís e multimoeda

Suporte a diferentes mercados e moedas em uma mesma base operacional, facilitando a expansão regional.

 

Processamento de alta performance

Suporte a grandes volumes transacionais com estabilidade e baixa latência, garantindo uma experiência fluida.

 

Flexibilidade para novos modelos de negócio

Infraestrutura preparada para suportar diferentes casos de uso, como Embedded Finance, sem necessidade de reestruturações profundas.

 

 

Dock One: acelere sua estratégia com uma infraestrutura  financeira completa

 

Em um mercado onde tempo é vantagem competitiva, operar com múltiplos sistemas já não é uma opção. Empresas que querem crescer precisam de uma base que simplifique a operação e acelere a execução.

Para contribuir na superação desses desafios, a Dock desenvolveu a Dock One: uma plataforma integrada que concentra processamento, contas e controle transacional em um único ambiente. Na prática, isso significa menos complexidade, mais velocidade e total controle para lançar e escalar serviços financeiros.

Com uma estrutura modular, o Dock One se adapta ao seu modelo de negócio e evolui junto com a operação, sem exigir reconstruções ou integrações complexas ao longo do caminho.

 

SaaS: tecnologia pronta para uso

 

No modelo SaaS, disponível a nível global, a plataforma oferece soluções financeiras operadas em nuvem, eliminando a necessidade de infraestrutura própria. Entre os principais recursos estão:

  • Cards: emissão e processamento de cartões em diversos formatos;
  • Credit: automação da análise e gestão de crédito;
  • Risks: antifraude integrada à jornada do usuário.

 

BaaS: base para operações completas

 

Já no pilar de Banking as a Service, disponível para clientes brasileiros, a Dock viabiliza a criação de serviços financeiros de ponta a ponta:

  • Banking: contas digitais, Pix, pagamentos e Open Finance;
  • Acquiring: captura e processamento de transações;
  • Risks: autenticação e validação de identidade.

 

Ao combinar SaaS e BaaS em uma arquitetura baseada em nuvem e APIs, a Dock permite que empresas avancem com mais rapidez, mantendo controle, segurança e aderência regulatória em diferentes mercados.

Entre em contato para conhecer as soluções da Dock e entenda como estruturar serviços financeiros com mais agilidade, segurança e eficiência.

 

FAQ: Perguntas frequentes sobre tecnologia financeira

 

O que é tecnologia financeira?

É o conjunto de soluções tecnológicas que permitem criar, operar e escalar serviços financeiros de forma digital, incluindo pagamentos, cartões e banking.

 

Qual a diferença entre fintech e tecnologia financeira?

Fintechs são empresas que utilizam tecnologia financeira. Já a tecnologia financeira é a base que sustenta essas soluções.

 

A tecnologia financeira é segura?

Sim. Plataformas modernas operam com padrões rigorosos de segurança, criptografia e conformidade regulatória.

 

Como empresas não financeiras podem usar tecnologia financeira?

Por meio de modelos como Embedded Finance, os quais permitem integrar serviços financeiros diretamente em produtos e jornadas digitais.

 

Tecnologia financeira: o que você viu neste artigo

 

  • A tecnologia financeira avança rapidamente na América Latina, impulsionada pelas fintechs e pela digitalização. Ainda há grande espaço de expansão com milhões de pessoas fora do sistema financeiro.
  • A evolução do setor aumentou a complexidade operacional, com múltiplos sistemas, integrações e fornecedores.
  • O conceito de tecnologia financeira deixou de ser pontual e passou a sustentar toda a operação de serviços financeiros. Plataformas em nuvem e APIs são a base desse novo modelo.
  • Sistemas legados seguem como um dos principais entraves, elevando custos e reduzindo a agilidade. A falta de integração e flexibilidade impacta diretamente a competitividade.
  • Plataformas integradas surgem como resposta, reunindo diferentes capacidades em uma única infraestrutura. Esse modelo reduz a complexidade e acelera o time-to-market.
  • Soluções como a plataforma Dock One consolidam essa evolução ao centralizar operações financeiras em um único ambiente. Isso permite mais controle, eficiência e velocidade para lançar e escalar serviços financeiros.

 

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